Já que falamos em híbridos, vamos esclarecer sobre os principais tipos de carros híbridos que estão à venda no Brasil.

O híbrido mais frequente é o “full hybrid”, que tem um motor a combustão que participa da tração do veículo (movimento) e também aciona um gerador que carrega as baterias de tração, estas (um grande conjunto) aciona um motor elétrico, capaz de movimentar sozinho o carro, quando as baterias estão carregadas. Os tecnicamente mais evoluidos são capazes de gerenciar a força dos dois motores (combustão e elétrico) para, em conjunto, otimizarem a performance ou a economia do carro. Nestes carros a energia das frenagens é convertida em carga elétrica para as baterias, otimizando a condução destes híbridos principalmente no trânsito urbano.

Continuar lendo

Preços altos do etanol e da gasolina requerem atenção redobrada ao abastecer.

A mais nova disparada dos preços do etanol e da gasolina requerem mais do que nunca atenção na tomada de decisão de qual combustível escolher.

Já detalhei aqui no BLOG uma forma bem precisa de reconhecer o consumo médio de seu carro com cada combustível, já que a decisão acertada depende de cada conjunto – carro/motorista/tipo de uso/preços dos combustíveis.

Neste post vou simplificar, usando os dados colhidos com meu Jeep Renegade 2020 Longitude Flex automático,a partir de minhas observações ao longo de quase um ano e meio de uso (e pouco mais de 11 mil km).

No último abastecimento anotei no posto R$ 5,097 para o etanol e R$ 6,297 para a gasolina comum.

Continuar lendo

Tração 4×4 é sempre para o offroad?

Um programa de TV na semana passada tratou do assunto e trouxe dúvidas aos leitores. Já tratei deste tema aqui no BLOG mas não custa fazer uma revisada rápida…

Tração nas 4 rodas quer dizer que o veículo recebe, no eixo dianteiro e no traseiro traseiro, a força do motor (no jargão popular).

Um 4×4 como eram os Jeeps Wyllis/Ford, fabricados aqui no Brasil até a década de 1980, havia uma diferencial traseiro, um diferencial dianteiro e uma caixa de transferência, acionada manualmente por alavanca no assoalho do Jeep, onde se podia escolher, tração traseira, tração 4×4 e tração 4×4 reduzida. O saudoso jipe da ENGESA, também fabricado no Brasil, tinha o mesmo esquema, mas a caixa de transferência não tinha reduzida, as opções eram: tração traseira e tração 4×4.

Continuar lendo

Combustível líquido “limpo” para salvar os motores a combustão…esta imprensa “especializada”…

Ontem o site automotivo AUTO ESPORTE, vinculado ao jornal “O GLOBO”, deu mais uma bola fora, do ponto de vista técnico. O título da matéria, publicada na sua aba MOBILIDADE, “Salvação dos carros a combustão? Porsche quer fabricar gasolina que não precisa de petróleo”.

A matéria conta que a Porsche fez uma parceria com uma empresa do Chile para produzir combustível líquido a partir de CO2 da atmosfera e hidrogênio retirado da água. O autor do artigo diz que a idéia é produzir um combustível que não seja dependente do petróleo e, portanto, menos poluente.

Para garantir a energia para o processo, serão usados aerogeradores, segundo o autor, a região onde a fabrica produzirá o combustível é bem atendida em intensidade de ventos.

Continuar lendo

Os diferentes pára-choques e os ângulos de entrada (ou de ataque) do Jeep Renegade.

Um leitor observou que os Jeeps Renegade, quando lançados, tinham dois formatos de pára-choques dianteiros, os modelos 4×2 incorporavam um spoiler na parte inferior, já os modelos 4×4 “mansos” também adotavam o spoiler, apenas na versão “casca-grossa” Trail-Hawk não havia este spoiler. Com o tempo, as versões 4×4 em geral perderam o spoiler e atualmente todas as versões têm pára-choques sem spoilers. O leitor quer saber a razão.

