Chery Tiggo automático 2015.

Vários leitores tem perguntado sobre o Tiggo automático, um leitor, que já tinha me consultado em 2013, escreveu:

“…perguntei-lhe sobre o Chery Tiggo automático que estava sendo lançado. Mas, como era lançamento entendo que não foi oportuna minha pergunta. Mas hoje quem sabe? Assim, volto a perguntar-lhe? É bom carro? Vale apena sua compra? Ou a mesma seria um grande mico? Você se importaria em fazer algumas considerações sobre o mesmo?…”

Tiggo 2015 - Foto promocional da Chery

Tiggo 2015 – Foto promocional da Chery

 

Antônio, depois da sua pergunta, aliada às de outros leitores, resolvi pedir à Chery a oportunidade de Continuar lendo

BMW série 2 começa a ser vendido no Brasil.

Há duas semanas fotografei num estacionamento na Suíça o interessante BMW 218d, integrante da série recém lançada na Europa e que já começou a ser vendida no Brasil.

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O carro quebra dois paradigmas do fabricante BMW, tem tração dianteira (o primeiro BMW com esta configuração) e é uma minivan (monovolume).

A fórmula tem tudo para funcionar. Na Europa há uma grande gama de opções de modelos para esta série 2, o fotografado é um dos mais simples, movido a diesel.

Já no Brasil o elegante monovolume chega em versão única, a 225 Sport GP, com furioso motor de 2 litros, turbo, que gera 235 HP. Segundo a fábrica a aceleração 0-100km/h é feita em 6,6 segundos e velocidade máxima é de 240 km/h. Se for verdade, dá pra sair direto do supermercado para a pista do track-day…a minivan familiar vai humilhar muitos esportivos do nosso mercado.

Com preços no entorno dos R$ 180 mil e comprimento de Ecosport (4,34 metros), será brinquedo para poucos…

Vale lembrar que o BMW X1 “de entrada” está sendo vendido hoje na faixa dos R$ 120 mil e já foi vendido por R$ 99 mil.

Chapa de carros vendidos no Brasil, qual é mais resistente à ferrugem?

O leitor José Assis me fez esta pergunta, preocupado com a possibilidade de oxidação das chapas dos carros:

“Qual a melhor chapa de carro, ou seja, qual menos tem a possibilidade de oxidação com o passar do tempo? Ford, Volkswagen, Chevrolet, Fiat, ou Jac Motors?”

José, nos carros nacionais, todos os fabricantes recebem a chapa do mesmo fornecedor, que a produz em bateladas enormes, ou seja, não há diferenças entre as chapas, todas são bastante resistentes à corrosão.

Vale entretanto lembrar que boa parte da resistência à corrosão vem do processo de pintura. Neste caso há diferenças, mas principalmente com um recorte vertical dentro de cada montadora. Modelos mais simples tem pinturas mais simples e apropriadas para resistir sem problemas à ferrugem por cinco anos (o que na prática acaba sendo até bem mais), já os modelos mais caros, que recebem pinturas mais complexas, com mais camadas, acabam tendo proteção extra para a chapa, principalmente dos pequenos acidentes, que exporiam a chapa à ação direta das intempéries (o que reduziria a sua resistência à corrosão.

Avaliação final, Mercedes Benz, diesel, 4 cilindros 7 marchas automática.

Depois de rodar cerca de 4 mil quilômetros com esta station wagon da Mercedes Benz, reforcei alguns pontos de vista que tinha colocado no post do início da viagem.

Esta “perua” da Mercedes Benz, Classe E, 2014, com motor diesel de apenas 136 HP, dotado de câmbio automático de 7 marchas, não chega a empolgar, para um carro que custa cerca de 50 mil Euros na Itália. Mas as muitas qualidade fazem dela um “conjunto Continuar lendo

Palio batendo pino…

O leitor Elizeu leu o post no blog antigo, no endereço:

e escreveu:
“….Meu Palio Fire 1.0 flex está com 79.000 km e começou a bater pino só que com mais intensidade e eu abasteço com gasolina e álcool raramente, vou verificar ainda o sistema de injeção e alimentação e caso não seja isso mesmo trocando de combustível poderia haver algum problema interno no motor?”
Elizeu, a pré-ignição, ou abatida de pino, pode ter muitas razões. Velas novas, motor com o ponto correto e combustível de qualidade normalmente são os fatores que evitam a pré-detonação. A alta quilometragem do seu motor, em si, não seria a causa da batida, mas algum outro fator o deve estar motivando.
Comece verificando a qualidade do combustível, trocando de posto onde você normalmente abastece, depois verifique o estado das velas e a temperatura de funcionamento do motor (motores muito quentes tem mais pré detonação). Fique também atento ao ponto do motor, uma manutenção mal feita pode ter deixado a correia dentada “um dente” deslocada, o que causa o mal funcionamento.
Se nenhuma destas causa acabar com o problema, me avise, há outras causas menos prováveis.

