Período de vistoria veicular no Rio de Janeiro. Seu carro pode ser rebocado!

É bom ficar atento, os períodos de vistoria (licenciamento anual) no DETRAN estão começando a vencer e o veículo pode ser rebocado se não estiver em dia. Veja a tabela (copiada do site do DETRAN.RJ):

Final da Placa do Veículo Período para o Licenciamento Anual
ATENÇÃO: Os agendamentos nos postos de vistoria são de 7h15 as 18h de segunda a sábado.
7 – 6 até 31.05.2015
5 – 4 até 30.06.2015
3 – 2 até 31.07.2015
1 – 0 até 31.08.2015
9 – 8 até 30.09.2015

Coisas do mercado automotivo brasileiro…

Que o nosso mercado automotivo era de difícil compreensão todos já sabiam, mas a situação atual dos novos SUVs (e similares) é surpreendente.

Nas concessionárias da Honda o caro e recém chegado HR-V tem fila de três a quatro meses, pouco fazendo diferença a versão (e o preço).

Já nas concessionárias da Jeep o também novo Renegade tem fila de dois a três meses para o modelo topo de linha (que custa mais de R$ 120.000,00) e há pronta entrega para o modelo de entrada (na casa dos R$ 70.000,00). Situação impensável há alguns anos, quando as montadoras eram acusadas a “empurrar” as versões mais caras aos clientes.

Verdade seja dita, no caso do Jeep, as versões extremas são carros de “almas” diferentes (motor, transmissão e câmbio), mas a enorme diferença de preço parece que não assustou os amantes do 4×4 (e/ou do diesel…).

Alargador de bitola – Defender 90

Um amigo proprietário de um Defender 90 está analisando a possibilidade de trocar as rodas de seu Land e vai precisar usar alargadores/adaptadores. Ele me perguntou se isso afeta a vida útil dos componentes de suspensão e transmissão. A resposta é SIM !

Em muitos sites na Internet, fabricantes e revendedores fora do Brasil, oferecem alargadores de bitola e adaptadores de furação para Land Rovers (e outras marcas). Todos vão funcionar, mas reduzirão a vida útil de componentes. Quanto? Impossível prever, pois dependerá de como o carro será usado, o quanto e como já foi usado, etc. A única certeza é que a vida útil será diminuída.

Vale lembrar que se um Defender londrino, de uso urbano, fizer este “alargamento” de bitola, provavelmente a redução de vida útil não será percebida, pois os esforços serão pequenos ao rodar em asfalto sempre liso. Não é o tipo de cenário que o Defender do meu amigo encontra nas ruas do Rio, com buracos dignos de trilhas offroad.

Tecnicamente falando, sugiro evitar o uso dos alargadores.

Jeep Compass 2014, 2.0, CVT chega aos 5.000 km

Já publiquei neste minhas primeiras impressões sobre o Jeep Compass 2014 e também fiz um comparativo, entre ele e o Suzuki Grand Vitara. Agora, completados 5.000 km rodados, está na hora de uma avaliação mais completa.

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O silêncio a bordo continua me agradando. O para-brisa adotado nesta versão 2014 isola surpreendentemente os ruídos externos e do motor.

O acabamento é ótimo, com materiais agradáveis, de boa qualidade e aparência agradável, montados com encaixes perfeitos. Pequenos detalhes cromados dão ar sofisticado ao interior. A iluminação nos porta-copos são um detalhe funcional e charmoso. O tecido dos bancos é agradável ao toque. A qualidade do som é ótima, com alto-falantes grandes de alta performance. O sistema tem DVD, mas não tem tela nesta versão, mas é possível comprar telas para o encosto dos bancos de cabeça dos dianteiros. A luz de teto do porta-malas é, na realidade, uma lanterna de LED destacável. É bastante prática e pode ajudar muito numa troca de pneus à noite.

