IPVA 2023 no Rio de Janeiro. Atenção às datas de vencimento!

O site do DETRAN RJ publicou a tabela a seguir, com as datas de vencimento do IPVA 2023. Quem for pagar em cota única, terá desconto de 3%…, mesmo parecendo pouco, financeiramente vale a pena, se você tem todo o dinheiro disponível na data.

2023IPVA
Final de PlacaVencimentosVencimentos
0Cota Única ou 1ª parcela
23/jan
2ª parcela
23/fev
3ª parcela
27/mar
124/jan24/fev28/mar
225/jan27/fev29/mar
326/jan01/mar04/abr
427/jan02/mar04/abr
530/jan03/mar11/abr
631/jan06/mar12/abr
701/fev08/mar13/abr
802/fev09/mar14/abr
903/fev13/mar18/abr

Segundo o DETRAN-RJ, o IPVA relativo a veículos automotores terrestres deverá ser pago em cota única ou em 3 (três) parcelas mensais, por meio da Guia para Recolhimento de Débitos – GRD.

A GRD para pagamento do IPVA pode ser obtida através da Internet no link Emissão da GRD e na página do Banco Bradesco S.A. no caminho: www.bradesco.com.br → Produtos e Serviços → Mais Produtos e Serviços → Pagamentos → na lista ‘Tributos’ clicar em “DETRAN RJ – GRD, DUDA, GRM e GRT” e depois em “Gerar Boleto”.

Na data de hoje o seguro DPVAT ainda não tinha sido definido pelo órgão responsável. Nos últimos anos, a decisão do Governo Federal foi de que o saldo disponível em fundo na Seguradora Líder não requeria novas contribuições. Vamos aguardar …

Mas ainda não é tudo…ainda há o licenciamento anual e sua taxa correspondente (diferente do IPVA). No site do DETRAN-RJ ainda não há referências para 2023, mas abaixo seguem as orientações de 2022.

Em 2022 foi assim:

Já está disponível o calendário para o licenciamento anual em 2022. Conforme portaria publicada no Diário Oficial desta quarta-feira (2/3), o cronograma será dividido em quatro datas:

– Final de placa 1 e 2 => Até 30/09/2022

– Final de placa 3, 4 e 5 => Até 31/10/2022

– Final de placa 6, 7 e 8 => Até 30/11/2022

– Final de placa 9 e 0 => Até 31/12/2022

O licenciamento é 100% digital. Basta pagar a Guia de Regularização de Taxas (GRT), obtida através do site do Detran (www.detran.rj.gov.br) ou do Bradesco (www.bradesco.com.br). Por determinação do governo federal, a taxa DPVAT, referente ao licenciamento de 2022, não está sendo cobrada.

Após a compensação das taxas, o usuário estará apto para usar o documento digital, chamado de CRLV-e. O acesso pode ser feito pelo Posto Digital do Detran.RJ (no site detran.rj.gov.br), pelo aplicativo Carteira Digital de Trânsito ou pelo site da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). O primeiro passo é se registrar no portal gov.br, que é o cadastro do governo federal para documentação em geral. Nele, o motorista também pode baixar a CNH Digital, válida em todo o território nacional. 

Confira o passo a passo:

PESSOA FÍSICA – Carteira Digital de Trânsito

1. Instale o aplicativo CDT – Carteira Digital de Trânsito no seu celular

 2. Cadastre o usuário

– Uma vez instalado o app, abra e selecione: “Entrar com gov.br”

– Na tela seguinte, informe CPF e selecione “Próxima”

– Na próxima tela, crie uma conta e, após criá-la, retorne ao aplicativo e clique em “Entra com gov.br”.

 3. Baixe o CRLV Digital

– Faça o login

– Selecione “Veículos”

– Informe o número do Renavam e o Número de segurança do CRV (é o antigo DUT, com 11 caracteres)

– Selecione “Incluir” e estará pronto o seu CRLV Digital

Peugeot 2008 Allure, ano 2022/2022, automático de 6 marchas, 1.6 flex.

O SUV de entrada da marca francesa decepciona ao abrir a porta. A versão que dirigi parece não estar mais disponível para 2023, pois esta não contava com painel central com multi-midia, não contava com nenhum comando no volante, não contava com regulagem de posição do volante, não contava com banco traseiro bipartido. Ufa…faltava muita coisa, para um carro que na versão 2023 custa a partir de 103 mil reais!

Entretanto, nem tudo é decepção no 2008, o câmbio automático de seis marchas tem trocas manuais na alavanca e indicador de marchas no painel, mesmo dirigindo em Drive. O volante é bem pequeno, é baixo com relação ao painel e tem boa empunhadura, permitindo direção bastante direta.

