Mitos e verdades da Internet (7) – Não esquente…

Seguindo a série de POSTS em que comento os mitos da Internet, o sétimo mito é:

  • “Veículos mais novos, que têm injeção eletrônica, não precisam ser aquecidos antes de entrar em movimento. O sistema programa a lubrificação e a mistura ar/combustível. Além disso, a maior eficiência da bomba de óleo e de gasolina proporcionam o desempenho adequado mesmo com o motor frio.”

Quanta bobagem! Nenhum sistema dos carros modernos e comuns à venda “programa a lubrificação” do motor. Os sistemas monitoram a Continuar lendo

Mitos e verdades da Internet (6) – Última acelerada…

Seguindo a sequência de POSTS sobre os mitos, o sexto é:

  • “Motoristas que têm o hábito de dar uma última acelerada antes de desligar o carro não sabem que isso só serve para desperdiçar gasolina e aumentar as chances de danificar o motor. Isso porque o combustível não queimado irá “lavar” o óleo das paredes do cilindro do motor. Quando ligar o carro novamente, anéis e pistão vão funcionar, por alguns instantes, sem lubrificação e desgastar mais rápido.”

Um exagero! Dar a última acelerada é desnecessário, mas não danificará o motor, pois, nos carros com injeção a gasolina injetada será queimada. Nos carros carburados a última acelerada realmente ia levar combustível não queimado para dentro dos cilindros, hábito comum nos donos de carros e motos equipados com motores de dois tempos (antigos carros da DKW/Vemag, além de motos da Yamaha e Suzuki, por exemplo), pois seus motores eram lubrificados pelo óleo misturado ao combustível.

Mitos e verdades da Internet (5) – Fazer o carro pegar no tranco…

Seguindo a série de POSTS sobre os mitos da Internet, o quinto mito é:

  • “Empurrar o carro para fazê-lo pegar deve ser evitado em carros com injeção eletrônica, pois, se a bateria estiver arriada, a central eletrônica não funcionará com menos de 8 volts. Nesse caso, mesmo que o motor funcione, há ainda o risco da correia dentada não suportar o tranco e “pular alguns dentes”, quebrando a harmonia de funcionamento do motor e criando o sério risco de empenar as válvulas. Nesse caso, o prejuízo é grande, pois o motor terá que ser aberto em sua parte superior. Outro problema decorrente deste hábito é que o combustível não queimado que descer pelo coletor de escape pode danificar de forma irreversível o catalisador. Por fim, se for fazer a famosa “chupeta” (ligar uma bateria em bom estado na descarregada), tome cuidado para não inverter os polos. Isso poderia queimar a central eletrônica…”

Nossa! Que pérola! Empurrar o carro e fazê-lo pegar não estraga nada no carro, desde que essa operação não seja feita sempre.

Se a bateria estiver em curto, o sistema realmente não funcionará. Se na “chupeta” os polos forem invertidos, é possível que componentes se queimem. Os resto é FALSO ou incrivelmente exagerado!

No caso de fazer uma “chupeta” tome cuidado para que o cabo ligado no positivo da bateria não encoste em partes metálicas da carroceria e do motor, pois haverá curto-circuito (eles estão “aterrados” ao negativo da bateria).

Mitos e verdades da Internet (4) – Economizando com a banguela?

Seguindo a série de POSTS, o quarto mito é:

  • “Na ânsia por economizar, alguns motoristas deixam o carro em ponto morto nas descidas. Nos veículos que têm injeção eletrônica, essa prática aumenta o consumo, além de sobrecarregar o sistema de freios, que não poderá contar com o freio motor para auxiliá-lo.”

Este é verdadeiro! Além de ser uma prática perigosa. Num carro com injeção, descendo engatado uma ladeira, o sistema interpreta a situação e corta o combustível, mantendo o motor ligado e impulsionado pela transmissão. Se o carro estivesse em ponto-morto, seria necessário queimar combustível para manter o motor funcionando em marcha lenta e acionando os dispositivos “pendurados” no motor (arrefecimento, alternador, ar condicionado, etc).

Mitos e verdades da Internet (3) – Passando no quebra-molas

Seguindo a sequência de POSTS, o terceiro mito é:

  • “Outro mau hábito é o de passar em uma lombada transversalmente (cada roda de uma vez). Essa prática pode danificar as buchas da suspensão, amortecedores e rolamentos. Além disso, provoca maior torção da carroceria, o que pode empenar o monobloco.”

