Como usar os faróis quando estiver trafegando sob neblina.

Nas viagens pelas serras do Rio de Janeiro e em outros estados, nesta época do ano, são comuns as situações com ocorrência de neblina. O uso correto dos faróis pode atenuar os riscos de seguir viagem nestas condições, mas a principal regra é EVITE viajar sob neblina. Quanto mais densa a neblina estiver, maiores serão os riscos.

Caso a viagem for prosseguir, fique atento às regras:

NUNCA ligue o farol alto. O faixo alto dos faróis ilumina a neblina e a torna ainda mais opaca, reduzindo o alcance da visão (ou profundidade do campo visível, numa linguagem mais técnica).

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Nova campanha no rádio incentiva o uso do etanol, ela é realista?

Mais uma vez entidades ligadas à indústria de cana-de-açúcar, principal (mas não o único) vegetal que dá origem ao etanol do Brasil, lançou recentemente uma campanha de incentivo ao uso de etanol nos veículos flex. Leitores ouviram a campanha no rádio e me perguntaram…

  1. O etanol faz o motor ficar mais potente?
  2. 100% do etanol consumido no Brasil é produzido aqui no país?
  3. O custo do quilômetro rodado com o etanol é menor do que usando gasolina?
  4. O etanol gera menos resíduos no motor que a gasolina?
  5. O etanol causava enferrujem (oxidação) interna nos motores a álcool da década de 1980, agora isso não acontece mais nos motores flex que usam etanol?
  6. O consumo (em km/l) do etanol é 30% maior que o consumo de gasolina?

Vamos às respostas:

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Desgaste de pneus, como reconhecer?

Vou voltar ao assunto, pois é relevante e requer conhecimento, para não correr riscos ao rodar com um pneu desgastado além do seu limite (ou ser abordado por um fiscal ignorante ou desonesto).

Todo pneu deve ser trocado quando a banda de rodagem se nivela às marcas TWI (Tread Wear Indicator, ou em tradução livre, Indicador de Desgaste da Banda de Rodagem), mesmo que a marca tenha sido atingida apenas de um lado do pneu (o que denota desgaste assimétrico) levando à insegurança do pneu.

As marcas têm a finalidade de indicar visualmente que um pneu, mesmo com sulcos visíveis, não tem mais condições de drenar a água de um asfalto molhado. Quando não há drenagem adequada, o pneu “flutua” sobre a lâmina de água, causando a famosa e indesejável aquaplanagem.

Para reconhecer o estado dos seus pneus, procure a marcação no “ombro” do pneu, que indica o alinhamento dos marcadores TWI. Se você não sabe achar as marcas TWI, procure por esta indicação triangular no ombro do seu pneu (ou mesmo a sigla TWI), como no exemplo na foto a seguir:

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FIAT lança no Brasil dois “híbridos leves”, do que se trata?

Há 3 anos publiquei aqui no BLOG um post explicando os tipos de carros híbridos existentes no mercado (leia em https://carrosemduvida.com/2021/11/17/ja-que-falamos-dos-hibridos-tambem-vamos-falar-sobre-os-carros-eletricos-que-estao-sendo-oficialmente-importados-e-vendidos-no-brasil/).

Volto ao assunto por conta dos dois lançamentos da FIAT, o Pulse e o Fastback, ambos na modalidade “híbridos leves”. Eles são assim classificados por terem um “pequeno motor” de 3kW, que atua em momentos específicos (e curtos) onde há mais necessidade de torque nas rodas, como por exemplo partidas, retomadas de velocidade e ladeiras íngremes.

Por ter períodos curtos de utilização, não requerem grandes e pesadas baterias. As que equipam o Pulse e o Fastback, são de íon lítio (tecnologia usada nas baterias de celulares) e cabem debaixo do banco do motorista. A bateria de 12V tradicional, segue dentro do cofre do motor.

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Seu carro ficou submerso na enchente? Nem tudo pode estar perdido!

Este é um checklist básico, que pode te ajudar a salvar seu carro de uma Perda Total (PT). Pode ser feito por qualquer um, com poucas ferramentas e conhecimento básico sobre manutenção automotiva, mas não tendo a pretensão de exaurir o tema, com tantas nuances que daria assunto para um livro inteiro….

