Preços altos do etanol e da gasolina requerem atenção redobrada ao abastecer.

A mais nova disparada dos preços do etanol e da gasolina requerem mais do que nunca atenção na tomada de decisão de qual combustível escolher.

Já detalhei aqui no BLOG uma forma bem precisa de reconhecer o consumo médio de seu carro com cada combustível, já que a decisão acertada depende de cada conjunto – carro/motorista/tipo de uso/preços dos combustíveis.

Neste post vou simplificar, usando os dados colhidos com meu Jeep Renegade 2020 Longitude Flex automático,a partir de minhas observações ao longo de quase um ano e meio de uso (e pouco mais de 11 mil km).

No último abastecimento anotei no posto R$ 5,097 para o etanol e R$ 6,297 para a gasolina comum.

Nos 1.334,8 últimos quilômetros rodados a média foi de 5,9 km/l de etanol (com velocidade média de 20,7 km/h). Neste percurso calculei o custo de 0,86 R$/km.

Já nos 3.111,0 km anteriores, a média foi de 7,7 km/l de gasolina comum (com velocidade média de 21,2 km/h). Neste percurso calculei o custo de 0,82 R$/km.

Como já observado anteriormente com este Renegade e também com o 500 Sport, o custo do km rodado tem sido menor com gasolina comum.

Como já comentei, esta é a minha experiência, que gera 5% de economia adotando a gasolina comum, mas cada um deve fazer as suas contas e chegas às suas próprias conclusões.

JEEP Renegade 2020, Longitude 1.8 flex, automático, 6 marchas, chega aos 10.000 km.

Meu Renegade (alugado em contrato de longo prazo) chegou aos 10.000 km sem maiores problemas ou modificações da minha opinião sobre o carro, externada aqui em alguns posts onde o Renegade é a referência.

Farei neste post um apanhado, sobre aquilo que considero relevante para um potencial futuro proprietário saber, sem precisar se basear na vivência curta dos testes publicados em sites especializados.

Aos 7.400 km o Renegade foi para a revisão de um ano. Usei a facilidade do meu contrato de locação e um motorista veio pegar o carro, anotou os dois problemas de ruidos, levou para a concessionária mais próxima (em Botafogo no Rio de Janeiro) e o trouxe de volta.

Os ruídos no banco do passageiro (onde há um porta-objetos) e nos coxins superiores dos amortecedores dianteiros (situação recorrente em carros da FCA), foram ignorados. O carro continuou com eles depois da revisão.

Notei uma elevação de consumo, rodando com gasolina comum no mesmo tipo de trajeto que já publiquei post aqui como referência. Vou dedicar outro post a este tema em seguida.

No uso mais prolongado do carro, observei alguns inconvenientes. Dois são sobre a visibilidade do ponto de vista do motorista. Por estar atrás da vigia da porta dianteira, o espelho retrovisor do lado direito é frequentemente encoberto pelo passageiro, dificultando a visão do que acontece daquele lado do Jeep. Por ter o parabrisa bem mais próximo da vertical que a maioria dos carros mais modernos, o Renegade oferece um grande campo cego do lado esquerdo do carro, criado pela larga coluna A, dificultando curvas apertadas à esquerda.

Como efeito colateram positivo, as largas colunas A, B e C conferem incomum rigidez torcional à carroceria (a mesma usada desde o urbano modelo de entrada até o “casca grossa” Trail Hawk 4×4 diesel).]

As fivelas dos cintos de segurança dianteiros ficam sob o console e dificultam o encaixe e liberação, nada de muito sério, mas um problema de ergometria que a FCA deveria ter se preocupado.

O consumo de combustível é alto, mas a FCA deve melhorar esta característica na linha 2022, com a adoção de 2 motores turbo-flex, bem mais moderno que o atual FIAT derivado 1.8 aspirado.

No meu uso diário, predominantemente urbano, os ocupantes da dianteira têm convívio adequado. Os da traseira, se forem dois, viajam confortavelmente, já um terceiro, no centro, ficará um pouco desconfortável, apesar do conveniente cinto de 3 pontos e piso plano. O teto alto e a largura do Renegede oferecem um bom volume útil para a cabine, passando a sensação de espaço interno.

