A nova era da indústria automobilística já é uma realidade hoje! E é espetacular!

Fiquei várias semanas sem publicar um post aqui no BLOG, para retornar em grande estilo.

Os leitores mais frequentes já leram aqui eu alertando a indústria automobilística e as empresas de petróleo que o carro elétrico veio para ficar. Até eu então analisava informações. Agora testemunho o fato, tendo passado um dia dirigindo o incrível Model 3 da Tesla.

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Todas as fotos deste post foram retiradas do site da TURO, publicadas pelo proprietário do carro, o Tedmond.

O 3 é um sedã do porte do Civic e do Corolla, com preço de aquisição um pouco maior do que eles, mas que conta com vantagens econômicas significativas ao longo do seu ciclo de vida, como por exemplo:

  • abastecimentos gratuitos em estacionamentos de lojas, shoppings e mercados,
  • isenção de impostos e abatimento no imposto de renda em alguns estados americanos,
  • recarga rápida por 10 dólares, o que dá autonomia de mais de 270 km,
  • recarga em casa ao longo da noite, que dá autonomia de 500 km (e vai custar menos de 5 dólares na conta de luz).

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Se estes não fossem argumentos suficientes, o Model 3 oferece aos ocupantes:

  • sistema de identificação de proximidade de outros carros com resposta ativa e independente do carro (funciona muito bem);
  • sistema de auto-direção, capaz de permitir que o motorista leia um livro durante a viagem (não testei);
  • bom espaço interno para 5 adultos;
  • desenho externo atemporal e interior minimalista, mas com acabamento primoroso e materiais de alta qualidade (o luxo sem ostentação);
  • tela central de 15 polegadas, de alta definição, com sistema GPS e todas as funções do carro (tudo é configurável), inclusive a identificação gráfica dos carros à sua volta;
  • bancos de couro ecológico, que acomodam bem os 5 passageiros;
  • teto integralmente de vidro;
  • rodas esportivas;
  • porta malas traseiro muito grande;
  • pequeno porta bolsas dianteiro;
  • ar condicionado com 4 zonas independentes;
  • bancos aquecidos, etc, etc, etc….

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Se nada disso tivesse me impressionado, a primeira aceleração me deu a certeza que estava ao volante do carro mais rápido que já dirigi (e eu já dirigi uns bem rápidos, como Ferrari Modena, Chevrolet Camaro e Mustang GT).

Como todos sabem, os motores elétricos entregam torque máximo desde a rotação zero até a rotação máxima. Isto é garantia de acelerações vertiginosas no Model 3, e como não há caixa de marchas, o mesmo torque está disponível a qualquer velocidade, tornando as ultrapassagens em estradas experiências que beiram o surreal. Quase o mesmo soco nas costas ao arrancar no sinal também acontece ao acelerar de 100 a 140 km/h numa estrada (apenas descontado o efeito aerodinãmico). Passageiros desavisados podem machucar o pescoço.

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Os números impressionam: para a aceleração de 0 a 60 mph (96 km/h). O Model 3 mais “lento” (com apenas um motor no eixo traseiro) gasta 5,1 segundos, o mais rápido (com um motor em cada eixo), gasta incríveis 3,5 segundos. A velocidade máxima é de 250 km/h. O centro de gravidade baixo e a suspensão bem calibrada, garantem conforto de sedã esportivo e dinâmica de biposto superesportivo. Este que eu dirigi era um Long Range, de motor nos dois eixos e 4,5 segundos para chegar nas 60 mph. Um foguete!

Concorrente na América do Norte com o BMW da série 3 e com a Mercedes da classe C, o Model 3 é um carro mais apaixonante.  Ratificou as impressões que eu tinha de conversar com os seus vendedores na loja de Houston e ler muitos artigos na imprensa especializada, mas dirigir o Model 3 é disruptivo, faz repensar tudo o que eu aprendi sobre a indústria automobilística antes da Tesla. Me faz também refletir como as fabricantes de sedãs de luxo devem estar repensando seus carros, que ficaram lentos, gastadores e ecologicamente incorretos.

Em Toronto, no Canadá, onde dirigi este Tesla Model 3, os modelos da marca são comuns de serem vistos nas ruas, o 3, por ser mais novo, conta com menos unidades, mas o S (sedã grande) e o X (SUV médio/grande) são bem comuns.

