Óleo lubrificante é “virgem” ou reciclado?

Esta pergunta preocupa alguns motoristas conhecidos e resolvi publicar um POST aqui para esclarecer e não deixar que se enganem ao lidar com o assunto.

Primeiro vamos aos fundamentos:

  • os óleos lubrificantes de motores são hidrocarbonetos de cadeia longa (muitos carbonos) e na sua maioria são originados no refino de petróleo.
  • o óleo refinado se transforma em lubrificante ao receber aditivos químicos desenvolvidos pelos fabricantes.
  • depois de separada na torre de destilação da refinaria, a fração do petróleo que vai virar lubrificante, vai para o fabricante de óleo lubrificante, que incorpora seus aditivos, os quais dão as principais características de cada óleo.
  • depois de usados num motor, os óleos lubrificantes, devidamente recolhidos no posto de troca, poderão ser reciclados, já que boa parte das moléculas de hidrocarbonetos que compõe os lubrificantes permanecem inalteradas com o uso.

Em seguida aos fatos:

Continuar lendo

Gasolina FIT-UFC, cumpre o que promete?

Muitos leitores me perguntaram o que acho da gasolina FIT-UFC, produzida na refinaria de Manguinhos (REFIT) no Rio de Janeiro. Para quem mora no Rio de Janeiro e áreas próximas, os anúncios no rádio e outras mídias são recorrentes, com promessas de maior desempenho do motor, maior economia de combustível, menos emissões de poluentes e maior durabilidade do motor, efeitos benéficos da “gasolina aditivada de série”.

Respondo à pergunta do título com um sonoro NÃO SEI, mas enfatizo que tentei saber.

Naveguei pelo site da REFIT e pouco achei. Escrevi duas mensagens para o “fale conosco” da REFIT e não obtive resposta. Perguntei por duas vezes à REFIT quais testes tinham sido realizados para dar respaldo às afirmações veiculadas (maior desempenho, maior economia, mais durabilidade do motor) e não obtive qualquer resposta.

Continuar lendo

Toyota Corolla LE 2021/22, automático CVT, gasolina.

Aluguei nos EUA este Corolla 2022 americano, na categoria dos compactos da locadora, esta não foi uma escolha minha, mas os Corollas eram as 2 únicas opções na categoria que reservei. O carro já estava com mais de 34 mil milhas rodadas, ou seja, estava com cerca de 55 mil km rodados e, seu estado geral era bastante sólido (suspensão firme e motor/câmbio como funcionamento normal, sem ruídos anormais).

Fiquei impressionado pela simplicidade espartana deste Toyota. Também me surpreendeu a pouca altura do carro, que, pelo menos no Brasil, tem público certo na terceira idade (como diz minha mulher…”carro de idoso”, e o faz com propriedade, já que ambos passamos dos 60). O banco fica perto do solo e é difícil entrar e sair. O espaço interno, na frente e atrás é muito bom para a categoria. O porta-malas é bem espaçoso e tem fácil acesso.

Continuar lendo

IPVA 2023 no Rio de Janeiro. Atenção às datas de vencimento!

O site do DETRAN RJ publicou a tabela a seguir, com as datas de vencimento do IPVA 2023. Quem for pagar em cota única, terá desconto de 3%…, mesmo parecendo pouco, financeiramente vale a pena, se você tem todo o dinheiro disponível na data.

2023IPVA
Final de PlacaVencimentosVencimentos
0Cota Única ou 1ª parcela
23/jan
2ª parcela
23/fev
3ª parcela
27/mar
124/jan24/fev28/mar
225/jan27/fev29/mar
326/jan01/mar04/abr
427/jan02/mar04/abr
530/jan03/mar11/abr
631/jan06/mar12/abr
701/fev08/mar13/abr
802/fev09/mar14/abr
903/fev13/mar18/abr

Segundo o DETRAN-RJ, o IPVA relativo a veículos automotores terrestres deverá ser pago em cota única ou em 3 (três) parcelas mensais, por meio da Guia para Recolhimento de Débitos – GRD.

A GRD para pagamento do IPVA pode ser obtida através da Internet no link Emissão da GRD e na página do Banco Bradesco S.A. no caminho: www.bradesco.com.br → Produtos e Serviços → Mais Produtos e Serviços → Pagamentos → na lista ‘Tributos’ clicar em “DETRAN RJ – GRD, DUDA, GRM e GRT” e depois em “Gerar Boleto”.

