Tração 4×4 é sempre para o offroad?

Um programa de TV na semana passada tratou do assunto e trouxe dúvidas aos leitores. Já tratei deste tema aqui no BLOG mas não custa fazer uma revisada rápida…

Tração nas 4 rodas quer dizer que o veículo recebe, no eixo dianteiro e no traseiro traseiro, a força do motor (no jargão popular).

Um 4×4 como eram os Jeeps Wyllis/Ford, fabricados aqui no Brasil até a década de 1980, havia uma diferencial traseiro, um diferencial dianteiro e uma caixa de transferência, acionada manualmente por alavanca no assoalho do Jeep, onde se podia escolher, tração traseira, tração 4×4 e tração 4×4 reduzida. O saudoso jipe da ENGESA, também fabricado no Brasil, tinha o mesmo esquema, mas a caixa de transferência não tinha reduzida, as opções eram: tração traseira e tração 4×4.

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Seu carro está na garantia de fábrica? Enguiçou em um lugar remoto? Preste atenção à esta dica…

Se seu carro está na garantia de fábrica e você teve uma avaria ou defeito num lugar remoto, onde não haja uma concessionária, e você precisou fazer o reparo num mecânico não autorizado, que cuidados tomar?

Para que a peça substituida em emergência seja trocada pela original quando você puder chegar à uma concessionária, é fundamental que você guarde a peça defeituosa, caso contrário a concessionária não fará a substituição.

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Datas limite de pagamento do IPVA no RJ em 2021

Esta é a tabela com as datas, retirada do site do DETRAN-RJ

Finais de
Placa
Pagamento integral
ou Vencimento
1ª parcela
Vencimento
2ª parcela
Vencimento
3ª parcela
021/jan22/fev24/mar
122/jan23/fev25/mar
225/jan24/fev26/mar
326/jan25/fev29/mar
427/jan26/fev30/mar
528/jan01/mar05/abr
629/jan02/mar06/abr
701/fev03/mar07/abr
802/fev04/mar08/abr
903/fev05/mar09/abr
https://banco.bradesco/html/classic/produtos-servicos/mais-produtos-servicos/pagamentos.shtm

Vale lembrar, em 2021 o DPVAT não será cobrado da maioria dos veículos (particulares), pois a Seguradora Líder acumulou recursos capazes de sustentar a iniciativa sem novas cobranças este ano. Alívio no bolso…

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Combustível líquido “limpo” para salvar os motores a combustão…esta imprensa “especializada”…

Ontem o site automotivo AUTO ESPORTE, vinculado ao jornal “O GLOBO”, deu mais uma bola fora, do ponto de vista técnico. O título da matéria, publicada na sua aba MOBILIDADE, “Salvação dos carros a combustão? Porsche quer fabricar gasolina que não precisa de petróleo”.

A matéria conta que a Porsche fez uma parceria com uma empresa do Chile para produzir combustível líquido a partir de CO2 da atmosfera e hidrogênio retirado da água. O autor do artigo diz que a idéia é produzir um combustível que não seja dependente do petróleo e, portanto, menos poluente.

Para garantir a energia para o processo, serão usados aerogeradores, segundo o autor, a região onde a fabrica produzirá o combustível é bem atendida em intensidade de ventos.

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Os diferentes pára-choques e os ângulos de entrada (ou de ataque) do Jeep Renegade.

Um leitor observou que os Jeeps Renegade, quando lançados, tinham dois formatos de pára-choques dianteiros, os modelos 4×2 incorporavam um spoiler na parte inferior, já os modelos 4×4 “mansos” também adotavam o spoiler, apenas na versão “casca-grossa” Trail-Hawk não havia este spoiler. Com o tempo, as versões 4×4 em geral perderam o spoiler e atualmente todas as versões têm pára-choques sem spoilers. O leitor quer saber a razão.

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Acelerador travado em carro automático, voltando ao tema…

Em 2014, meu leitor Ãngelo levantou o tema, depois de ver uma reportagem na TV. Com cada vez mais carros automáticos sendo vendidos no Brasil, o tema foi assunto de dois novos leitores.

Atualizo o post…

O Ângelo, em 2014, estranhou as orientações da reportagem e resolveu saber o que eu acho sobre o caso.

Esta situação é mais comum do que parece. Pessoas habituadas aos carros manuais, ao dirigir automáticos, se confundem com os pedais e pisam no acelerador como se fosse o freio. Como a força necessária ao freio é muito maior que a usada no acelerador, o pedal afunda até o chão e por vezes fica preso no tapete, disparando o carro, que está engrenado (em Drive).

