Tração 4×4 é sempre para o offroad?

Um programa de TV na semana passada tratou do assunto e trouxe dúvidas aos leitores. Já tratei deste tema aqui no BLOG mas não custa fazer uma revisada rápida…

Tração nas 4 rodas quer dizer que o veículo recebe, no eixo dianteiro e no traseiro traseiro, a força do motor (no jargão popular).

Um 4×4 como eram os Jeeps Wyllis/Ford, fabricados aqui no BRasil até a década de 1980, havia uma diferencial traseiro, um diferencial dianteiro e uma caixa de transferência, acionada manualmente por alavanca no assoalho do Jeep, onde se podia escolher, tração traseira, tração 4×4 e tração 4×4 reduzida. O saudoso jipe da ENGESA, também fabricado no Brasil, tinha o mesmo esquema, mas a caixa de transferência não tinha reduzida, as opções eram: tração traseira e tração 4×4.

Na mesma época, os Land Rover Defender, importados, tinham a tração 4×4 integral, ou seja, no lugar da caixa de transferência havia um diferencial central, o que permitia ficar com a tração integral (4×4) ligada o tempo todo. Este é um sistema mais caro de fabricar e de manutenção mais complexa (são 3 diferenciais…).

Os dois sistemas convivem no mercado até hoje, cada um com as suas vantagens e desvantagens. Vale ainda lembrar que muitos veículos 4×4 não são feitos para o offroad, são desenvolvidos para andar em terrenos de baixa aderência (como estradas com neve) e pisos muito molhados, onde a tração integral faz com que estes carros sejam mais seguros. Os japoneses da Subaru e os alemães da Audi (Quattro) são os exemplos clássicos, que popularizaram a tração 4×4 para sedãs, hatches e crossovers.

Com a popularização dos SUVs, alguns 4×4 urbanos são confundidos com veículos offroad. Este é um risco enorme para o bolso do proprietário…um Honda CRV 4×4, um Audi Q5 4×4, um BMW ou Mercedes AWD (all wheel drive), ou um Kia Sportage ou Sorento 4×4, não devem ser colocados “na trilha”. São veículos capazes de andar melhor que um Ford Ka (tração dianteira) numa estrada de terra, mas não foram projetados para as trilhas mais remotas e acidentadas. A chance de ficar pelo caminho será grande e o prejuízo mecânico idem.

Stay on the road…

Ângulos de entrada, saída e quebra.

O leitor leu o post do BLOG antigo e me perguntou como ele poderia achar os melhores ângulos de ataque e saída para o carro dele. Para responder a ele e informar os demais leitores que não leram o POST original, reproduzo aqui o texto:

Ângulos de entrada, saída e de quebra. Estes ângulos são muito importantes para a dinâmica dos veículos offroad e também para os carros de rua.

Vamos definir cada um deles e esclarecer sua utilidade.

Ângulo de entrada (AE). Também é chamado de ângulo de ataque. Ele é formado entre a horizontal e a reta que tangencia o pneu dianteiro e o ponto inferior da área frontal do veículo.

Veja o que é o ângulo de entrada (AE) no desenho esquemático da figura a seguir. O AE é responsável pela capacidade do veiculo enfrentar obstáculos verticais (um meio-fio alto ou uma rampa íngreme, por exemplo). Quanto maior o ângulo, mais capaz é o veículo. Continuar lendo

Compra de um Land Rover usado.

O novo leitor Carlos, de Macaé, descobriu o Carro sem Dúvida e me escreveu:

“…Pode me ajudar nas avaliações para Defender ou Range Rover? Pretendo comprar um e queria conhecer mais sobre os modelos. Agradeço desde já…. A ideia é avaliar mecânica, manutenção e custos para mantê-lo”

Carlos, agradeço os elogios ao BLOG e vou tentar te ajudar. Em primeiro lugar, peço que você dê uma lida em posts que fiz sobre compra de carros usados no BLOG antigo (carrosemduvida.blogspot.com). Há informações nestes posts que lhe podem ser úteis, pois valem para a compra de qualquer carro usado.

Atacando seu “problema” especificamente, precisamos constatar alguns fatos: Continuar lendo