Os materiais são de boa qualidade, os encaixes corretos e o sistema multi-midia tem som de alta fidelidade. A direção elétrica continua precisa, e é fácil achar a posição ideal, com regulagem de altura e profundidade. Não há folgas na suspensão, apesar do péssimo calçamento das ruas do Rio.

Quanto ao contrato de locação, farei outro post tratando do tema, cujo cenário mudou bastante no Brasil desde que assinei o meu no final de 2019.

Continuo muito satisfeito com o Renegade.

Tração 4×4 é sempre para o offroad?

Um programa de TV na semana passada tratou do assunto e trouxe dúvidas aos leitores. Já tratei deste tema aqui no BLOG mas não custa fazer uma revisada rápida…

Tração nas 4 rodas quer dizer que o veículo recebe, no eixo dianteiro e no traseiro traseiro, a força do motor (no jargão popular).

Um 4×4 como eram os Jeeps Wyllis/Ford, fabricados aqui no BRasil até a década de 1980, havia uma diferencial traseiro, um diferencial dianteiro e uma caixa de transferência, acionada manualmente por alavanca no assoalho do Jeep, onde se podia escolher, tração traseira, tração 4×4 e tração 4×4 reduzida. O saudoso jipe da ENGESA, também fabricado no Brasil, tinha o mesmo esquema, mas a caixa de transferência não tinha reduzida, as opções eram: tração traseira e tração 4×4.

Na mesma época, os Land Rover Defender, importados, tinham a tração 4×4 integral, ou seja, no lugar da caixa de transferência havia um diferencial central, o que permitia ficar com a tração integral (4×4) ligada o tempo todo. Este é um sistema mais caro de fabricar e de manutenção mais complexa (são 3 diferenciais…).

Os dois sistemas convivem no mercado até hoje, cada um com as suas vantagens e desvantagens. Vale ainda lembrar que muitos veículos 4×4 não são feitos para o offroad, são desenvolvidos para andar em terrenos de baixa aderência (como estradas com neve) e pisos muito molhados, onde a tração integral faz com que estes carros sejam mais seguros. Os japoneses da Subaru e os alemães da Audi (Quattro) são os exemplos clássicos, que popularizaram a tração 4×4 para sedãs, hatches e crossovers.

Com a popularização dos SUVs, alguns 4×4 urbanos são confundidos com veículos offroad. Este é um risco enorme para o bolso do proprietário…um Honda CRV 4×4, um Audi Q5 4×4, um BMW ou Mercedes AWD (all wheel drive), ou um Kia Sportage ou Sorento 4×4, não devem ser colocados “na trilha”. São veículos capazes de andar melhor que um Ford Ka (tração dianteira) numa estrada de terra, mas não foram projetados para as trilhas mais remotas e acidentadas. A chance de ficar pelo caminho será grande e o prejuízo mecânico idem.

Stay on the road…

Seu carro está na garantia de fábrica? Enguiçou em um lugar remoto? Preste atenção à esta dica…

Se seu carro está na garantia de fábrica e você teve uma avaria ou defeito num lugar remoto, onde não haja uma concessionária, e você precisou fazer o reparo num mecânico não autorizado, que cuidados tomar?

Para que a peça substituida em emergência seja trocada pela original quando você puder chegar à uma concessionária, é fundamental que você guarde a peça defeituosa, caso contrário a concessionária não fará a substituição.

É chato, mas é compreensível, já que a fábrica ressarce a concessionária pelas peças trocadas em garantia, assim, a concessionária precisa comprovar a falha e, as fábricas mais preocupadas com a qualidade de seus produtos, podem pedir a peça defeituosa para realizar uma análise da falha e eventualmente redimensionar a peça (se o problema for recorrente em outros veículos da marca).