Na data de hoje o seguro DPVAT ainda não tinha sido definido pelo órgão responsável. Nos últimos anos, a decisão do Governo Federal foi de que o saldo disponível em fundo na Seguradora Líder não requeria novas contribuições. Vamos aguardar …

Mas ainda não é tudo…ainda há o licenciamento anual e sua taxa correspondente (diferente do IPVA). No site do DETRAN-RJ ainda não há referências para 2023, mas abaixo seguem as orientações de 2022.

Continuar lendo

Peugeot 2008 Allure, ano 2022/2022, automático de 6 marchas, 1.6 flex.

O SUV de entrada da marca francesa decepciona ao abrir a porta. A versão que dirigi parece não estar mais disponível para 2023, pois esta não contava com painel central com multi-midia, não contava com nenhum comando no volante, não contava com regulagem de posição do volante, não contava com banco traseiro bipartido. Ufa…faltava muita coisa, para um carro que na versão 2023 custa a partir de 103 mil reais!

Entretanto, nem tudo é decepção no 2008, o câmbio automático de seis marchas tem trocas manuais na alavanca e indicador de marchas no painel, mesmo dirigindo em Drive. O volante é bem pequeno, é baixo com relação ao painel e tem boa empunhadura, permitindo direção bastante direta.

O espaço interno é bom, o porta-malas é espaçoso e o carro, com mais de 22 mil km rodados, ainda apresentava suspensão firme e rodar silencioso. Os comandos ao redor do volante são estranhos, mas deve ser uma questão de tempo para se habituar com eles.

Continuar lendo

Renegade Longitude 2020 1.8 Flex, automático, chega aos 25.000 km.

O Renegade que uso sob aluguel de longo prazo (42 meses) chegou aos 25 mil km sem maiores surpresas e aos 30 meses de uso.

A maioria das qualidades que poderiam se deteriorar com o uso está preservada (robustez da suspensão, baixo nível de ruídos de carroceria, suspensão e acabamentos, boa qualidade do sistema multi-mídia, entre outras).

Alguns pontos já demonstram desgaste, como a aparência da pintura (não dei qualquer tratamento na pintura, além do carro ser lavado semanalmente, apenas com água e pano de malha de algodão). O perolizado da pintura já não brilha como novo. Os acabamentos de material polimérico preto que emolduram as janelas das portas já apresentam deformações, denotando influência dos raios UV (o carro é guardado em garagem). O mesmo acontece nas longarinas do teto.

Na parte mecânica o consumo de combustível baixou (nos últimos 2 mil km, rodando a gasolina e fazendo média de 26,7 km/h o Renegade marcou média no computador de 9,1 km/l, o que é bastante razoável para o peso e formato do carro e considerando que a maioria deste percurso foi feito dentro da cidade do Rio de Janeiro).

É interessante observar a influência da velocidade média no consumo, numa amostragem mais longa, de 4.500 km, com média de 24,9 km/h, o consumo médio cai para 8,6 km/litro. Neste caso, o sistema start-stop mostra a sua eficiência, pois esperava um aumento de consumo mais significativo.

Continuar lendo

Motores a hidrogênio podem ser uma realidade hoje em nossos carros?

Um leitor viu um vídeo na Internet que oferece um kit para converter motores que usam gasolina para passar a usar hidrogênio (anunciado como motor a água!).

Neste caso, a resposta (da pergunta título) ao meu leitor é : DEFINITIVAMENTE NÃO !!!

O anunciante da proeza, que vende o kit de conversão, é um estelionatário tecnológico. Explico:

Continuar lendo

Alugar ou comprar um carro 0km?

Já publiquei três posts específicos aqui sobre o tema (2mar20, 18mar20 e 27jul20). Como informado, aluguei um Renegade Longitude o qual recebi em Fev20, ou seja, minha experiência com o assunto é de um contrato único, que já dura por dois anos e meio (ainda faltam 12 meses para terminar o contrato).

Ontem um conhecido me perguntou se ainda vale a pena alugar, e a resposta para ele foi a mesma que publiquei no primeiro POST…depende! E depende de muitas coisas:

Vou destacar algumas:

Continuar lendo

Carros elétricos são ambientalmente mais corretos?

Esta é uma questão recorrente e que requer uma análise profunda. Não há resposta única ou pronta para qualquer cenário. As abordagens superficiais tendem a focar em alguns poucos aspectos e concluir, de forma imprecisa, por uma vertente ou outra, ao gosto (e interesse) do autor.

Para o observador atento e isento, cabe lembrar que para avaliar a “pegada ambiental” de um carro, há que se pensar em muito mais aspectos do que emissões de gases e impactos da fabricação (os pontos mais abordados). Num pano rápido, eu citaria:

Continuar lendo