MUSTANG 2022, 4 CILINDROS TURBO, AUTOMÁTICO, 10 MARCHAS.

Já publiquei um post neste blog quando dirigi um Mustang GT, V8… com mais de 400 HP, ele era um foquete esperado. Fiquei muito curioso, desde que a Ford lançou esta versão “de entrada”, com motor 2.3 litros, com turbo, e “meros” 27 mil dólares de preço. Queria saber se este motor daria conta do recado, mas logo descobri que, definitivamente DÁ !

Esta versão é um carro simples e barato (para os padrões americanos), custa o mesmo que um Honda Civic ou um Toyota Corolla (carros populares por lá…). A grande sacada está no prazer de dirigir e, por incrível que pareça, na economia de combustível (média de 8,5 km/l), mesmo num período de uso (370 km) onde além de me deslocar para trabalhar, também estava testando as habilidades do “foguete inesperado”. Nos testes padronizados, ele faz mais de 8 km/l na cidade e quase 12 km/l na estrada.

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Renegade ou Corola Cross?

Desde que usei o Corolla Cross como carro reserva ao Renegade, muita gente me perguntou qual eu gostei mais. O dono da oficina que eu devolvi o Corolla, me fez a mesma pergunta, e se surpreendeu ao ver que minha resposta não era “claro que o Corolla Cross”.

Cabe explicar:

Um Corolla Cross 2023 (CC) igual ao que dirigi (2021) custa hoje a partir de R$ 160 mil reais. Um Jeep Renegade Longitude 2023 (JRL) custa hoje R$ 140 mil reais (1.3 turbo), o que comparei é um 2020 (1.8 aspirado). No aspecto preço, o JRL sai ganhando.

O CC tem câmbio CVT, o melhor que já usei, mas segue indeciso em situações de subida de serra e ultrapassagens, com 10 marchas pré-programadas nas trocas manuais na alavanca, tem nesta opção as melhores reações de um CVT que já usei. O JRL tem câmbio de seis marchas, convencional. com trocas manuais na alavanca ou nas borboletas no volante. Gosto mais do JRL.

O motor do CC é um 2.0 bem moderno, já o JRL tinha um desatualizado 1.8 derivado da FIAT. O CC é muito melhor, anda muito mais e bebe bem menos. Gosto mais do CC.

O acabamento do JRL tem materiais mais nobres (couro nos bancos, por exemplo). Os bancos dianteiros do CC são desconfortáveis em longos trajetos. A suspensão do JRL mais rígida, mas transmite menos as irregularidades das estradas, levando à um conforto melhor. O nível de ruído dos dois é bem baixo, mas o CC leva vantagem. Gosto mais do JRL.

O CC não tem controle de velocidade, alerta de pneus baixos e muitos dos gadgets eletrônicos embarcados no JRL. O sistema de som do CC é medíocre e o do JRL é ótimo. Os faróis do JRL são de LED, os melhores que já usei, os do CC são de lâmpadas comuns, muito fracos. Gosto mais do JRL.

O espaço interno do CC é melhor que o do JRL. O porta-malas do CC é maior e tem acesso mais fácil. Os retrovisores do CC repatem eletricamente. No CC há saída de ar condicionado para os passageiros do banco traseiro, no JRL não. Os vidros do JRL podem ser todos abertos ou fechados à distância, muito útil em dias muito quentes. O CC não tem travamento automático das portas por velocidade, já o JRL tem. Neste parágrafo de conforto, minha preferência fica com o CC.

Ou seja, no frigir dos ovos, os dois carros se equivalem, senti falta de algumas características do Jeep quando dirigia o Corolla, agora, de volta ao Jeep, sinto falta da performance e da economia do Corolla.

Toyota Corolla Cross XR 21/22, 2.0 flex, CVT.

O Toyota Cross é uma projeto interessante desde que se olhe para ele pela lateral, com perfil alongado e para-lamas salientes, transmite uma imagem que denota dinamismo e elegância. A grade frontal destoa, parece ter saído de outro projeto (chinês ou coreano). A primeira impressão é de um crossover, alto do chão, mas com altura total inferior aos SUVs da mesma categoria. A XR é a versão de entrada da linha.

No interior espaçoso, a tela do multi-media é fixa sobre o painel, e tem funções nada intuitivas. O espelhamento do celular é difícil. Por outro lado, a agenda e o telefone funcionam facilmente.

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IPVA 2022 no Rio de Janeiro

Chegou Janeiro, o mês dos impostos, em 2022 com a surpresa do aumento do IPVA, por conta do valor de referência dos usados, que subiram muito de preço no ano de 2021.

Fique atento às datas:

Final de PlacaVencimentos  
 Cota Única ou 1ª parcela2ª parcela3ª parcela
021/jan21/fev23/mar
124/jan23/fev25/mar
225/jan24/fev28/mar
326/jan25/fev29/mar
427/jan03/mar04/abr
528/jan04/mar05/abr
631/jan07/mar06/abr
701/fev08/mar07/abr
802/fev09/mar08/abr
903/fev10/mar11/abr

O Seguro Obrigatório não será cobrado em 2022, pois ainda há saldo no balanço dos valores pagos nos anos anteriores (nem tudo que o atual governo federal faz está errado…).