O espaço interno é bom, o porta-malas é espaçoso e o carro, com mais de 22 mil km rodados, ainda apresentava suspensão firme e rodar silencioso. Os comandos ao redor do volante são estranhos, mas deve ser uma questão de tempo para se habituar com eles.

Já o motor e o câmbio parecem inimigos…não conversam direito nas horas que o motorista precisa de respostas rápidas ao acelerador. Tudo acontece devagar, mesmo usando as trocas manuais, o motor só acorda com o pé no fundo, ao estilo kick-down dos antigos automáticos. Nas curvas fechadas das passagens de nível de Brasília, o 2008 mostra bom corportamento, sem muita inclinação da carroceria.

Não rodei muito para avaliar com precisão o consumo, mas pareceu que o 2008 tem este ajuste, para andar pouco e consumir pouco, o que é válido para uma versão que aparentemente foi feita para frotistas. Há outras versões de melhor acabamento e motorização (THP) que devem ser bem mais interessantes e divertidas de dirigir.

O desenho, ainda bonito e marcante, sofrerá de uma característica de muitos modelos da marca, a rápida obsolescência, perdendo o charme e o apelo visual muito rapidamente. Já o painel é simples, mas de fácil leitura, mas o console central, com acabamentos cromados, destoa do resto espartano do interior, e parece saído de um carro do fim da década de 1990…

Nesta versão, não compraria o 2008, a menos que custasse bem menos que a versão de entrada oferecida agora nas concessionárias. É caro para o que oferece. O leão não ruge e é sonolento…

Renegade Longitude 2020 1.8 Flex, automático, chega aos 25.000 km.

O Renegade que uso sob aluguel de longo prazo (42 meses) chegou aos 25 mil km sem maiores surpresas e aos 30 meses de uso.

A maioria das qualidades que poderiam se deteriorar com o uso está preservada (robustez da suspensão, baixo nível de ruídos de carroceria, suspensão e acabamentos, boa qualidade do sistema multi-mídia, entre outras).

Alguns pontos já demonstram desgaste, como a aparência da pintura (não dei qualquer tratamento na pintura, além do carro ser lavado semanalmente, apenas com água e pano de malha de algodão). O perolizado da pintura já não brilha como novo. Os acabamentos de material polimérico preto que emolduram as janelas das portas já apresentam deformações, denotando influência dos raios UV (o carro é guardado em garagem). O mesmo acontece nas longarinas do teto.

Na parte mecânica o consumo de combustível baixou (nos últimos 2 mil km, rodando a gasolina e fazendo média de 26,7 km/h o Renegade marcou média no computador de 9,1 km/l, o que é bastante razoável para o peso e formato do carro e considerando que a maioria deste percurso foi feito dentro da cidade do Rio de Janeiro).

É interessante observar a influência da velocidade média no consumo, numa amostragem mais longa, de 4.500 km, com média de 24,9 km/h, o consumo médio cai para 8,6 km/litro. Neste caso, o sistema start-stop mostra a sua eficiência, pois esperava um aumento de consumo mais significativo.

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Motores a hidrogênio podem ser uma realidade hoje em nossos carros?

Um leitor viu um vídeo na Internet que oferece um kit para converter motores que usam gasolina para passar a usar hidrogênio (anunciado como motor a água!).

Neste caso, a resposta ao meu leitor é : DEFINITIVAMENTE NÃO !!!

O anunciante da proeza, que vende o kit de conversão, é um estelionatário tecnológico. Explico:

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Alugar ou comprar um carro 0km?

Já publiquei três posts específicos aqui sobre o tema (2mar20, 18mar20 e 27jul20). Como informado, aluguei um Renegade Longitude o qual recebi em Fev20, ou seja, minha experiência com o assunto é de um contrato único, que já dura por dois anos e meio (ainda faltam 12 meses para terminar o contrato).

Ontem um conhecido me perguntou se ainda vale a pena alugar, e a resposta para ele foi a mesma que publiquei no primeiro POST…depende! E depende de muitas coisas:

Vou destacar algumas:

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Carros elétricos são ambientalmente mais corretos?

Esta é uma questão recorrente e que requer uma análise profunda. Não há resposta única ou pronta para qualquer cenário. As abordagens superficiais tendem a focar em alguns poucos aspectos e concluir, de forma imprecisa, por uma vertente ou outra, ao gosto (e interesse) do autor.