FIAT 500X, 2015

Já está rodando na Itália o novo Fiat 500X.

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Ampliando a família de raízes no icônico 500 da década de 50, repaginada no simpático 500 atual, que faz sucesso na Europa, Brasil e nos Estados Unidos (quem diria…), a FIAT, que já lançara por lá o “esquisitão” 500L, vem agora com o “bombado” 500X.

Belo e harmonioso, o 500X não tem cara de brinquedo, como muitos consideram o 500. Há perfeito alinhamento da identidade visual deste 500X com seu irmão menor, que faz tanto sucesso no mercado.

As linhas fortes e a carroceria alta denotam um crossover com apetite para encarar estradas pouco amistosas.

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A imprensa local rasga elogios ao carro, mas não tive oportunidade de dirigir um, consegui fotografar este, nas ruas de Verona. Gostei do que vi, resta aguardar a chegada ao Brasil, que deve ocorrer logo após à chegada do 500L.

Integralmente projetado na Itália, o 500X usa a plataforma do Jeep Renegade, já fabricado no Brasil, o que aponta para o potencial do 500X vir a ser fabricado por aqui. Vamos torcer!

Mercedes Benz, Classe E, Station Wagon, diesel, automático de 7 marchas, 2014

Um Mercedes Benz é sempre um Mercedes Benz, mas este Classe E, 2014 (com apenas 1200 km rodados….), Station Wagon, diesel, automático de 7 marchas, não chega a empolgar, para um carro que custa cerca de 50 mil Euros na Itália. Mas poucos carros oferecem um “conjunto da obra” tão perfeito como os MBs…

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O motor diesel responde bem e é ajudado pelo câmbio de 7 marchas. As relações são bem longas e a SW anda a 130 km/h girando a meros 2000 rpm. Neste diesel, a faixa vermelha começa aos 4300 rpm. Há boa disponibilidade de torque em quase todas as situações, mas a opção ECO, que deixa o carro incrivelmente econômico, deixa ele meio lento nas repostas ao acelerador.

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Ao desligá-la vem a surpresa agradável, a “banheira” responde rápido, sem perder o silêncio e o conforto. Nunca tinha dirigido um carro tão silencioso ao rodar num piso de paralelepípedos. No asfalto, a 150 km/h, não é necessário alterar o volume do ótimo sistema de som “by Harman”. O silêncio impera!

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O GPS no painel, controlado por joinstick no console é bem útil, mas perde em funcionalidade para os Garmin. Luzes de led, controle do ar condicionado digital e bi-zone, espelhos foto-cromáticos, sensores de pontos cegos e de proximidade (frente e traseira) e faróis de xenon completam o pacote tecnológico. O banco do motorista de múltiplos controles elétricos é bem confortável e conveniente para longas viagens.

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A alavanca de controle do câmbio na coluna de direção requer tempo para se acostumar com ela, além de ser extremamente sensível e requer atenção para ser operada. Já as borboletas para controle manual do câmbio (atrás do volante) são bem posicionadas e permitem trocas rápidas e precisas.

Um carro para a família. Bom espaço interno, segurança, economia de combustível e conforto.

Ao final do tour com este Classe E, complemento esta avaliação (já rodei 1000 km).

Fabricação digital vai mudar a indústria automobilística?

Esta pergunta me tem sido feita por vários leitores.

E a resposta é: DEFINITIVAMENTE SIM !

E não será apenas a indústria automobilística, a fabricação digital (ou impressão 3D) vai alterar as relações de consumo entre criadores, fabricantes, comerciantes e consumidores finais.

Em breve teremos peças de reposição impressas no balcão da concessionária. O lojista, estocará a matéria prima para impressão (plástico ABS por exemplo), usará arquivos com os desenhos digitalizados e imprimirá para-choques, painéis, acabamentos de porta, apoios de braço, grelhas de ventilação, etc. O sistema reduzirá Continuar lendo

Há risco com o carro parado ligado e em Neutro?

O leitor Marco Antônio me perguntou?

“…ficando aproximadamente 50 minutos com o HB20 automático parado em Neutro, utilizando o ar condicionado, causa algum problema ao ar ou ao câmbio automático / conversor de torque ?”

Marco Antônio, se esta tiver sido uma ocorrência eventual, ficar com o carro parado em Neutro não afeta o câmbio> Se você ficasse em Drive (D) aí sim haveria um risco, pois o conversor de torque ficaria gerando calor e poderia causar danos ao sistema.

Em Neutro, não haveria maiores cargas, apenas uma possível elevação de temperatura, por conta do tempo bastante longo e sem a troca de calor adequada (como ocorreria na passagem do ar pelo radiador em maior vazão por conta do movimento do carro). Fique atento ao termômetro de água e nada mais.

Se esta for uma prática recorrente, fique mais atento, aos efeitos cumulativos da elevação de temperatura.