Segundo test-drive no Jeep Renegade, 2016/17, 1.8, Flex, automático, seis marchas, 4×2.

O Jeep agora já passou dos 31 mil km rodados, e fiz outro test-drive. O Renegade ainda está sólido e sem ruídos. A suspensão é firme e não dá muita bola para a buraqueira do Rio de Janeiro. O “queridinho” do mercado brasileiro, continua mostrando a razão de ser de sua fama e a sua posição no mercado.

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O Renegade manteve a boa dinâmica, não balança de lado nas curvas, o que o torna próximo do comportamento de um sedã.

Nesta versão Sport 4×2, o motor 1.8 de origem FIAT, responde bem, não é um atleta, mas é ajudado pelo câmbio automático de seis marchas. O sistema start-stop funciona bem e favorece ao consumo relativamente baixo (para o porte do carro). Para os saudosos do Mitsubishi TR4 (fora de linha), que adotarem o Renegade, vão se surpreender com o baixo consumo. O ajuste é para o etanol, com este combustível a a média urbana fica acima de 7 km/l, melhorando para 8 km/l se abastecer com gasolina, o que torna o álcool a opção mais econômica.

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O acabamento interno, que é muito bom, resistiu bem aos dois anos de uso. Como já havia percebido, me surpreendi com o silêncio a bordo (mais uma vez, no padrão dos sedãs).

Também como já tinha observado, o espaço interno é ótimo para quatro, mas o quinto passageiro, que viaje no meio do banco de trás, não se sentirá no sofá de casa…O computador de bordo tem boas funcionalidades, incluindo um conveniente sensor de posição traseiro e monitor de pressão dos pneus.

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A carroceria é muito bem estampada e transmite robustez. O porta-malas decepciona, é pequeno para o tamanho e proposta do carro. Um volume grande para bagagem seria ganho com a adoção de um estepe fino, só para as emergências.

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O pacote de acessórios desta versão Sport (a de entrada em 2017 para o grande público) é bem grande e supera os concorrentes diretos.

Mimos eletro-eletrônicos, como o farol de neblina que acende de um lado quando você está manobrando o carro devagar, estão por todo o carro. No “conjunto da obra” o Renegade continua me agradando muito. Não gosto muito dos retrovisores externos de superfície dupla, mas eles estão presentes em quase qualquer carro do mercado americano.

Ao longo destes dois anos, poucos problemas apareceram no Renegade, mas desde o começo não gostamos do atendimento da concessionária AGO na Barra. Ela não soube resolver um barulho aparentemente na suspensão. Precisamos mudar de concessionária para o problema ser resolvido, com a troca de um batente. Depois, apareceu um alerta no painel, que era um problema intermitente, eles também não souberam resolver. Na Azurra de Botafogo identificaram que ao instalar os bancos de couro na AGO haviam deixado um conector mal encaixado. Simples.

A FCA, se não tratar de suas concessionárias, abalará negativamente a imagem da JEEP.

 

Renault Kwid 2018, 1.0, 3 cilindros, flex, 5 marchas.

O pequeno Kwid 2018 era, para mim, uma curiosidade desde seu lançamento. Pequeno e bonitinho, com preço baixo (para os padrões brasileiros) ele se tornou um “arroz de festa” nas ruas. No Rio você vê Kwids em qualquer lugar, apesar do pouco tempo de lançamento (comparado com seus concorrentes mais diretos, os Fiats Uno e Mobi).

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O pequeno carro é uma agradável surpresa Continuar lendo

Chrysler Pacifica V6, automática, 9 marchas.

Publiquei um Post no Blog antigo há alguns anos, sobre o crossover Chrysler Pacifica, que dirigi nos EUA (www.carrosemduvida.blogspot.com). Sua pegada esportiva me impressionou positivamente. Depois de vários anos fora do mercado, a Chrysler retomou a prestigiosa marca Pacifica, agora reencarnada numa minivan.

Não gostei da ideia, pois estariam deturpando a natureza do crossover num carro eminentemente familiar. Estava errado.

Naturalmente a pegada esportiva se Continuar lendo

Voyage 2018, 1.6, Flex, 5 marchas.

Entrar no Voyage 2018 é como entrar no Tunel do Tempo. O carro parece ter saido de fábrica há mais de 15 anos…mas ainda não completou um ano de uso. Carro de locadora, com 21 mil quilômetros rodados, o VW mostra que, apesar de seu anacronismo, continua tendo qualidades.

Não há ruídos na suspensão, nem no Continuar lendo

A nova era da indústria automobilística já é uma realidade hoje! E é espetacular!

Fiquei várias semanas sem publicar um post aqui no BLOG, para retornar em grande estilo.

Os leitores mais frequentes já leram aqui eu alertando a indústria automobilística e as empresas de petróleo que o carro elétrico veio para ficar. Até então eu analisava informações. Agora testemunho o fato, tendo passado um dia dirigindo o incrível Model 3 da Tesla.

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Todas as fotos deste post foram retiradas do site da TURO, publicadas pelo proprietário do carro, o Tedmond.

O 3 é um sedã do porte do Civic e do Corolla, com preço de aquisição um Continuar lendo

Luz do óleo acendendo no Gol G5. Mais um caso…

O leitor Eduardo me escreveu:

“Tenho um gol G5 2009/2010, está com 90.000 Km, sou o único dono. De um tempo para cá, quando esquenta está acendendo a luz do óleo em marcha lenta. Já foi feita a troca do interruptor do óleo, mas continua. Nível de óleo normal, a troca do óleo foi feita e só rodei uns 1000 km, sempre utilizei o óleo descrito no manual do carro. Poderia ajudar? “

Eduardo, o seu caso é parecido com alguns que já apareceram por aqui. Você tem a Continuar lendo

Etanol, gasolina, diesel ou GNV?

Já falei várias vezes sobre o tema ETANOL x GASOLINA aqui no BLOG, mas com os preços do álcool variando para baixo e os da gasolina para cima, muita gente voltou a ficar em dúvida e resolvi retornar ao tema.

A dúvida volta a cada vez que um dono de carro flex vai ao um posto de abastecimento. O que vale mais a pena, abastecer com gasolina ou etanol?

Vou me basear desta vez em Continuar lendo

Mudando de combustível num carro flex.

Já abordei este tema aqui no BLOG, mas como a dúvida é recorrente, é sempre bom voltar a falar dela.

Se você tem um carro flex, usa sempre gasolina e quer passar a usar etanol, não há qualquer problema. Os sistemas de controle (mapeamento) dos motores flex estão capacitados a lidar com qualquer proporção da Continuar lendo

Jeep Compass, 2014, gasolina, CVT, chega aos 50 mil km.

Já publiquei neste blog alguns posts sobre o Jeep Compass 2014 e também fiz um comparativo, entre ele e o Suzuki Grand Vitara 2011. Agora, completados 50.000 km rodados, está na hora de uma avaliação de ainda mais “longo prazo”.

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Vale lembrar, este Compass foi fabricado no México e é o predecessor do Compass fabricado no Brasil, a partir da linha 2017. Passados 50 mil Continuar lendo

Chevrolet Malibu, 1.5 turbo, automático, 6 marchas.

O que é bom sempre pode melhorar. O Malibu 2017 é bem melhor que o 2015 (aspirado) que dirigi e sobre o qual publiquei um POST aqui no BLOG.

O desenho do modelo 2017 está bem mais bonito, com linhas mais marcadas e agressivas, com traseira em fastback, mas a grande diferença está no motor, um Continuar lendo