Datas limite de pagamento do IPVA no RJ em 2021

Esta é a tabela com as datas, retirada do site do DETRAN-RJ

Finais de
Placa
Pagamento integral
ou Vencimento
1ª parcela
Vencimento
2ª parcela
Vencimento
3ª parcela
021/jan22/fev24/mar
122/jan23/fev25/mar
225/jan24/fev26/mar
326/jan25/fev29/mar
427/jan26/fev30/mar
528/jan01/mar05/abr
629/jan02/mar06/abr
701/fev03/mar07/abr
802/fev04/mar08/abr
903/fev05/mar09/abr
https://banco.bradesco/html/classic/produtos-servicos/mais-produtos-servicos/pagamentos.shtm

Vale lembrar, em 2021 o DPVAT não será cobrado da maioria dos veículos (particulares), pois a Seguradora Líder acumulou recursos capazes de sustentar a iniciativa sem novas cobranças este ano. Alívio no bolso…

Por outro lado, a GRT do Detran-RJ, que o proprietário no Rio paga para poder licenciar o automóvel anualmente está disponível para emissão no site do Bradesco. Em 2021 o valor é de R$ 219,37, em cota única. A GRT deve ser quitada para que o Certificado de Licenciamento e Registro de Veículo (CRLV) anual seja emitido pelo departamento de trânsito.

A GRT de 2021 tem dois valores embutidos: R$ 156,69 referentes à taxa de licenciamento anual e R$ 62,68 relativos à emissão do CRLV.

Curiosamente, a partir deste ano, o documento veicular não será mais emitido em papel. Os motoristas terão apenas a versão on-line para baixar em seus celulares (CRLV-e) ou podem imprimir em casa o mesmo documento. A emissão requer baixar o aplicativo específico da Carteira Digital de Trânsito.

Combustível líquido “limpo” para salvar os motores a combustão…esta imprensa “especializada”…

Ontem o site automotivo AUTO ESPORTE, vinculado ao jornal “O GLOBO”, deu mais uma bola fora, do ponto de vista técnico. O título da matéria, publicada na sua aba MOBILIDADE, “Salvação dos carros a combustão? Porsche quer fabricar gasolina que não precisa de petróleo”.

A matéria conta que a Porsche fez uma parceria com uma empresa do Chile para produzir combustível líquido a partir de CO2 da atmosfera e hidrogênio retirado da água. O autor do artigo diz que a idéia é produzir um combustível que não seja dependente do petróleo e, portanto, menos poluente.

Para garantir a energia para o processo, serão usados aerogeradores, segundo o autor, a região onde a fabrica produzirá o combustível é bem atendida em intensidade de ventos.

Ele escreve: “São utilizados eletrolisadores, que conseguem “separar” a água em seus elementos básicos, hidrogênio e oxigênio. Após esse processo, há uma combinação com o CO², formando uma substância conhecida como metanol.

Esse metanol passará por um processo de melhoramento, sendo capaz de apresentar um rendimento até superior aos combustíveis tradicionais. Por conta de sua formação química, a queima do combustível é de baixa intensidade, sem a presença de componentes como o benzeno.”

Ai começam as bobagens, metanol é metanol, uma fórmula química definida em todo o mundo, portanto, não pode passar por “melhoramentos”, o que é possivel fazer é aditivá-lo, criando um combustível que não é mais apenas metanol.

Ele também escreve: “Outro ponto positivo é que esse composto pode ser distribuído em postos de combustível tradicionais, além de não exigir mudanças estruturais dos motores a combustão. Por outro lado, a tecnologia ainda é cara e depende de uma escala maior de produção para ficar mais acessível, enquanto o metanol em si é altamente tóxico para o humano.” Estes são pontos importantes, metanol dificilmente será distribuído em postos comuns, por ser altamente tóxico e cancerígeno, também tem um fator de risco, pois sua chama é quase invisível, podendo ser iniciado um incêndio sem que as pessoas percebam o perigo iminente.

Vale lembrar, o metanol é combustível de várias categorias de automobilismo de competição, como a Nascar e a Formula Indy. Portanto, seu uso em motores a combustão é completamente dominado. Não ganhou o grande mercado por conta dos riscos associados ao seu uso.

