Gasolina Podium, mais um pouco de informação, desta vez diretamente da fonte…

Como ainda pairavam algumas dúvidas sobre as características e processos de produção da Podium, consultei o SAC da Petrobras, que gentilmente me respondeu. Transcrevo aqui a resposta completa:

Prezado Sr. Ronaldo Martins

Agradecemos o seu contato com a Petrobras. Inicialmente cabe destacar que a produção de gasolina nas refinarias da Petrobras é realizada por meio de mistura de diversas correntes (ou frações) de hidrocarbonetos, as quais são produzidas nas próprias unidades de processamento do parque de refino da Petrobras (destilação direta, craqueamento catalítico, reforma, isomerização, etc). Os percentuais de cada corrente (ou fração) de hidrocarbonetos na mistura podem variar em função da refinaria, do tipo de petróleo processado e das condições operacionais; tais percentuais são calculados e ajustados de maneira que todas as propriedades físico-químicas da gasolina (densidade, octanagem, teor de enxofre, teor de aromáticos etc) atendam aos requisitos técnicos exigidos pela ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gas Natural e Biocombustíveis); esses requisitos são estabelecidos pela Resolução ANP 807 de 2020 que pode ser consultada no seguinte endereço eletrônico: 

https://leis.org/institucionais/br/anp/lei/resolucao/2020/807/resolucao-n-807-2020-estabelece-a-especificacao-da-gasolina-de-uso-automotivo-e-as-obrigacoes-quanto-ao-controle-da-qualidade-a-serem-atendidas-pelos-agentes-economicos-que-comercializarem-o-produto-em-todo-o-territorio-nacional .

No caso da gasolina Podium são priorizadas correntes (ou frações) de hidrocarbonetos que proporcionam altíssima octanagem, baixo teor de enxofre e ótima estabilidade. Adicionalmente, cabe informar que a ANP estabelece que todas as gasolinas, seja a comum ou a premium, comercializadas no Brasil ou no exterior, tanto as produzidas nas Refinarias como em Formuladores e Centrais Petroquímicas, são gasolinas formuladas, pois resultam de uma mistura de compostos (correntes ou frações de hidrocarbonetos), conforme Nota Técnica ANP em 

https://www.gov.br/anp/pt-br/centrais-de-conteudo/notas-e-estudos-tecnicos/notas-tecnicas/arquivos/2018/nota-tecnica-gasolina-formulada-fev2018.pdf.

Colocamo-nos à disposição para esclarecimentos de eventuais dúvidas complementares. Atenciosamente, Agradecemos seu contato. Obrigado, SAC Petrobras.”

A resposta da Petrobras esclarece que a origem da Podium é o mesmo petróleo usado para produzir qualquer gasolina, assim como outros derivados, sendo ela separada de forma adequada e criteriosa, para que seja obtida uma gasolina com baixa variação de hidrocarbonetos* que a compõe, garantindo pouca variação no tamanho das cadeias destas moléculas, resultando numa gasolina de alta octanagem** e qualidade superior.

* hidrocarbonetos são moléculas compostas por átomos de hidrogênio e de carbono, que podem ter diferentes “comprimentos”, desde apenas um carbono CH4 (uma de carbono e quatro de hidrogênio) o gás metano, até moléculas muito longas (que são maioria derivados pesados, como o bunker -combustível naval). Na natureza podem ser encontrados hidrocarbonetos com 100 átomos de carbono, mas não há limite teórico, sendo possível obter moléculas ainda mais longas em laboratório.

** octanagem é a grandeza que mede a característica da gasolina de resistir à pré detonação, conhecida como “batida de pino”.

Gasolina Podium e gasolina Grid dos postos Petrobras, qual diferença entre elas?

Meu xará Ronaldo me fez esta pergunta e prometi responder aqui.

Logo que foi lançada, meu amigo Franco, dono de uma BMW 135i, me fez pergunta semelhante, mas já lá se vão mais de 20 anos….

Ele queria saber qual a octanagem da nova gasolina lançada pela Petrobras (a GRID) e as diferenças dela para a gasolina Aditivada que esteve disponível nos postos até há pouco antes (2014).