O câmbio CVT surpreende, faz o carro pular no sinal, com uma relação muito curta e resposta rápida ao acelerador. Por outro lado, andando a 100 km/h o motor gira a apenas 2000 rpm (uma relação bastante longa e conveniente para rodar em estradas). As seis marchas pré-determinadas podem ser trocadas de forma manual e muito rapidamente. O casamento do motor e do câmbio são bastante bons, melhor que o conjunto do Cherokee 2012 que fiz um “test-drive” e tinha motor V6 e câmbio automático de quatro marchas.

Subindo uma serra, dá para rodar no automático, mas a opção de trocas manuais deixa a subida bem mais agradável.

A suspensão é dura, mas não é desconfortável. O carro faz curvas com mais desenvoltura que a maioria dos sedans à venda no Brasil. Nada de tombar a carroceria. O comportamento é bem mais interessante do que de outros SUVs e Crossovers disponíveis no mercado.

O desenho da carroceria é marcante e imponente, aparentando ser maior do realmente é. Tem um “que” de “Blade Runner”, com pára-lamas proeminentes e grandes folgas entre peças.

Rodas de 18″ pintadas de preto compõem bem o visual “durão”. O desenho da dianteira remete às frentes dos Cherokees (queridinhos do mercado brasileiro). A pintura perolizada é muito bem feita. O porta-malas é espaçoso e coberto por cortina horizontal. O acesso é fácil pela porta que se abre para cima. O estepe (de 17″) fica por baixo.

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O Compass ainda está sendo vendido no Brasil, na Europa e nos EUA, mas não será mais produzido em 2015. A chegada do pequeno Jeep Renegade desmobilizou a produção.

Pontos fortes:

– Relação custo-benefício, preço de revenda, acabamento, status, espaço interno, desempenho, silêncio a bordo, câmbio CVT.

Pontos fracos:

– o porta-copos duplo no final do console central invade a área dos pés dos passageiros do banco traseiro.

– a luz do porta-luvas é fraquíssima, é um sinalizador da porta USB e só ilumina mesmo na escuridão total.

– a porta USB é mal posicionada;

– as rodas 18” pintadas de preto não agradam a todos (as mulheres odeiam…).

– a aparência das maçanetas externas das portas traseiras (instaladas altura da coluna C) denotam baixa qualidade (espero que não o sejam).

– o sistema de reconhecimento de voz (que controla o som e a conexão do celular) é precário (eles deveriam aprender com a FIAT, empresa do mesmo grupo, que tem um sistema excelente instalado em seus simpáticos 500).

– computador de bordo com poucas funções.

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Manutenção do Renault Clio e do Honda Fit

O Tiago me escreveu preocupado com os gastos que está tendo com seu Clio, que comprou usado. Está pensando em trocar o Renault por outro carro, mais confiável e que tenha menos gastos de manutenção. Ele me perguntou se um Fit 2004/2005 seria uma opção para gastar menos com manutenção.

Tiago, carros usados são eternas incógnitas. Trocar o Clio pelo Fit pode ser apenas trocar de problema, dependendo de como o Fit foi tratado pelos donos anteriores. Se ele tiver sido tão mal Continuar lendo

Trocando o Corolla por um SUV.

O Antônio me escreveu:

“…gostaria de tirar algumas dúvidas sobre aquisição de um novo veiculo. Assim, pergunto-lhe? Tenho que fazer cadastro? É pago? Quanto? Eis a minha duvida: Tenho um toyota corolla xei 2004 que nunca apresentou qualquer problema, mas gostaria de outro carro mais novo e que não arrastasse o fundo no solo. Tipo SUV. Qual a melhor opção de compra, levando-se em conta qualidade, opcionais baixo consumo e preço, claro?  Com referência ao ano, serve 2007/2008. Achei um toyota rav4 2007/2008 por 42 mil e outro por R$ 44. E a Rav4 2005/2005? Qual a diferença para as anteriores (fora o ano). vale a pena optar por essa? Tambem Achei um suzuki sx4 2010/2010 por R$ 40. Qual  comprar? Sera usado na cidade e em algumas viagens. Desde ja, fico-lhe muito agradecido.”

Antônio, não precisa fazer cadastro e as repostas que dou não tem qualquer custo para os leitores. É um prazer para mim poder lhe ajudar.

A troca de um carro por outro é sempre um Continuar lendo