Vou partir do cenário que o carro estava parado, desligado e foi pego pelas águas, sendo submerso até o teto. Depois que a água baixar, siga estes passos, que podem salvar seu carro da PT.

A primeira coisa é desligar a bateria. Na maioria dos carros ela está no cofre do motor. Se você conseguir abrir o capô sem abrir a porta do carro, será o ideal. Com a chave de boca adequada, desligue o negativo e o positivo da bateria. Por segurança, tire ela do carro.

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Consumo em trechos urbanos é muito afetado pela velocidade média?

Um amigo está impressionado com o seu Toyota Yaris, cujo consumo médio, na cidade do Rio de Janeiro, está marcando abaixo dos 6 km/l de gasolina. Ele me ligou para saber se isto é normal.

Minha resposta foi: pode ser. Para saber se o Yaris está com consumo anormal, é preciso saber qual a velocidade média que o computador de bordo do Toyota registrou no período. O dono do Yaris me respondeu “quase 30 km/h”. Se de fato a velocidade média estiver neste patamar, o consumo do Yaris está EXTREMAMENTE alto. Como a maioria dos motoristas não presta muita atenção à esta informação, pedi que ele tire uma foto do painel, onde apareçam a velocidade e o consumo médios.

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Caixa de marchas de dupla embreagem, é uma preocupação para o proprietário?

Meu amigo A.S.C. está avaliando a compra de um VW com câmbio automatizado de dupla embreagem e está preocupado. Quanto à durabilidade, não há razão para preocupações, os câmbios de dupla embreagem adotados pela VW e pela AUDI são similares e bastante confiáveis (já avaliei um AUDI 1.4 A3 com este câmbio e gostei muito), além de rápidos nas trocas e bastante precisos.

Não apresentam os problemas que este tipo de câmbio apresentava em carros de passeio de outros fabricantes, como os da FORD, por exemplo (avaliei um Fiesta e um Focus com este tipo de câmbio nos EUA). Nos dois carros FORD que dirigi, o câmbio fazia bom papel em acelerações rápidas, com trocas de marcha muito rápidas e precisas, mas vacilava na condução normal, com “pé leve” no acelerador.

Também já publiquei aqui no BLOG um post explicativo de como estes câmbios funcionam, mas vou resumir aqui:

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Eletricidade, etanol, gasolina, diesel ou GNV?

Volto a falar mais uma vez sobre o custo do km rodado. Nas outras vezes o tema foi ETANOL x GASOLINA x DIESEL x GNV, mas com as variações e novidades elétricas, o espectro precisa ser ampliado. A dúvida está mais atual do que nunca, com cinco opções de energéticos.

Vou me basear mais uma vez em consumos de modelos do Jeep Renegade (motor flex T270 desta vez), monitorados por mim e proprietários conhecidos meus, não há, portanto, rigor científico na análise, apenas dados de referência para comparação. As médias são na sua maioria obtidas em uso urbano e em trechos eventuais de estradas. Aproveitei para fazer uma conta com o GNV (neste caso tendo como referência motores 1.8 da Fiat convertidos ao GNV). Já para o carro elétrico usei de referência o Nissan Leaf (400 km de autonomia com uma carga completa de bateria):

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Trocando as rodas do Hyundai Tucson.

O Cristiano comprou rodas aro 17¨para colocar no seu Tucson, que tem rodas originais de aro 16″, montadas com pneus 235 60 R16. Ele quer saber qual pneu de aro 17″ deve comprar para alterar o mínimo possível as características atuais do carro (velocímetro e odômetro, principalmente).

A tabela a seguir mostra os cálculos:

Explicando:

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A campanha na mídia a favor do uso do etanol é verdadeira?

A ÚNICA – União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia lançou recentemente uma campanha de incentivo ao uso de etanol nos veículos flex. Um amigo ouviu a campanha no rádio e me perguntou?

  1. O etanol faz o motor ficar mais potente?
  2. O custo do quilômetro rodado com o etanol é menor do que usando gasolina?
  3. O etanol gera menos resíduos no motor que a gasolina?
  4. O etanol causava enferrujem (oxidação) interna nos motores a álcool da década de 1980, agora isso não acontece mais nos motores flex que usam etanol?
  5. O consumo (em km/l) do etanol é 30% maior que o consumo de gasolina?

Vamos às respostas:

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