Motores a hidrogênio podem ser uma realidade hoje em nossos carros?

Um leitor viu um vídeo na Internet que oferece um kit para converter motores que usam gasolina para passar a usar hidrogênio (anunciado como motor a água!).

Neste caso, a resposta ao meu leitor é : DEFINITIVAMENTE NÃO !!!

O anunciante da proeza, que vende o kit de conversão, é um estelionatário tecnológico. Explico:

Continuar lendo

Alugar ou comprar um carro 0km?

Já publiquei três posts específicos aqui sobre o tema (2mar20, 18mar20 e 27jul20). Como informado, aluguei um Renegade Longitude o qual recebi em Fev20, ou seja, minha experiência com o assunto é de um contrato único, que já dura por dois anos e meio (ainda faltam 12 meses para terminar o contrato).

Ontem um conhecido me perguntou se ainda vale a pena alugar, e a resposta para ele foi a mesma que publiquei no primeiro POST…depende! E depende de muitas coisas:

Vou destacar algumas:

Continuar lendo

Carros elétricos são ambientalmente mais corretos?

Esta é uma questão recorrente e que requer uma análise profunda. Não há resposta única ou pronta para qualquer cenário. As abordagens superficiais tendem a focar em alguns poucos aspectos e concluir, de forma imprecisa, por uma vertente ou outra, ao gosto (e interesse) do autor.

Para o observador atento e isento, cabe lembrar que para avaliar a “pegada ambiental” de um carro, há que se pensar em muito mais aspectos do que emissões de gases e impactos da fabricação (os pontos mais abordados). Num pano rápido, eu citaria:

Continuar lendo

Desgaste de pneus. Os marcadores TWI devem ser observados.

Vou voltar ao assunto, pois é relevante e requer conhecimento, para não correr riscos ao rodar ou ser abordado por um fiscal desonesto.

Há alguns anos fui fazer a vistoria anual do meu carro e o atendente ia reprovando meu Suzuki Gran Vitara 2011! Nas palavras do fiscal “seu estepe atingiu o TWI, não tem mais condições de uso…”. Estranhei…

Havia tocado os quatro pneus do carro antes da hora, sem atingirem o TWI (Tread Wear Indicator, ou em tradução livre, Indicador de Desgaste da Banda de Rodagem). Botei um dos pneus que estava rodando no estepe. O desgaste era grande (para 20 mil quilômetros), mas os pneus ainda estavam longe de estar “carecas”.

Questionei o fiscal e o chamei para perto do estepe (na traseira do carro), para mostrar que as marcas de TWI não tinham sido atingidas. Ele então me mostrou uma “ponte de borracha” entre dois gomos do pneu (nivelada com a superfície da banda), que parece uma marca TWI, mas não é, ela é apenas uma característica do desenho da banda do pneu. Mostrei a marcação no “ombro” do pneu, que indica o alinhamento dos marcadores TWI. Ele então pediu desculpas e voltou atrás.

O assunto requer atenção, um erro como este do fiscal pode te levar a ter que comprar pneus novos e ter que voltar para refazer a vistoria. 

Se você não sabe achar as marcas TWI, procure por esta indicação triangular no ombro do seu pneu (ou a sigla TWI). Exemplo na foto a seguir:

Continuar lendo

Etanol ou eletricidade?

Como disse no final do post anterior, esta decisão pode ser de cunho ambiental (a comparação era entre gasolina e etanol), mas pode ter um viés econômico também.

Se pensarmos no ecologicamente correto etanol e quisermos comparar com o elétrico, no Brasil há motivos para pensar na opção elétrica. É bom saber:

  • é sabido que a matriz de geração elétrica no Brasil é majoritariamente formada por hidroelétricas.
  • é possível comprar uma cota de uma fazenda de aerogeradores ou foto-voltáica e “injetar” na rede pública a sua cota de energia, que poderá ser consumida em sua casa, carregando seu carro.
  • para quem tem muito espaço, é possível instalar placas foto-voltáicas ou um aerogerador pequeno em sua propriedade, carregando diretamente o seu carro (ou injetando na rede, para “retirar” a energia em outro ponto, para carregar seu carro). Pode ser o caso de quem tem um sítio no interior e usa um carro elétrico na cidade.

Nestes dois casos, o carro elétrico terá emissão zero nos seus deslocamentos e emissão zero na geração da energia consumida. Apesar de neutralizar o gasto com os kWh consumidos, o investimento inicial terá que ser amortizado ao longo do tempo.

Continuar lendo

Etanol ou gasolina?