Continuar lendo

Acelerador travado em carro automático, voltando ao tema…

Em 2014, meu leitor Ãngelo levantou o tema, depois de ver uma reportagem na TV. Com cada vez mais carros automáticos sendo vendidos no Brasil, o tema foi assunto de dois novos leitores.

Atualizo o post…

O Ângelo, em 2014, estranhou as orientações da reportagem e resolveu saber o que eu acho sobre o caso.

Esta situação é mais comum do que parece. Pessoas habituadas aos carros manuais, ao dirigir automáticos, se confundem com os pedais e pisam no acelerador como se fosse o freio. Como a força necessária ao freio é muito maior que a usada no acelerador, o pedal afunda até o chão e por vezes fica preso no tapete, disparando o carro, que está engrenado (em Drive).

Casos notórios no Rio, como o do carro que saiu de dentro de uma garagem, atravessou todas as pistas e calçadas da avenida e só parou nas areias da praia do Leblon, e o do carro que ficou pendurado na altura do quinto andar na Avenida Rui Barbosa, foram parar nos jornais.

Voltando à dúvida dos leitores, recomendo que num caso destes, a primeira coisa a fazer é manter a calma e desligar a chave do carro, pois aí se corta a alimentação do motor e o carro vai parar em poucos metros.

É verdade que neste caso a assistência hidráulica da direção deixa de funcionar, deixando-a muito pesada e difícil de manobrar, e há que cuidar para que a posição da chave não acione a tranca da direção, mas ainda assim é a opção mais rápida e segura de sair da situação de risco.

Tentar colocar a alavanca do câmbio no neutro é outra opção, mas requer perícia, ela pode não funcionar (o motor estará em alto giro) e há a hipótese de se engatar uma outra marcha, como a ré, agravando a situação. Lembre que este será um momento de tensão e risco.

Há anos vi um manobrista destruir um raro Santana automático ao retirá-lo de uma garagenm subterrânea de um restaurante paulista. Ele pisou fundo para subir a ladeira (à moda dos manobristas), o acelerador travou e ele cruzou a rua, colidindo com um carro estacionado, o carro batia e voltava, por mais duas ou três vezes e aí ele engatou a ré e desceu a ladeira em disparada, destruindo o Santana na primeira coluna da garagem. Felizmente ninguém se machucou.

Continuar lendo

Etanol ou gasolina, o que é mais econômico usar?

Já publiquei aqui no BLOG uma teste de longa duração, feito com o Fiat 500 (Sport MultiAir Flex Auto) da minha esposa, rodando longos períodos apenas com um combustível (etanol ou gasolina comum) para avaliar o consumo e o custo do quilômetro rodado. Naquele post ensinei como realizar o mesmo teste e os respectivos cálculos para você fazer no seu carro e no percurso que costuma trafegar.

Desde que comecei a usar o meu Renegade 2020 (Longitude Flex Auto) repeti o teste, em blocos de aproximadamente 1100 quilômetros cada, anotando todos os abastecimentos e usando a referência de preços do posto que quase sempre abasteço.

Continuar lendo

O que são os motores de bloco grande e de bloco pequeno?

Quem anda assistindo os programas americanos de corridas de arrancada (no quarto de milha) e os programas de restauração de carros clássicos, toda hora está ouvindo as expressões BLOCO GRANDE e BLOCO PEQUENO, mas afinal o que é isso?

Podemos fazer uma divisão clássica, onde bloco grande e bloco pequeno são categorias informais dos motores V8, com comando de válvulas por haste e balancim (pushrod).

Embora normalmente (e obviamente) os motores de bloco grande sejam Continuar lendo

Tiggo 8, turbo GDI é tudo o que o anúncio na TV transparece ser ?

A CAOA fez um ótimo trabalho ao trazer a produção dos carros da Chery para o Brasil e incorporar padrões de qualidade e atualização tecnológica em seus veículos. A linha Tiggo ficou bem mais bonita e incorpou vários avanços com relação aos modelos Chery pré-CAOA.

No caso do Tiggo 8 GDI, o anúncio veiculado na TV transparece ser um carro acima do que de fato é. Vamos aos fatos: Continuar lendo