Chevrolet lança modelos a etanol…faz sentido?

Depende…

Do ponto de vista fiscal, faz, pois há pequena redução de IPI nos carros que usam exclusivamente etanol, se comparados aos flex (etanol e gasolina).

Do ponto de vista legal, também, as metas de emissões da legislação ambiental brasileira, calcula as emissões pela média dos modelos 0km comercializados pelo fabricante, ou seja, um carro a etanol contribui MUITO para a queda da média, já que emite muito menos que um carro flex, ou a gasolina.

Do ponto de vista do mercado, também, já que os compradores que pretenderem instalar kits de GNV em seus carros, terão a conversão mais fácil e potencialmente mais barata, pois ela vai requer menos adaptações (nos carros flex, os kits mais modernos exigem que o convertedor limite a central de comando do motor a consumir apenas etanol como combustível líquido, não sendo mais possível abastecer com gasolina).

Do ponto de vista da Engenharia Automotiva, NÃO, considerando que a Chevrolet adotou o caminho mais simples, o de ajustar os componentes de controle eletrônico do motor para consumir apenas etanol, não alterando componentes mecânicos.

Explico: o motor flex, apesar de sua conveniência de escolha do combustível pelo motorista, poderia ser comparado a um pato, que pode nadar, mas não é o melhor nadador, pode voar, mas não é o melhor voador, ou seja, faz de tudo, num padrão abaixo do ideal. O motor flex, o “pato” dos motores, consome qualquer mistura entre etanol e gasolina, mas em NENHUMA proporção está num ponto otimizado.

A Chevrolet pegou seus motores flex e alterou apenas a central (computador) e demais componentes eletrônicos, mas sem mexer em nenhum componente mecânico, ficando distante do motor ideal, totalmente ajustado para etanol (o primeiro passo necessário seria o aumento da taxa de compressão). Como resultado, seus motores a etanol repetem os números dos motores flex que lhes deram origem (quando são testados apenas com etanol).

Para a Chevrolet (e para as outras montadoras) é a oportunidade de sentir se o mercado reagirá bem à esta opção. Frotistas cujas empresas tenham preocupação ambiental, poderão se interessar, já que os carros a etanol, que emitem MUITO menos, poderão entrar com destaque em seus relatórios de ESG.

O tempo dirá.

Motores a álcool, qual a razão de terem saído do mercado?

Os motores a álcool começaram a ser fabricados no Brasil no final dos anos 1970, foram uma resposta do Brasil à crise do petróleo que atingiu o mercado mundial. Seu sucesso foi imediato, chegando a representar mais de 90% dos veículos novos vendidos no mercado interno. Entretanto, na década de 1980, o PRÓ-ÁLCOOL caiu em descrédito, quando o etanol faltou nos postos (reflexo do cenário, mercado e safra).

Nos anos 1990 a tecnologia FLEX, também capitaneada por empresas brasileiras, chegou ao mercado, com carros que podiam consumir qualquer proporção de etanol ou gasolina, misturados ao gosto do motorista. A confiabilidade e a praticidade do sistema mascararam uma verdade, um carro FLEX não está otimizado para gasolina ou para o álcool, ele é uma solução “em cima do muro”, que privilegia a segurança do abastecimento, mas não a eficiência energética. A solução caiu nas graças do mercado, que já não queria mais carros a gasolina ou a álcool, queria carros flex.

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Melhor um motor flex ou um a gasolina?

Enquanto abastecia meu Jeep Compass, Dona Lygia me perguntou: “este seu carro é flex?”

Respondi de pronto: “Não, felizmente este é só a gasolina”. Ela estranhou e rebateu, “flex não é melhor?”. Respondi, “depende”. Passo a reproduzir aqui a resposta que dei para ela.

Do ponto de vista de mercado, o motor ser flex é melhor, pois há maior aceitação na hora da revenda.

Do ponto de vista econômico, se o carro roda Continuar lendo

Gasto menos com gasolina ou álcool?

Esta pergunta volta a cada vez que um dono de carro flex vai a um posto de abastecimento. O que vale mais a pena, abastecer com gasolina ou etanol?

Resolvi fazer uma experiência, rodando mais de 1500 km com cada um dos combustíveis, no dia a dia de uso do meu Fiat 500 Sport. Verifiquei que, pelo computador de bordo as variações ficavam pequenas e que os dados eram bastante estáveis.

Vale lembrar as premissas e condições: Continuar lendo

Fiat 500 Sport, 1.4 Flex MultiAir Automático – Primeiras sensações

Estas são minhas primeiras sensações a bordo do novo Fiat 500 Sport, 2014, equipado com motor MultiAir 1.4 Flex, com câmbio automático de seis marchas que acabei de comprar (assumiu o lugar do bravo Sandero Stepway).

Como o carro causa muita curiosidade, acatei aos pedidos e, ao invés de esperar quilometragem para fazer uma avaliação completa, estou postando estas primeiras impressões, mas prometo que em breve farei uma avaliação mais completa.

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