Também me parece improvável que alguma empresa invista em metanol, na forma como descrito na matéria, dado que a rota tecnológica do etanol, igualmente um combustível “limpo”, é dominada no Brasil desde os anos 1980 e em outros países mais recentemente.

Vale ainda lembrar, alguns laboratórios pelo mundo, como o da Inglaterra que foi tema de uma reportagem do Fantástico, já desenvolveram processos em escala laboratorial para gerar hidrocarbonetos “sintéticos”, a partir do CO2 existente no ar, gerando hidrocarbonetos líquidos (combustíveis) de molécula curta capazes de serem queimados em motores à combustão interna, produzidos sem uma gota de petróleo. Estes processos ainda são caros para ganharem escala industrial.

Os diferentes pára-choques e os ângulos de entrada (ou de ataque) do Jeep Renegade.

Um leitor observou que os Jeeps Renegade, quando lançados, tinham dois formatos de pára-choques dianteiros, os modelos 4×2 incorporavam um spoiler na parte inferior, já os modelos 4×4 “mansos” também adotavam o spoiler, apenas na versão “casca-grossa” Trail-Hawk não havia este spoiler. Com o tempo, as versões 4×4 em geral perderam o spoiler e atualmente todas as versões têm pára-choques sem spoilers. O leitor quer saber a razão.

Esta não é uma resposta da Jeep, mas uma inferência minha. As versões 4×4 tinham o spoiler suprimido para melhorar o ângulo de ataque, já as 4×2 tinham o spoiler para melhorar a aerodinâmica do Renegade. Entretando, com ângulo de ataque muito pequeno, as versões 4×2 eram frequentemente vistas “raspando” o spoiler em meio-fios (estacionando em espinha de peixe) e em entradas de garagem subterrâneas, o que era constrangedor para um veículo de proposta “aventureira”.

A eliminação do spoiler resolveu este problema e deu ao SUV 4×2 melhor dinâmica em terrenos acidentados e no uso urbano. Também, ao padronizar os para-choques, a Jeep reduziu os custos de produção.

Para entender melhor o que estes ângulos significam, vamos relembrar o post aqui do BLOG de 2016, que explicou o que é o ângulo de ataque e o de saída, e de quebra (com trocadilho) o ângulo de quebra (não resisti…).

Ângulos de entrada, saída e de quebra. Estes ângulos são muito importantes para a dinâmica dos veículos offroad e também para os carros de rua.

Vamos definir cada um deles e esclarecer sua utilidade.

Ângulo de entrada (AE). Também é chamado de ângulo de ataque. Ele é formado entre a horizontal e a reta que tangencia o pneu dianteiro e o ponto inferior da área frontal do veículo.

Veja o que é o ângulo de entrada (AE) no desenho esquemático da figura a seguir. O AE é responsável pela capacidade do veiculo enfrentar obstáculos verticais (um meio-fio alto ou uma rampa íngreme, por exemplo). Quanto maior o ângulo, mais capaz é o veículo.

angulos fig1

Já o ângulo de saída (AS) também pode ser visto na mesma figura. O AS é o responsável pela capacidade do veículo sair de uma depressão ou de um declive acentuado, por exemplo. Quanto maior o ângulo, mais capaz é o veículo.

O terceiro ângulo importante para a dinâmica veicular é o ângulo de quebra (AQ, ou break-over angle, em inglês). Ele é formado entre tangentes aos dois pneus, tendo como vértice o ponto mais baixo da parte inferior do veículo. Ele pode ser visto no desenho esquemático anterior, marcado em vermelho. Este ângulo representa a capacidade do veiculo transpor obstáculos altos e curtos (menor que a distância entre eixos) ou de sair de um aclive íngreme. Quanto menor o ângulo, mais capaz é o veículo.

