Melhor um motor flex ou um a gasolina?

Enquanto abastecia meu Jeep Compass, Dona Lygia me perguntou: “este seu carro é flex?”

Respondi de pronto: “Não, felizmente este é só a gasolina”. Ela estranhou e rebateu, “flex não é melhor?”. Respondi, “depende”. Passo a reproduzir aqui a resposta que dei para ela.

Do ponto de vista de mercado, o motor ser flex é melhor, pois há maior aceitação na hora da revenda.

Do ponto de vista econômico, se o carro roda predominantemente no estado de São Paulo, também, pois o preço do etanol é bem mais baixo que no Rio de Janeiro, por exemplo.

Do ponto de vista da segurança de abastecimento, há menos chance de um carro flex ficar sem combustível por conta de uma rara crise de abastecimento, já que ele poderá rodar com gasolina ou etanol.

Entretanto, do ponto de vista do motor, o flex é uma solução de largo espectro, que precisa ser capaz de se ajustar a qualquer condição de combustível, desde a mistura de gasolina e etanol (80 e 20 porcento, respectivamente) até queimar 100% etanol. Esta conveniente característica faz com que o motor não seja otimizado (taxa de compressão, mapeamento, etc) para nenhum dos dois combustíveis. Neste ponto de vista, prefiro os motores que não são flex, sejam eles a gasolina ou etanol.

Do ponto de vista ecológico, prefiro um motor a etanol, mas hoje é difícil comprar um carro brasileiro que só queime álcool.

Não vou aprofundar, pois este já foi tema de outros posts, neste BLOG e no meu blog antigo.