Já abordei o tema em alguns posts anteriores (os links estão no final deste post), mas volto ao tema que foi notícia hoje no rádio, por conta das grandes variações de preço decorrentes da redução de imposto nos estados.

Para tomar a decisão do ponto de vista meramente econômico, a regra de 70% é a forma mais fácil de tomar a decisão. Ou seja, se a gasolina estiver custando R$ 7,00 o etanol deve estar com preço abaixo de R$ 4,90, se a gasolina estiver a R$ 6,00 o etanol deve estar abaixo de R$ 4,20, e assim por diante.

Esta não é a forma mais precisa de decidir qual combustível usar, mas é a mais fácil.

Continuar lendo

JEEP RENEGADE 2020, 1.8 flex, automático, chega aos 20 mil km rodados.

O “meu” Renegade alugado chegou aos 20 mil km, só depois de 28 meses de uso, são os efeitos da pandemia…

A locadora levou para a revisão, com duas reclamações minhas: barulho nos suportes superiores dos amortecedores dianteiros (situação comum em muitos carros do grupo JEEP-FIAT-etc) e barulho no banco do passageiro, quando ocupado.

Ambos já se apresentavam desde o carro novo, mas agora a Jeep prestou atenção e resolveu os dois. A locadora acatou a sugestão da concessionária de trocar a bateria, o que eu não teria feito se o carro fosse meu (não havia sinais de mal funcionamento e a bateria, por conta do start-stop, tem capacidade e vida útil bem superiores às baterias normais).

Continuar lendo

MUSTANG 2022, 4 CILINDROS TURBO, AUTOMÁTICO, 10 MARCHAS.

Já publiquei um post neste blog quando dirigi um Mustang GT, V8… com mais de 400 HP, ele era um foquete esperado. Fiquei muito curioso, desde que a Ford lançou esta versão “de entrada”, com motor 2.3 litros, com turbo, e “meros” 27 mil dólares de preço. Queria saber se este motor daria conta do recado, mas logo descobri que, definitivamente DÁ !

Esta versão é um carro simples e barato (para os padrões americanos), custa o mesmo que um Honda Civic ou um Toyota Corolla (carros populares por lá…). A grande sacada está no prazer de dirigir e, por incrível que pareça, na economia de combustível (média de 8,5 km/l), mesmo num período de uso (370 km) onde além de me deslocar para trabalhar, também estava testando as habilidades do “foguete inesperado”. Nos testes padronizados, ele faz mais de 8 km/l na cidade e quase 12 km/l na estrada.

Continuar lendo

Renegade ou Corola Cross?

Desde que usei o Corolla Cross como carro reserva ao Renegade, muita gente me perguntou qual eu gostei mais. O dono da oficina que eu devolvi o Corolla, me fez a mesma pergunta, e se surpreendeu ao ver que minha resposta não era “claro que o Corolla Cross”.

Cabe explicar:

Um Corolla Cross 2023 (CC) igual ao que dirigi (2021) custa hoje a partir de R$ 160 mil reais. Um Jeep Renegade Longitude 2023 (JRL) custa hoje R$ 140 mil reais (1.3 turbo), o que comparei é um 2020 (1.8 aspirado). No aspecto preço, o JRL sai ganhando.

O CC tem câmbio CVT, o melhor que já usei, mas segue indeciso em situações de subida de serra e ultrapassagens, com 10 marchas pré-programadas nas trocas manuais na alavanca, tem nesta opção as melhores reações de um CVT que já usei. O JRL tem câmbio de seis marchas, convencional. com trocas manuais na alavanca ou nas borboletas no volante. Gosto mais do JRL.

O motor do CC é um 2.0 bem moderno, já o JRL tinha um desatualizado 1.8 derivado da FIAT. O CC é muito melhor, anda muito mais e bebe bem menos. Gosto mais do CC.

Continuar lendo

Toyota Corolla Cross XR 21/22, 2.0 flex, CVT.

O Toyota Cross é uma projeto interessante desde que se olhe para ele pela lateral, com perfil alongado e para-lamas salientes, transmite uma imagem que denota dinamismo e elegância. A grade frontal destoa, parece ter saído de outro projeto (chinês ou coreano). A primeira impressão é de um crossover, alto do chão, mas com altura total inferior aos SUVs da mesma categoria. A XR é a versão de entrada da linha.

No interior espaçoso, a tela do multi-media é fixa sobre o painel, e tem funções nada intuitivas. O espelhamento do celular é difícil. Por outro lado, a agenda e o telefone funcionam facilmente.

Continuar lendo