Para não dizer que gostei de tudo no Model 3, deixo duas ressalvas: uma para a alavanca de seta, que tem funcionamento atípico ao retornar para a posição central depois de acionada e outra para a tela de 15 polegadas central, sem qualquer repetição à frente do motorista, isto obriga que você desvie o olhar da estrada a toda hora, para ver os detalhes do que está sendo exibido. A opção deve ter sido a padronização e a economia, mas o resultado não é bom para meu gosto.

Um agradecimento especial ao meu filho Vitor, por ter tido a ideia de alugar este carro (através do aplicativo de aluguel de carros TURO) e tê-la colocado em prática de surpresa, o que se configurou uma das minhas melhores  experiências automotivas.

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Se você for a Toronto e quiser experimentar o Tesla Model 3, veja como alugar o mesmo carro em https://turo.com/ca/rentals/cars/on/toronto/tesla-model-3/435080?s=fOyb44Zx

 

Jeep Compass, 2014, gasolina, CVT, chega aos 50 mil km.

Já publiquei neste blog alguns posts sobre o Jeep Compass 2014 e também fiz um comparativo, entre ele e o Suzuki Grand Vitara 2011. Agora, completados 50.000 km rodados, está na hora de uma avaliação de ainda mais “longo prazo”.

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Vale lembrar, este Compass foi fabricado no México e é o predecessor do Compass fabricado no Brasil, a partir da linha 2017. Passados 50 mil Continuar lendo

Chevrolet Malibu, 1.5 turbo, automático, 6 marchas.

O que é bom sempre pode melhorar. O Malibu 2017 é bem melhor que o 2015 (aspirado) que dirigi e sobre o qual publiquei um POST aqui no BLOG.

O desenho do modelo 2017 está bem mais bonito, com linhas mais marcadas e agressivas, com traseira em fastback, mas a grande diferença está no motor, um Continuar lendo

Chega aos 40.000 km o Fiat 500 Sport, 1.4, automático de 6 marchas, flex.

Já publiquei quatro avaliações neste BLOG, quando meu Fiat 500 passou pelos 2.500, 10.000, 20.000 e 30.000 km. Agora atualizo a avaliação com ele chegando aos 40.000 km.

Quilometragem inicial do teste – 0  km / km rodados – 40.000 km

Cenário de uso – Cidade (ruas e vias expressas). Estradas no Rio de Janeiro.

Este FIAT 500, fabricado no México, chega aos 40.000 km confirmando suas qualidades e defeitos (poucos), sem grandes surpresas para os usuários.

Na direção – A direção elétrica continua leve, mas pode Continuar lendo

Audi A3 2017, 1.4 turbo, flex, automático 6 marchas.

O A3 também, a exemplo de seu primo Q3 (veja o POST da semana passada), é quase uma unanimidade. Não conheço ninguém que não admire este sedã. Fabricados no Brasil, ele tem qualidades de sobra para ser o queridinho do mercado e, como o Q3, tem lá seus poucos defeitos…

O desenho é elegante e discreto, clássico e atemporal, remete aos seus antepassados, sem licenciosidades aos modernismos. Em tempos de carrocerias à moda Continuar lendo

Audi Q3, 2017, 1.4 turbo, flex, 6 marchas, caixa automatizada com dupla embreagem.

O Q3 é quase uma unanimidade, não conheço ninguém que não simpatize com o carro. Construído como crossover sobre a base do A3 sedã, ambos fabricados no Brasil, ele tem qualidades de sobra para ser o queridinho do mercado, mas tem lá seus defeitos…

Nestas fotos acima, o Q3 está sob as lentes do film maker Vitor Lopes Martins, da Motus Filmes (www.motusfilmes.com).

Os bancos dianteiros são muito bons, com regulagens elétricas e Continuar lendo

Ford Focus, 2016/2017, 2.0, Flex, 6 marchas, automatizado.

Nos meses de Maio de 2014 e 2016, publiquei avaliações de dois Focus similares, mas as modificações feitas pela Ford com relação ao carro de 2014, tornaram o Focus 2.0 um carro diferente, mais bonito e bem mais agradável de dirigir. Os defeitos continuam os mesmos…

Este é o Focus 2017 que avaliei agora.

Focus front Continuar lendo