A GRT (taxa de licenciamento) no Rio de Janeiro pode ser obtida em:

https://www.ib7.bradesco.com.br/ibpfdetranrj/debitoVeiculoRJGrtConsultaRenavam.do

Já a GRD (IPVA), no Rio de Janeiro, pode ser obtida em:

https://www.ib7.bradesco.com.br/ibpfdetranrj/debitoVeiculoRJLoader.do

Já que falamos dos híbridos, também vamos falar sobre os carros elétricos que estão sendo oficialmente importados e vendidos no Brasil.

A Chevrolet suspendeu temporariamente a venda do hatch BOLT, já a Ford, a Kia e a VW não tem por aqui modelos elétricos.

A Renault vende o ZOE (385 km de autonomia e preço de R$ 205 mil). Ela também vende o utilitário KANGOO ZE.

A Mini vende o Mini-E por R$ 240 mil. A Fiat tem o 500E (460 km de autonomia e R$ 230 mil).

A JAC tem cinco opções (para minha surpresa): o E-JS1 (hatch, 300 km de autonomia e R$ 160 mil), o IEV20 (hatch, 400 km de autonomia e R$ 170 mil), o E-J7 (sedã, 400 km de autonomia e R$ 260 mil), o E-JS4 (SUV, 400 km de autonomia e R$ 260 mil), o IEV-40 (SUV, 300 km de autonomia e R$ 190 mil) e a IEV330P (picape, 320 km de autonomia e R$ 330 mil).

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Já que falamos em híbridos, vamos esclarecer sobre os principais tipos de carros híbridos que estão à venda no Brasil.

O híbrido mais frequente é o “full hybrid”, que tem um motor a combustão que participa da tração do veículo (movimento) e também aciona um gerador que carrega as baterias de tração, estas (um grande conjunto) aciona um motor elétrico, capaz de movimentar sozinho o carro, quando as baterias estão carregadas. Os tecnicamente mais evoluidos são capazes de gerenciar a força dos dois motores (combustão e elétrico) para, em conjunto, otimizarem a performance ou a economia do carro. Nestes carros a energia das frenagens é convertida em carga elétrica para as baterias, otimizando a condução destes híbridos principalmente no trânsito urbano.

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Comprar um híbrido usado?

Minha amiga Gabi andou num carro hidrido comprado usado pelo motorista, ainda pouco rodado e dentro da garantia (do carro em geral e das baterias). Ela, impressionada com o que ouviu, me perguntou o que eu achava, se uma compra destas valia a pela, pois o motorista disse que tinha pago 140 mil reais, o carro fazia 17 km/l e que agora já valia mais do que ele pagou, por conta do galopante aumento da gasolina.

Para surpresa da minha amiga, discordei de quase tudo…inferindo que o carro ainda não é plug-in (na versão 2020), ou seja, o carro não pode ser carregado em carregadores residenciais ou comerciais, apenas o motor a combustão e o sistema regenerativo carregam as bateriais (isso quer dizer que todas as cargas que as bateriais recebem serão pagas pelo usuário).

Vamos por partes….

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VW Virtus 2019/2020, 1.6 flex, aspirado, automático de seis marchas. Avaliação do cordeiro em pele de lobo…

Aluguei em Brasília um Virtus, com 36 mil km rodados. Desde os primeiros kms, me chamaram a atenção a robustez da carroceria, a integridade dos acabamentos e a solidez da suspensão. Usado por diversos motoristas, o Virtus não se abalou com os poucos cuidados que os usuários variados acabaram dispensando ao carro. O visual externo é bem atual e elegante.

Os materiais são de boa qualidade, são bem moldados e montados, mas não transparecem qualquer luxo, a aparência é espartana. Para um carro que é vendido 0 km por mais de R$ 90.000,00, esperava algo menos franciscano.

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Preços altos do etanol e da gasolina requerem atenção redobrada ao abastecer.

A mais nova disparada dos preços do etanol e da gasolina requerem mais do que nunca atenção na tomada de decisão de qual combustível escolher.

Já detalhei aqui no BLOG uma forma bem precisa de reconhecer o consumo médio de seu carro com cada combustível, já que a decisão acertada depende de cada conjunto – carro/motorista/tipo de uso/preços dos combustíveis.

Neste post vou simplificar, usando os dados colhidos com meu Jeep Renegade 2020 Longitude Flex automático,a partir de minhas observações ao longo de quase um ano e meio de uso (e pouco mais de 11 mil km).

No último abastecimento anotei no posto R$ 5,097 para o etanol e R$ 6,297 para a gasolina comum.

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JEEP Renegade 2020, Longitude 1.8 flex, automático, 6 marchas, chega aos 10.000 km.

Meu Renegade (alugado em contrato de longo prazo) chegou aos 10.000 km sem maiores problemas ou modificações da minha opinião sobre o carro, externada aqui em alguns posts onde o Renegade é a referência.

Farei neste post um apanhado, sobre aquilo que considero relevante para um potencial futuro proprietário saber, sem precisar se basear na vivência curta dos testes publicados em sites especializados.

Aos 7.400 km o Renegade foi para a revisão de um ano. Usei a facilidade do meu contrato de locação e um motorista veio pegar o carro, anotou os dois problemas de ruidos, levou para a concessionária mais próxima (em Botafogo no Rio de Janeiro) e o trouxe de volta.

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