Respondi que gasolina GRID tinha octanagem de 87, a mesma da gasolina comum vendida pela Petrobras, mas contava com aditivos detergentes (já presentes na antiga Aditivada) e outros com função de redutores de atrito. Ela tinha um teor máximo de 50 ppm (partes por milhão) de enxofre.

Já a gasolina PODIUM tinha 95 de octanagem (hoje tem RON mínimo de 102), com máximo de 30 ppm de enxofre, mas como é sabido, elas são obtidas por processos petroquímicos diferentes e resultam em produtos muito distintos. A Podium não é uma gasolina aditivada. No BMW 135i do Franco, que tinha um motor de alta performance, com taxa de compressão bem alta, sugeri continuar usando a PODIUM (ainda que bem mais cara).

Já a gasolina GRID, segundo a Petrobras:

  • tem “aditivos detergentes e dispersantes, responsáveis por manter sempre limpo o sistema de alimentação de combustível.”
  • tem “aditivo redutor de atrito, que aumenta a lubricidade do motor e reduz o desgaste das peças.”
  • tem “coloração esverdeada exclusiva, que facilita a identificação e diferencia Petrobras Grid dos outros combustíveis.”
  • tem “baixo teor de enxofre, que reduz a emissão de poluentes e atende aos requisitos da ANP.”

Por outro lado, há muitos anos, tive um Fiat 1.0 16V 2001 movido a gasolina, motor pequeno, bem acertado, com alta taxa de compressão. Nele a PODIUM fazia diferença bastante sensível de performance e economia por km rodado (quase equilibrando o custo do km rodado ao comparar com a gasolina comum). Em tempo, no meu Opala 1978, com motor “levemente mexido” a Podium também faz diferença positiva, apesar da taxa de compressão baixa, mas com ajuste adequado do ponto de ignição e da carburação dupla.

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Eletricidade, etanol, gasolina, diesel ou GNV?

Volto a falar mais uma vez sobre o custo do km rodado. Nas outras vezes o tema foi ETANOL x GASOLINA x DIESEL x GNV, mas com as variações e novidades elétricas, o espectro precisa ser ampliado. A dúvida está mais atual do que nunca, com cinco opções de energéticos.

Vou me basear mais uma vez em consumos de modelos do Jeep Renegade (motor flex T270 desta vez), monitorados por mim e proprietários conhecidos meus, não há, portanto, rigor científico na análise, apenas dados de referência para comparação. As médias são na sua maioria obtidas em uso urbano e em trechos eventuais de estradas. Aproveitei para fazer uma conta com o GNV (neste caso tendo como referência motores 1.8 da Fiat convertidos ao GNV). Já para o carro elétrico usei de referência o Nissan Leaf (400 km de autonomia com uma carga completa de bateria):

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Etanol, gasolina, diesel ou GNV?

Já falei várias vezes sobre o tema ETANOL x GASOLINA aqui no BLOG, mas com os preços do álcool variando para baixo e os da gasolina para cima, muita gente voltou a ficar em dúvida e resolvi retornar ao tema.

A dúvida volta a cada vez que um dono de carro flex vai ao um posto de abastecimento. O que vale mais a pena, abastecer com gasolina ou etanol?

Vou me basear desta vez em Continuar lendo

Performance é maior com etanol?

A leitora Gabriela me escreveu:

“Considerando um Ford Ecosport 2015 e um VW Voyage 2012, ambos flex, qual tipo de combustível resulta em maior percepção de potência do carro etanol ou gasolina? A variação mais fácil de ser percebida é mesmo a financeira? O etanol “limpa” o motor?”

Gabriela, nenhum dos dois motores em questão é exemplo de otimização e de engenharia automotiva atualizada. Continuar lendo

Gasto menos com gasolina ou álcool?

Esta pergunta volta a cada vez que um dono de carro flex vai a um posto de abastecimento. O que vale mais a pena, abastecer com gasolina ou etanol?

Resolvi fazer uma experiência, rodando mais de 1500 km com cada um dos combustíveis, no dia a dia de uso do meu Fiat 500 Sport. Verifiquei que, pelo computador de bordo as variações ficavam pequenas e que os dados eram bastante estáveis.

Vale lembrar as premissas e condições: Continuar lendo