Renault Sandero Expression, 1.0, 16v, flex, 2015

Na direção – A direção hidráulica é mais pesada do que os carros do segmento, mas segue a linha da Renault e tem as mesmas características do Sandero Stepway que avaliei aqui no BLOG. A pega do volante é boa. A direção, além de ser bem direta, transmite pouco as irregularidades do solo e é ajudada pelo bom acerto da suspensão, ou seja, não dá solavancos ou barulhos. A posição de dirigir é boa, bem elevada, com regulagem de altura do banco do motorista e de inclinação na coluna de direção. O rodar é macio, silencioso, seguro e agradável, mesmo em pisos irregulares.

Rio de Janeiro-20150318-00803

Do motor e câmbio – O motor de quatro cilindros, flex, de um litro, não surpreende, é silencioso em baixas rotações e vibra muito pouco. O câmbio manual de cinco marchas é bem curto, para aproveitar ao máximo a pouca potência e baixo torque do motor. O trambulador é impreciso e requer atenção nas trocas de marchas esticadas. Manter o motor “cheio” é fundamental para se andar razoavelmente. Depois de 3.000 rpm o motorzinho acorda e o Sandero desenvolve bem. Abaixo desta faixa, acelerar o carro requer paciência, pois a resposta é “borrachuda”. Para o uso urbano e familiar, tudo bem, o baixo custo, a robustez e o conforto do carro compensam a falta de desempenho. Mesmo queimando etanol e no trânsito pesado de Brasília, a média de consumo ficou perto de 9 km/l, bem coerente com a categoria e proposta do carro (e pouco se considerarmos o tamanho e o conforto oferecidos).

Rio de Janeiro-20150318-00804

Da suspensão e do chassis – A suspensão é bastante firme e ágil, sem ser desconfortável, bem acima da média do segmento. Rodando na cidade, parece a de um automóvel de categoria superior. Aos oito mil quilômetros rodados na mão de muitos motoristas (carro de locadora), ela ainda está em ótimo estado e não há ruídos dentro do carro.

Do acabamento e conforto – O acabamento é muito simples, mas com o visual interior bastante melhorado se comparado às versões anteriores do Sandero, agora está mais elegante e funcional. A pintura metálica é bem acabada. Encaixes da carroceria e partes externas são bons. Alguns materiais aplicados no interior já denotam melhor qualidade. A qualidade sonora do aparelho de áudio é medíocre, mas ele oferece recursos como controle satélite atrás do volante, BlueTooth, CD e porta USB. Dispositivos incorporados ao carro são convenientes, como alarme sonoro para luzes acessas, luz no porta-luvas e porta-malas, alavancas internas de abertura do tanque e do porta-malas , travas elétricas nas portas e vidros elétricos nas portas-dianteiras. O limpador do vidro traseiro liga automaticamente quando se engata a ré com o limpador de para-brisa ligado.

Rio de Janeiro-20150318-00812 Rio de Janeiro-20150318-00809 Rio de Janeiro-20150318-00808 Rio de Janeiro-20150318-00807

O computador de bordo, de muitas funções, é muito útil, preciso e tem visual agradável, bem incorporado no painel. Há um indicador eletrônico de trocas de marchas no painel, para ajudar a reduzir o consumo. O nível de ruído é baixo (com o motor girando abaixo das 3.000 rpm) e a vida a bordo é fácil. As portas são grandes e abrem em ângulos perto dos 90 graus, dando bom acesso ao interior. O tecido dos bancos tem aparência pobre, mas o desenho dos bancos dianteiros é bom, segurando bem o corpo. O espaço para as pernas no banco de trás é muito bom. O pneu estepe agora é acessível por dentro do carro, o que diminui a chance de ser roubado.

Um carro que deve deixar os concorrentes preocupados. Se nas versões anteriores o Sandero era uma compra racional, agora já tem “shape” para ser comprado emocionalmente.

IMG-20150319-00819 Rio de Janeiro-20150318-00810

Pontos fortes – O desenho da carroceria e do interior desta versão 2015 está bem bacana, com ar agressivo no exterior e harmônico no interior (uma enorme evolução se compara às versões anteriores). Ótimo espaço interno e ótima relação custo benefício. Garantia de três anos. Robustez mecânica. Porta-malas espaçoso. Faróis eficientes. Reconhecimento do mercado.

Pontos fracos – Motor fraco (mas compatível com a proposta do carro). Alguns materiais ainda denotam baixa qualidade e há rebarbas nos plásticos de acabamento do interior.

Quilometragem inicial do teste – pouco mais de 8.000 km

Local do teste – Brasília, Mar/2015

Cenário de teste – Ruas e vias expressas.