Na figura a seguir, que deve ser comparada à primeira, visa mostrar que, se um mesmo veiculo for “alongado” seu AQ tende a aumentar, piorando a sua capacidade de vencer obstáculos em offroad.

angulos fig2

Se você não gostou dos meus desenhos esquemáticos, seguem abaixo dois desenhos profissionais, elaborados pelo fabricante americano de caminhões International®. A primeira mostra os ângulos de entrada e saída.

ae as angulos

A segunda mostra o ângulo de quebra.

aq angulo

Observem algumas fotos dos Renegades e tire suas próprias conclusões…

Pára-choque sem spoiler – Jeep Renegade Longitude 2021 – Foto promocional do site da Jeep do Brasil
Pára-choque com spoiler – Foto GTCARLOT (USA dealer)

Acelerador travado em carro automático, voltando ao tema…

Em 2014, meu leitor Ãngelo levantou o tema, depois de ver uma reportagem na TV. Com cada vez mais carros automáticos sendo vendidos no Brasil, o tema foi assunto de dois novos leitores.

Atualizo o post…

O Ângelo, em 2014, estranhou as orientações da reportagem e resolveu saber o que eu acho sobre o caso.

Esta situação é mais comum do que parece. Pessoas habituadas aos carros manuais, ao dirigir automáticos, se confundem com os pedais e pisam no acelerador como se fosse o freio. Como a força necessária ao freio é muito maior que a usada no acelerador, o pedal afunda até o chão e por vezes fica preso no tapete, disparando o carro, que está engrenado (em Drive).

Casos notórios no Rio, como o do carro que saiu de dentro de uma garagem, atravessou todas as pistas e calçadas da avenida e só parou nas areias da praia do Leblon, e o do carro que ficou pendurado na altura do quinto andar na Avenida Rui Barbosa, foram parar nos jornais.

Voltando à dúvida dos leitores, recomendo que num caso destes, a primeira coisa a fazer é manter a calma e desligar a chave do carro, pois aí se corta a alimentação do motor e o carro vai parar em poucos metros.

É verdade que neste caso a assistência hidráulica da direção deixa de funcionar, deixando-a muito pesada e difícil de manobrar, e há que cuidar para que a posição da chave não acione a tranca da direção, mas ainda assim é a opção mais rápida e segura de sair da situação de risco.

Tentar colocar a alavanca do câmbio no neutro é outra opção, mas requer perícia, ela pode não funcionar (o motor estará em alto giro) e há a hipótese de se engatar uma outra marcha, como a ré, agravando a situação. Lembre que este será um momento de tensão e risco.

Há anos vi um manobrista destruir um raro Santana automático ao retirá-lo de uma garagenm subterrânea de um restaurante paulista. Ele pisou fundo para subir a ladeira (à moda dos manobristas), o acelerador travou e ele cruzou a rua, colidindo com um carro estacionado, o carro batia e voltava, por mais duas ou três vezes e aí ele engatou a ré e desceu a ladeira em disparada, destruindo o Santana na primeira coluna da garagem. Felizmente ninguém se machucou.

Por estas e outras, recomendo: desligue o motor, mantenha a chave no contato para não travar a coluna de direção, ligue o pisca-alerta e deixe o carro parar. Durante a redução de velocidade, na maioria das vezes, será mais fácil colocar a alavanca em Neutro.

Comprar um SUV 0 km, na casa dos R$ 80 mil.

Meu amigo JR quer comprar um SUV (ou crossover), 0 km, na casa dos 80 mil reais (baixos). Ele não é PCD, nem tem CNPJ, ou seja, pagará o preço de mercado. Ele precisa de um carro com razoável espaço interno, bom porta-malas, econômico e, de preferência, automático.

Missão quase impossível, com este limite, as opções não são muitas. Vamos a elas, em ordem alfabética, com avaliações qualitativas:

Chery Tiggo5 1.5 automático – ano/modelo: 19/20, preço: 83 mil reais, rede de concessionárias: pequena, valor de revenda: incerto, prestígio: em ascenção, espaço: razoável, acabamento: razoável, atualização tecnológica mecânica: obsoleto, nível de acessórios: alto, segurança: mediana, economia de combustível: ruim.

Chevrolet Tracker 1.0 turbo automático – ano/modelo: 20/21, preço: 79 mil reais, rede de concessionárias: grande, valor de revenda: bom, prestígio: alto, espaço: grande, acabamento: bom, atualização tecnológica mecânica: alta, nível de acessórios: médio, segurança: alta, economia de combustível: boa.

