Nissan 4×4 Qashqai, 1.6 diesel, manual 6 marchas.

Este Nissan de nome difícil (se pronuncia Cascái) e que (ainda) não é vendido no Brasil, usa a plataforma “jumborizada” que equipa o Renault Captur (e também compartilhada por outros veículos das duas marcas). Aluguei um em Portugal, zero km, e por lá rodei quase 1000 km com ele.

Ele está equipado com tração 4×4 permanente, câmbio de seis marchas (o mesmo usado no Tiida que foi vendido no Brasil) e motor 1.6 turbo diesel. A pegada do carro é a modernidade. A Nissan o classifica como crossover, mas ele está bem mais para o lado automóvel que para o lado offroad. A tração 4×4 é muito mais para lidar com a chuva e a neve do que sair da estrada para aventuras pesadas.

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As linhas harmoniosas e o desenho moderno passam a impressão de ele ser bem maior que o Captur, mas ele é um pouco maior em cada uma das dimensões, o que acaba fazendo também uma pequena diferença no espaco interno.

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A Nissan dedicou um bom investimento em equipamentos eletrônicos, como as quatro câmeras instaladas à frente, à ré e sob os dois retrovisores, permitindo uma visão de 360 graus do que acontece no entorno do carro. Ótimo para manobrar em locais apertados.

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Neste sistema é possível selecional apenas uma câmera para verificar um detalhe de uma das faces do carro. Também estão incorporados sensores de posição. Uma outra funcionalidade é o reconhecimento de faixas, que liga um alarme sonoro cada vez que o carro cruza uma faixa de divisão de pistas sem que a seta esteja ligada na mesma direção.

O acabamento é correto e os materiais de boa qualidade (inferiores aos do Tiida SL que avaliei no BLOG antigo). O painel é funcional e moderno, com uma tela (configurável) entre os mostradores principais e outra, maior, no centro do painel. A qualidade do som é razoável. O volante tem os controles principais da central multi-mídia e do controle de velocidade. O sistema vem equipado com GPS. O ar condicionado dual zone completa o pacote de conforto.

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Outro destaque é o enorme teto solar, de vidro fixo e cortina interna. Ele dá uma visão excepcional do exterior e aumenta a sensação de espaço do carro.

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O porta malas de pouco mais de 400 litros não chega a ser um destaque, mas comporta uma quantidade razoável de bagagens. Não há estepe e o espaço é dedicado a um compartimento adicional de bagagens, que ficam sob uma tampa.

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O motor 1.6 turbo diesel é bem moderno e silencioso. “Acorda” aos 1500 rpm quando o turbo entra em funcionamento e o motorista esquece que guia um carro diesel (a faixa vermelha começa aos 5000 rpm!). As acelerações e retomadas são muito boas, tudo com níveis baixíssimos de consumo (a média geral foi acima de 17,5 km/l). Vale lembrar que boa parte do percurso foi feita dentro de cidades, em ruas estreitas, com muitas ladeiras, sendo que nas estradas a velocidade de cruzeiro era de 120 km/h.

O câmbio de seis marchas bem escalonadas se casa bem também com este motor, mas ainda se sente a imprecisão de engate para a sexta marcha.

Como não resisti à tentação, andei com o Qashqai num pequeno trecho de terra e cascalho úmidos à beira do Rio Lima. A tração integral funciona à perfeição e os sistemas de controle de tração mantém o carro sempre aderente e sob controle (totalmente sem graça para um jipeiro ortodoxo…).

Para concluir, avalio o Qashqai como um ótimo carro. Este seria um forte concorrente para o mercado de SUVs e crossovers compactos se viesse para o mercado brasileiro, faria a Ford (Ecosport), a Jeep (Renegade) e a Renault (Duster), terem pesadelos…