Caminhões diesel e Arla 32

O desenvolvimento do mercado do Arla 32, agente líquido redutor de emissões de óxidos de nitrogênio (NOx), foi tema de workshop no Rio na última semana.

Os participantes do evento tiveram o propósito de consolidar o uso do produto, que é obrigatório para veículos movidos a óleo diesel produzidos com a tecnologia do Sistema de Redução Catalítica Seletiva (SCR). As emissões de gases poluentes de um caminhão adulterado para não usar Arla 32 equivalem às emissões de, aproximadamente, cinco caminhões não adulterados.

O Arla 32 atua nos catalisadores do sistema de escapamento dos motores, permitindo a redução da emissão de NOx. Em reação com os gases de escape dos veículos, o Arla 32 transforma NOx em vapor d’água e nitrogênio, gases inofensivos para a saúde humana. Seu uso é regulamentado pela Resolução 214, emitida pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) em 28/09/2009.

O Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes) confirma que testes realizados comprovam o aumento das emissões em quase cinco vezes com o uso de emuladores (conhecidos como “chips”), que permitem burlar o uso do Arla 32. Esta prática pode gerar multa para usuários e suspensão das atividades para quem comercializa o emulador.

O diretor da Associação dos Fabricantes de Equipamentos para Controle de Emissões Veiculares da América Latina (Affevas), Elcio Luiz Farah, manifestou preocupação com o avanço dos casos de adulteração de veículos para burlar o uso do produto.

Farah afirmou que o uso de chip que permitem burlar o uso do Arla 32 equivale a uma regressão de 20 anos em termos ambientais. Segundo ele, as emissões de NOx de um caminhão Euro V adulterado para não usar o Arla 32 equivalem às emissões de 4,5 caminhões não adulterados.