Ford Ecosport 1.5 automático – ano/modelo: 20/21, preço 83 mil reais, rede de concessionárias: grande, valor de revenda: ótimo, prestígio: grande, espaço: apertado, acabamento: bom, atualização tecnológica mecânica: média, nível de acessórios: baixo, segurança: média, economia de combustível: média.

Hyundai Creta 1.6 automático – ano/modelo: 20/21, preço 80 mil reais, rede de concessionárias: média, valor de revenda: bom, prestígio: médio, espaço: médio, acabamento: bom, atualização tecnológica mecânica: baixa, nível de acessórios: médio, segurança: média, economia de combustível: ruim.

Jeep Renegade 1.8 automático – ano/modelo: 20/20, preço: 76 mil reais , rede de concessionárias: média, valor de revenda: ótimo, prestígio: alto, espaço: bom, acabamento: ótimo, atualização tecnológica mecânica: média, nível de acessórios: bom, segurança: alta, economia de combustível: ruim.

Renault Duster 1.6 CVT – ano/modelo: 20/20, preço 83 mil reais, rede de concessionárias: grande, valor de revenda: bom, prestígio: médio, espaço: ótimo, acabamento: ruim, atualização tecnológica mecânica: baixa, nível de acessórios: baixo, segurança: média, economia de combustível: ruim.

Renault Captur 1.6 CVT – ano/modelo: 20/20, preço 88 mil reais, rede de concessionárias: grande, valor de revenda: bom, prestígio: médio, espaço: ótimo, acabamento: médio, atualização tecnológica mecânica: baixa, nível de acessórios: baixo, segurança: média, economia de combustível: ruim.

VW T-Cross 1.0 turbo – ano/modelo: 20/21, preço 89 mil reais, rede de concessionárias: grande, valor de revenda: ótimo, prestígio: alto, espaço: bom, acabamento: bom, atualização tecnológica mecânica: alta, nível de acessórios: médio, acabamento: bom, segurança: alta, economia de combustível: ótima.

Vale comentar, estes são valores anunciados na segunda quinzena de novembro de 2020, na sua maioria, referentes a modelos automáticos em suas versões mais simples. Versões com a mesma mecânica mas níveis de acessórios e acabamento mais caprichados podem ter preços acrescidos em mais de 20 mil reais.

Há que cuidar, como sempre digo, de mil em mil, acaba se comprando uma Ferrari de mais de milhão.

Etanol ou gasolina, o que é mais econômico usar?

Já publiquei aqui no BLOG uma teste de longa duração, feito com o Fiat 500 (Sport MultiAir Flex Auto) da minha esposa, rodando longos períodos apenas com um combustível (etanol ou gasolina comum) para avaliar o consumo e o custo do quilômetro rodado. Naquele post ensinei como realizar o mesmo teste e os respectivos cálculos para você fazer no seu carro e no percurso que costuma trafegar.

Desde que comecei a usar o meu Renegade 2020 (Longitude Flex Auto) repeti o teste, em blocos de aproximadamente 1100 quilômetros cada, anotando todos os abastecimentos e usando a referência de preços do posto que quase sempre abasteço.

Com esta iniciativa, já rodei mais de 4400 km e completei dois blocos com etanol (com os preços de R$ 3,499 o litro) e dois blocos com gasolina comum (com os preço de R$ 4,479 o litro). Nestas condições, com médias horárias muito parecidas, cheguei ao custo do km rodado com gasolina de R$ 0,51 e no etanol, R$ 0,53.

Nestas condições o custo do km rodado com gasolina é 4% mais barato que rodar com o etanol.

Vale destacar, se o preço do etanol estivesse igual à 70% do preço da gasolina comum, a situação se inverteria, com o custo do km rodado no etanol sendo 6% mais barato que rodar na gasolina.

Fica a dica! É fundamental ficar atento nos preços dos combustíveis e saber as características de consumo do seu carro no seu tipo de uso rotineiro.