Cilindros leves para GNV.

O leitor Nícolas leu um POST neste blog, publicado em 2014 (https://carrosemduvida.com/2014/01/02/cilindros-lves-para-gnv/) e perguntou:

“…pesquiso há um tempo sobre o kit GNV de quinta geração … vi a noticia sobre o cilindro em fibra de carbono que é muito mais leve e tão resistente quanto os fabricados no Brasil, mas nunca havia visto notícias sobre a venda até ver em seu blog sobre a importação que a respeito já tinha lido a matéria sobre esse cilindro nos ônibus no RS em outro site. Enfim, gostaria de saber se sairia muito caro importar um cilindro pequeno para uma SUV, pois vou comprar um Honda CRV e pretendo colocar um kit G5 porque rodo bastante.”

Nícolas, ótima pergunta! Os cilindros leves, de material composto, são uma realidade no exterior. Mais caros que os cilindros de aço, eles são bem aceitos por lá por reduzirem a sobrecarga imposta ao projeto original do carro. Como você leu no POST de 2014, os cilindros podem pesar apenas 30% Continuar lendo

Ângulos de entrada, saída e quebra.

O leitor leu o post do BLOG antigo e me perguntou como ele poderia achar os melhores ângulos de ataque e saída para o carro dele. Para responder a ele e informar os demais leitores que não leram o POST original, reproduzo aqui o texto:

Ângulos de entrada, saída e de quebra. Estes ângulos são muito importantes para a dinâmica dos veículos offroad e também para os carros de rua.

Vamos definir cada um deles e esclarecer sua utilidade.

Ângulo de entrada (AE). Também é chamado de ângulo de ataque. Ele é formado entre a horizontal e a reta que tangencia o pneu dianteiro e o ponto inferior da área frontal do veículo.

Veja o que é o ângulo de entrada (AE) no desenho esquemático da figura a seguir. O AE é responsável pela capacidade do veiculo enfrentar obstáculos verticais (um meio-fio alto ou uma rampa íngreme, por exemplo). Quanto maior o ângulo, mais capaz é o veículo. Continuar lendo

Suspensão do Gol.

A leitora Dany me escreveu:

“…..Eu tenho um Gol G4 08/09 e desde quando o comprei ele faz uns ruídos estranhos na suspensão traseira direita, e como minha família e dos 90kg pra cima quando saímos pra fazer compras em qualquer buraco ou uma racapagem da pista mais alto um pouco a traseira bate seca como se não tivesse suspensão.
Então queria saber se há alguma forma de trocar por uma suspensão mais resistente … ou apenas a troca do amortecedor/molas resolveria?…..”

Respondo:

Fazer um diagnóstico assim, à distância, é difícil, mas os sintomas descritos são os de uma suspensão bem desgastada. Desde já recomendo a troca dos amortecedores, cuja necessidade pode ser comprovada com Continuar lendo

Nissan 4×4 Qashqai, 1.6 diesel, manual 6 marchas.

Este Nissan de nome difícil (se pronuncia Cascái) e que (ainda) não é vendido no Brasil, usa a plataforma “jumborizada” que equipa o Renault Captur (e também compartilhada por outros veículos das duas marcas). Aluguei um em Portugal, zero km, e por lá rodei quase 1000 km com ele.

Ele está equipado com tração 4×4 permanente, câmbio de seis marchas (o mesmo usado no Tiida que foi vendido no Brasil) e motor 1.6 turbo diesel. A pegada do carro é a modernidade. A Nissan o classifica como crossover, mas ele está bem mais para o lado automóvel que para o lado offroad. A tração 4×4 é muito mais para lidar com a chuva e a neve do que sair da estrada para aventuras pesadas.

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As linhas harmoniosas e o desenho moderno passam a Continuar lendo

Óleo para o motor do Gol, mais uma dúvida.

O leitor Joelson me escreveu:

“POSSUO UM GOL RALLYE 2013/2014 E USAVA OLEO DO MOTOR 5W30, AGORA USEI 10W40, TEM ALGUMA RESTRIÇÃO?? ESTÁ CORRETO??”

 Respondo ao Joelson e a outros leitores que já tiveram e terão a mesma dúvida. A regra geral é – use sempre o óleo especificado pelo fabricante!
O óleo que você escolheu tem frações mais pesadas que o originalmente você usava, que deve ser o especificado no manual. Nele faltam as frações mais leves. Esta característica leva à uma viscosidade média mais alta, portanto o motor fica um pouco mais “preso” e deve aumentar um pouco o consumo de combustível.

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Como abordar um quebra-molas (ou lombada)?

Neste domingo, uma das matérias do programa especializado em carros da TV abordou este tema novamente. Como passar por um quebra-molas? Chuveram perguntas aqui no BLOG…

Afinal eu publiquei um post sobre o tema (https://carrosemduvida.com/2014/12/10/mitos-da-internet-3-passando-no-quebra-molas/).

O “especialista” ouvido (qualificado pela TV como “especialista em suspensão”) afirmou que a melhor forma de abordar o quebra-molas é de frente (perpendicularmente), ou seja, com as duas rodas dianteiras passando ao mesmo tempo. A justificativa é que Continuar lendo

Sandero ou HB20?

Hoje me fizeram esta pergunta. Na escolha de um 0km, o que comprar, um Sandero 1.6 automatizado ou um HB20 automático?

A dúvida é pertinente, nesta faixa de preços ambos, que tem muitas qualidades e poucos defeitos, são boas compras.

O Sandero tem como pontos fortes a robustez e o espaço interno. O HB20 esbanja qualidade no acabamento e um câmbio bem moderno (no modelo 2016, um seis marchas).

Vale destacar, Continuar lendo

As ameaças continuam…. é a vez do carro a hidrogênio!

Já alertei algumas vezes neste BLOG e no antigo (www.carrosemduvida.blogspot.com) sobre as ameaças que a indústria do petróleo enfrentaria com a chegada de novas tecnologias para a produção de energia (ou de movimento).

Carros elétricos já são comuns hoje na Europa, Japão e em alguns estados dos EUA (principalmente na Califórnia). No Brasil eles chegam timidamente, mas a recente redução dos impostos para os carros elétricos pode mudar este cenário.

A Toyota começou a comercializar seu primeiro carro a hidrogênio Continuar lendo

Gasto menos com gasolina ou álcool?

Esta pergunta volta a cada vez que um dono de carro flex vai a um posto de abastecimento. O que vale mais a pena, abastecer com gasolina ou etanol?

Resolvi fazer uma experiência, rodando mais de 1500 km com cada um dos combustíveis, no dia a dia de uso do meu Fiat 500 Sport. Verifiquei que, pelo computador de bordo as variações ficavam pequenas e que os dados eram bastante estáveis.

Vale lembrar as premissas e condições: Continuar lendo