Gasolina Podium e gasolina Grid dos postos Petrobras, qual diferença entre elas?

Meu xará Ronaldo me fez esta pergunta e prometi responder aqui.

Logo que foi lançada, meu amigo Franco, dono de uma BMW 135i, me fez pergunta semelhante, mas já lá se vão mais de 20 anos….

Ele queria saber qual a octanagem da nova gasolina lançada pela Petrobras (a GRID) e as diferenças dela para a gasolina Aditivada que esteve disponível nos postos até há pouco antes (2014).

Respondi que gasolina GRID tinha octanagem de 87, a mesma da gasolina comum vendida pela Petrobras, mas contava com aditivos detergentes (já presentes na antiga Aditivada) e outros com função de redutores de atrito. Ela tinha um teor máximo de 50 ppm (partes por milhão) de enxofre.

Já a gasolina PODIUM tinha 95 de octanagem (hoje tem RON mínimo de 102), com máximo de 30 ppm de enxofre, mas como é sabido, elas são obtidas por processos petroquímicos diferentes e resultam em produtos muito distintos. A Podium não é uma gasolina aditivada. No BMW 135i do Franco, que tinha um motor de alta performance, com taxa de compressão bem alta, sugeri continuar usando a PODIUM (ainda que bem mais cara).

Já a gasolina GRID, segundo a Petrobras:

  • tem “aditivos detergentes e dispersantes, responsáveis por manter sempre limpo o sistema de alimentação de combustível.”
  • tem “aditivo redutor de atrito, que aumenta a lubricidade do motor e reduz o desgaste das peças.”
  • tem “coloração esverdeada exclusiva, que facilita a identificação e diferencia Petrobras Grid dos outros combustíveis.”
  • tem “baixo teor de enxofre, que reduz a emissão de poluentes e atende aos requisitos da ANP.”

Por outro lado, há muitos anos, tive um Fiat 1.0 16V 2001 movido a gasolina, motor pequeno, bem acertado, com alta taxa de compressão. Nele a PODIUM fazia diferença bastante sensível de performance e economia por km rodado (quase equilibrando o custo do km rodado ao comparar com a gasolina comum). Em tempo, no meu Opala 1978, com motor “levemente mexido” a Podium também faz diferença positiva, apesar da taxa de compressão baixa, mas com ajuste adequado do ponto de ignição e da carburação dupla.

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Mais uma guerra e mais uma crise do petróleo…por aqui é bom entender como isso nos afeta.

Como bem identificou Daniel Yergin (autor do livro The Prize), as guerras acontecem em torno do petróleo, sendo muitas vezes, por causas declaradas diversas, mas no fundo, o petróleo é a questão central, antes, durante ou depois de cada uma.

A guerra EUA/Israel x Irã, é mais uma, que fez disparar o preço do petróleo da casa dos 60 dólares o barril, para mais de 110 !

Sem sucumbir à tentação de falar sobre quais países ou corporações ganham com a guerra e a elevação do preço do petróleo, vou falar apenas sobre como ela nos impactará, além do óbvio aumento de preços.

No Brasil os preços da gasolina e do diesel já subiram nas bombas, e o da gasolina ainda nem subiu nas refinarias, já que refinam petróleo brasileiro e a Petrobras, até agora, está segurando para não aplicar a “paridade internacional”. Como maior produtora de gasolina, ela baliza o mercado (até certo ponto…).

O diesel subiu nas refinarias, mas com uma manobra fiscal do governo federal, o aumento nas bombas deveria ser de poucos centavos, mas disparou na escala de vários reais. Filme já visto algumas vezes….

Vale lembrar, 25% do diesel consumido no Brasil vem do exterior, importado de países que seguem à risca as leis de mercado, sobe o Brent, sobem os derivados, tudo cotado em dólares. As distribuidoras e os postos no Brasil, entretanto, já estão precificando o preço da reposição, com aumento do valor nas bombas.

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Num carro automático, uso o pé esquerdo ou direito no freio?

Um dos influenciadores digitais da indústria automotiva, opinou num vídeo recente que devemos usar o pé direito no acelerador e o pé esquerdo no freio, quando estivermos dirigindo um carro automático (ou automatizado).

Disse ele “…afinal são dois pedais e dois pés, não é para usar o descanso que existe do lado esquerdo”.

DISCORDO DELE COMPLETAMENTE, e explico:

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Os carros, os vinhos, os preços e a ditadura dos especialistas (repostando, atualizado).

Publiquei este  POST em 2015 e há vários comentários sobre ele até hoje. Resolvi republicá-lo atualizado.

Em 1970 um conhecido meu, o Azevedo, voltou ao Brasil, vindo de missão diplomática na Alemanha. Trouxe de lá uma Mercedes 220, bege, linda. Numa época de taxas de câmbio e impostos de importação absurdos, importar uma Mercedes sem impostos era uma forma de fazer um “pé de meia” ao vender o carro aqui.

A estratégia do Azevedo falhou no modelo, era um 220. O mercado pedia os maiores, de 280 pra cima. Um 220 era visto como um “táxi da Europa” e não agradava os endinheirados daqui que, mesmo naquela época, já eram habituées por lá.

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Carro submerso em enchente, pode não ser uma perda total !

Em Maio2024, diante das centenas de carros que foram apanhados pelas enchentes no Rio Grande do Sul, publiquei um post para dar orientações aos proprietários, para evitar danos maiores e não serem enganados por mecânicos inescrupulosos.