Casos notórios no Rio, como o do carro que saiu de dentro de uma garagem, atravessou todas as pistas e calçadas da avenida e só parou nas areias da praia do Leblon, e o do carro que ficou pendurado na altura do quinto andar na Avenida Rui Barbosa, foram parar nos jornais.

Voltando à dúvida dos leitores, recomendo que num caso destes, a primeira coisa a fazer é manter a calma e desligar a chave do carro, pois aí se corta a alimentação do motor e o carro vai parar em poucos metros.

É verdade que neste caso a assistência hidráulica da direção deixa de funcionar, deixando-a muito pesada e difícil de manobrar, e há que cuidar para que a posição da chave não acione a tranca da direção, mas ainda assim é a opção mais rápida e segura de sair da situação de risco.

Tentar colocar a alavanca do câmbio no neutro é outra opção, mas requer perícia, ela pode não funcionar (o motor estará em alto giro) e há a hipótese de se engatar uma outra marcha, como a ré, agravando a situação. Lembre que este será um momento de tensão e risco.

Há anos vi um manobrista destruir um raro Santana automático ao retirá-lo de uma garagenm subterrânea de um restaurante paulista. Ele pisou fundo para subir a ladeira (à moda dos manobristas), o acelerador travou e ele cruzou a rua, colidindo com um carro estacionado, o carro batia e voltava, por mais duas ou três vezes e aí ele engatou a ré e desceu a ladeira em disparada, destruindo o Santana na primeira coluna da garagem. Felizmente ninguém se machucou.

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Comprar um SUV 0 km, na casa dos R$ 80 mil.

Meu amigo JR quer comprar um SUV (ou crossover), 0 km, na casa dos 80 mil reais (baixos). Ele não é PCD, nem tem CNPJ, ou seja, pagará o preço de mercado. Ele precisa de um carro com razoável espaço interno, bom porta-malas, econômico e, de preferência, automático.

Missão quase impossível, com este limite, as opções não são muitas. Vamos a elas, em ordem alfabética, com avaliações qualitativas:

Chery Tiggo5 1.5 automático – ano/modelo: 19/20, preço: 83 mil reais, rede de concessionárias: pequena, valor de revenda: incerto, prestígio: em ascenção, espaço: razoável, acabamento: razoável, atualização tecnológica mecânica: obsoleto, nível de acessórios: alto, segurança: mediana, economia de combustível: ruim.

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Etanol ou gasolina, o que é mais econômico usar?

Já publiquei aqui no BLOG uma teste de longa duração, feito com o Fiat 500 (Sport MultiAir Flex Auto) da minha esposa, rodando longos períodos apenas com um combustível (etanol ou gasolina comum) para avaliar o consumo e o custo do quilômetro rodado. Naquele post ensinei como realizar o mesmo teste e os respectivos cálculos para você fazer no seu carro e no percurso que costuma trafegar.

Desde que comecei a usar o meu Renegade 2020 (Longitude Flex Auto) repeti o teste, em blocos de aproximadamente 1100 quilômetros cada, anotando todos os abastecimentos e usando a referência de preços do posto que quase sempre abasteço.

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Trocar o iX-35 por outro crossover, bem equipado.

Meu amigo MM decidiu trocar seu Hyundai iX-35. Diferente da maioria dos proprietários do iX-35 que conheço, o MM experimentou o que há de pior no carro, que concentrou muitos defeitos de fábrica, reparados em garantia (de 5 anos), mas que fizeram com que ele ficasse sem carro muitas vezes e perdesse a confiança (ou a paciência) na marca.

Como tem dois filhos (crianças que não usam mais carrinho) o generoso espaço do iX-35 não é mais necessário. MM está focado no HR-V da Honda (a versão com o motor 1.5 turbo) e no T-Cross da VW (o 1.4 turbo). Ambos são ótimas escolhas, mas sugiro que ele também dê uma avaliada no Ford Territory (1.5 turbo), no Audi Q3 (1.4 turbo) e no Chevrolet Tracker (1.2 turbo).

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O que são os motores de bloco grande e de bloco pequeno?

Quem anda assistindo os programas americanos de corridas de arrancada (no quarto de milha) e os programas de restauração de carros clássicos, toda hora está ouvindo as expressões BLOCO GRANDE e BLOCO PEQUENO, mas afinal o que é isso?

Podemos fazer uma divisão clássica, onde bloco grande e bloco pequeno são categorias informais dos motores V8, com comando de válvulas por haste e balancim (pushrod).

Embora normalmente (e obviamente) os motores de bloco grande sejam Continuar lendo