Para o observador atento e isento, cabe lembrar que para avaliar a “pegada ambiental” de um carro, há que se pensar em muito mais aspectos do que emissões de gases e impactos da fabricação (os pontos mais abordados). Num pano rápido, eu citaria:

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Desgaste de pneus. Os marcadores TWI devem ser observados.

Vou voltar ao assunto, pois é relevante e requer conhecimento, para não correr riscos ao rodar ou ser abordado por um fiscal desonesto.

Há alguns anos fui fazer a vistoria anual do meu carro e o atendente ia reprovando meu Suzuki Gran Vitara 2011! Nas palavras do fiscal “seu estepe atingiu o TWI, não tem mais condições de uso…”. Estranhei…

Havia tocado os quatro pneus do carro antes da hora, sem atingirem o TWI (Tread Wear Indicator, ou em tradução livre, Indicador de Desgaste da Banda de Rodagem). Botei um dos pneus que estava rodando no estepe. O desgaste era grande (para 20 mil quilômetros), mas os pneus ainda estavam longe de estar “carecas”.

Questionei o fiscal e o chamei para perto do estepe (na traseira do carro), para mostrar que as marcas de TWI não tinham sido atingidas. Ele então me mostrou uma “ponte de borracha” entre dois gomos do pneu (nivelada com a superfície da banda), que parece uma marca TWI, mas não é, ela é apenas uma característica do desenho da banda do pneu. Mostrei a marcação no “ombro” do pneu, que indica o alinhamento dos marcadores TWI. Ele então pediu desculpas e voltou atrás.

O assunto requer atenção, um erro como este do fiscal pode te levar a ter que comprar pneus novos e ter que voltar para refazer a vistoria. 

Se você não sabe achar as marcas TWI, procure por esta indicação triangular no ombro do seu pneu (ou a sigla TWI). Exemplo na foto a seguir:

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Etanol ou eletricidade?

Como disse no final do post anterior, esta decisão pode ser de cunho ambiental (a comparação era entre gasolina e etanol), mas pode ter um viés econômico também.

Se pensarmos no ecologicamente correto etanol e quisermos comparar com o elétrico, no Brasil há motivos para pensar na opção elétrica. É bom saber:

  • é sabido que a matriz de geração elétrica no Brasil é majoritariamente formada por hidroelétricas.
  • é possível comprar uma cota de uma fazenda de aerogeradores ou foto-voltáica e “injetar” na rede pública a sua cota de energia, que poderá ser consumida em sua casa, carregando seu carro.
  • para quem tem muito espaço, é possível instalar placas foto-voltáicas ou um aerogerador pequeno em sua propriedade, carregando diretamente o seu carro (ou injetando na rede, para “retirar” a energia em outro ponto, para carregar seu carro). Pode ser o caso de quem tem um sítio no interior e usa um carro elétrico na cidade.

Nestes dois casos, o carro elétrico terá emissão zero nos seus deslocamentos e emissão zero na geração da energia consumida. Apesar de neutralizar o gasto com os kWh consumidos, o investimento inicial terá que ser amortizado ao longo do tempo.

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Etanol ou gasolina?

Já abordei o tema em alguns posts anteriores (os links estão no final deste post), mas volto ao tema que foi notícia hoje no rádio, por conta das grandes variações de preço decorrentes da redução de imposto nos estados.

Para tomar a decisão do ponto de vista meramente econômico, a regra de 70% é a forma mais fácil de tomar a decisão. Ou seja, se a gasolina estiver custando R$ 7,00 o etanol deve estar com preço abaixo de R$ 4,90, se a gasolina estiver a R$ 6,00 o etanol deve estar abaixo de R$ 4,20, e assim por diante.

Esta não é a forma mais precisa de decidir qual combustível usar, mas é a mais fácil.

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JEEP RENEGADE 2020, 1.8 flex, automático, chega aos 20 mil km rodados.

O “meu” Renegade alugado chegou aos 20 mil km, só depois de 28 meses de uso, são os efeitos da pandemia…

A locadora levou para a revisão, com duas reclamações minhas: barulho nos suportes superiores dos amortecedores dianteiros (situação comum em muitos carros do grupo JEEP-FIAT-etc) e barulho no banco do passageiro, quando ocupado.

Ambos já se apresentavam desde o carro novo, mas agora a Jeep prestou atenção e resolveu os dois. A locadora acatou a sugestão da concessionária de trocar a bateria, o que eu não teria feito se o carro fosse meu (não havia sinais de mal funcionamento e a bateria, por conta do start-stop, tem capacidade e vida útil bem superiores às baterias normais).

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