O post está no endereço https://carrosemduvida.com/2024/05/15/seu-carro-ficou-submerso-na-enchente-nem-tudo-pode-estar-perdido/#more-5175 e será bastante útil para os proprietários de carros que foram vitimados pelas enchentes de 2025. Leiam atentamente, as orientações podem “proteger” você de prejuízos maiores e “blindar” seu carro de ter a situação agravada depois de “boiar” numa enchente.

Boa sorte!

Carros elétricos, o irreversível processo que a Tesla ancorou e que hoje é dominado por fabricantes chineses…

Publiquei neste blog, em 2018, um post sobre o Tesla Model3, que dirigi no Canadá em Outubro de 2018, e o título nem trazia no nome do carro e sim, chamava atenção para o irreversível processo que estava consolidado pela Tesla (naquele momento o principal fabricante). Quem tiver curiosidade, pode ler em https://carrosemduvida.com/2018/10/12/a-nova-era-da-industria-automobilistica-ja-e-uma-realidade-hoje-e-e-espetacular/

Sete anos se passaram e a realidade hoje teve mudança de atores, não de tendência. A Tesla, líder em 2018, perdeu a hegemonia para fabricantes chineses (a principal a BYD). O quadro abaixo mostra a realidade dos elétricos globalmente:

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Comprar um carro 0km, requer atenção, conhecimento e racionalidade.

O ato de comprar um carro zero km envolve pelo menos três lados, o financeiro, o racional e o emocional. Para muitos o último acaba dominando e levando à uma compra da qual o proprietário pode se arrepender no médio e longo prazos.

Vamos analisar cada lado:

Financeiro – antes de decidir por qual carro comprar é preciso saber qual o orçamento disponível, estabelecendo um teto de gastos que seja compatível com a reserva financeira do comprador, a sua capacidade de pagar mensalidades (no caso de financiar) e os seus demais objetivos para o dinheiro que tem guardado. Não se pode esquecer que além do valor da compra (a vista) ou da entrada (financiamento) haverá outros gastos (como emplacamento, IPVA, seguro e acessórios), eles podem somar facilmente o equivalente a 10% do valor total do carro comprado (ou seja, num carro de 110 mil reais de preço, as despesas extras podem passar de 11 mil reais). É também importante saber o histórico de desvalorização do tipo de veículo escolhido, comparando o preço tabelado do carro 0km com o do mesmo modelo já com 3 a 5 anos de uso (uma depreciação mais acelerada vai impactar na hora de trocar por outro 0km daqui há algum tempo). Estimar os custos de manutenção ao longo dos anos é fator importante, assim como saber qual o valor do seguro para o seu perfil.

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Gasolina aditivada FIT, cumpre o que promete?

Os leitores mais assíduos vão perceber um “dévà vù” neste assunto, com razão. A gasolina produzida pela refinaria de Manguinhos (REFIT) no Rio de Janeiro, voltou à carga de propagandas na rádio. Aí voltaram as dúvidas dos leitores (…e as minhas). Em maio de 2023 tive as mesmas questões e, sem ter uma resposta precisa para dar, perguntei para a refinaria. Fiquei sem respostas e com sérias dúvidas.

A recente e nova campanha da REFIT promete entregar mais desempenho e mais durabilidade no motor do usuário da gasolina FIT, vendida em postos “bandeira branca” no Rio e em outras localidades, daí as perguntas voltaram e, consultando o site da REFIT, não achei as informações e respostas, daí escrevi e-mail para a REFIT o seguinte:

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Garantia de fábrica e as armadilhas das revisões programadas.

O caso de um amigo, proprietário de Toyota, e do meu filho (ex-proprietário de uma Ranger, me chamaram a atenção de que coisas aparentemente óbvias precisam ser observadas, para não se cair em armadilhas ou gerar grandes prejuízos.

A primeira coisa a recomendar é: SEMPRE leia as condições para manter a garantia de fábrica.

Muitos proprietários negligenciam quilometragem e prazos e perdem a garantia. No Brasil temos carros com 1 ano, 3 anos, 5 anos e até 6 anos de garantia de fábrica, mas há condições explícitas no manual do proprietário que precisam ser observadas, todos os fabricantes estabelecem que a manutenção da garantia de fábrica depende de que as revisões programadas sejam feiras ao se atingir a quilometragem pré-determinada (10 ou 12 mil km) ou no prazo (normalmente feita a cada 12 meses), o que ocorrer primeiro.

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Calendário do IPVA 2025 no Rio de Janeiro

O Governo do Estado publicou, em 19/Dez/2024, através da Secretaria de Estado de Fazenda (SEFAZ-RJ), o calendário de pagamentos do IPVA de 2025. A quitação pode ser realizada em três cotas mensais iguais ou a vista com desconto de 3%. Os detalhes da publicação podem ser vistos no endereço da FAZENDA do Rio de Janeiro:

https://portal.fazenda.rj.gov.br/noticias/governo-do-estado-publica-calendario-de-pagamento-do-ipva-2025/

Os pagamentos terão início em 21 de janeiro, com o vencimento da cota única e da primeira parcela dos carros com placas de final 0.

É bom ficar atento, já que desde novembro deste ano, a quitação do imposto vem sendo realizada por meio do DARJ, após a desativação da emissão da GRD pela Fazenda (diferente do procedimento dos anos anteriores).

A partir de janeiro de 2025, os contribuintes deverão acessar o novo site da SEFAZ-RJ para gerar o novo documento, no endereço: ipva2025.fazenda.rj.gov.br . Na plataforma, o contribuinte acessará o serviço “Emissão DARJ IPVA” e informará o número do RENAVAM.

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