Este é MITO. Não há estudo sério que comprove a melhor maneira de “atacar” um quebra-molas. Se houver um estudo para um carro, não valerá para os demais, pois cada um tem um tipo de suspensão, pneus diferentes, carrocerias / estrutura diferentes, ou seja, é puro “achismo” afirmar que é melhor abordar o quebra molas de frente.

Dizer que pode empenar o monobloco chega a parecer piada! Eu costumo abordar em diagonal. Preferência pessoal.

Mitos e verdades da Internet (2) – Mão na alavanca

Seguindo a série iniciada no POST anterior, a segunda situação descrita é:

  • “Dirigir com a mão pesando sobre a alavanca de marchas força o trambulador (peça fundamental na ligação entre o câmbio e as engrenagens da transmissão) e seus terminais, que podem desgastar-se excessivamente.”

Esta também é uma atitude imprópria, mas com resultados nocivos que levarão mais tempo para aparecer, se comparado ao “pé apoiado na embreagem”. A prática deve ser evitada, pois o peso da mão sobre a alavanca de marchas sobrecarrega de fato os componentes do trambulador, que não foram dimensionados para tal.

Mitos e verdades da Internet (1) – Manter o pé na embreagem

Meu amigo Roberto me mandou um arquivo pps que está rolando na Internet, com alguns mitos e algumas verdades sobre o uso correto do carro. Vou fazer um post para cada situação descrita, repetindo o texto publicado.

  • “…deixam o pé apoiado sobre o pedal da embreagem quando dirigem. É um dos vícios mais comuns e difícil de ser superado….  O pé constantemente apoiado sobre o pedal acelera o desgaste do disco, molas e rolamentos…”

Esta é a mais pura verdade. Deixar o pé apoiado no pedal prejudica o colar de embreagem, o disco e o platô.

Alargador de bitola – Defender 90

Um amigo proprietário de um Defender 90 está analisando a possibilidade de trocar as rodas de seu Land e vai precisar usar alargadores/adaptadores. Ele me perguntou se isso afeta a vida útil dos componentes de suspensão e transmissão. A resposta é SIM !

Em muitos sites na Internet, fabricantes e revendedores fora do Brasil, oferecem alargadores de bitola e adaptadores de furação para Land Rovers (e outras marcas). Todos vão funcionar, mas reduzirão a vida útil de componentes. Quanto? Impossível prever, pois dependerá de como o carro será usado, o quanto e como já foi usado, etc. A única certeza é que a vida útil será diminuída.

Vale lembrar que se um Defender londrino, de uso urbano, fizer este “alargamento” de bitola, provavelmente a redução de vida útil não será percebida, pois os esforços serão pequenos ao rodar em asfalto sempre liso. Não é o tipo de cenário que o Defender do meu amigo encontra nas ruas do Rio, com buracos dignos de trilhas offroad.

Tecnicamente falando, sugiro evitar o uso dos alargadores.

Óleo do motor do VW Gol G5

O leitor Farlen voltou à questão relacionada ao óleo do motor do Gol G5. Já dei respostas a outros leitores aqui no BLOG sobre o assunto, mas detalho esta para o caso dele.

Ele comprou o Gol usado (2009) que veio com óleo 15W40 e ele quer saber se deve substituir pelo recomendado no manual, que é o 5W40. Minha resposta:

O óleo recomendado pela VW do Brasil é o SAE 5w40, mas a própria VW coloca como alternativas óleos SAE 0W30, SAE 5W30 e SAE 10W40, ou seja, o óleo 15W40 está fora da faixa recomendada e deve ser substituído o mais breve possível. O filtro de óleo deve ser trocado junto com o óleo.

Renault Duster Outdoor, 1.6, 5M, Outdoor, 2015

Dirigi por dois dias o interessante Renault Duster, modelo Outdoor, com motor flex 1.6 16V, com câmbio de 5 marchas manual, na sua versão 2015.

Ele me lembrou muito o Sandero Stepway 2011 que já avaliei neste BLOG e no blog antigo (www.carrosemduvida.blogspot.com). Herda dele as muitas qualidades e os poucos defeitos.

O motor 1.6. rodando a álcool, leva fácil o SUV, mas só andei sozinho e com pouca bagagem. Com carro cheio, o pouco torque deve deixar o corpão do Duster mais lento que o Sandero, que é menor e mais leve. Já a suspensão é idêntica à do Stepway, muito competente ao lidar com os buracos e Continuar lendo