Consumo elevado e banguela, questões recorrentes….

Na semana passada, num almoço entre amigos, surgiu um tema recorrente, o uso da banguela para economizar combustível. Para quem não sabe, banguela é a prática perigosa de colocar o carro em porto morto (neutro) para descer um longo trecho, na expectativa de que o motor economize combustível.

A todos os leitores que fazem ou pensam em fazer isto, recomendo: NÃO façam isto! Esta é uma prática perigosa, além de não surtir o efeito pretendido. Pelo contrário, gasta mais que se o uso for correto.

O carro em questão é um Picasso, 2014, com motor 1.6, com Continuar lendo

Motores de três cilindros são uma tendência?

O leitor José Renato me perguntou:

“Noto uma tendência para adoção de motores 3 cilindros. Estou enganado?
Há algum problema de equilibrar a árvore de manivelas neste tipo de motor? Qual seria a ordem de ignição?”
JR, os motores de três cilindros são mesmo uma tendência, eles tem menos peças, são mais leves e mais eficientes do ponto de vista energético (se comparado com os de quatro cilindros de mesmo volume e mesma atualização tecnológica).
Muitos fabricantes estão adotando estes motores, principalmente por questões econômicas, mas enfrentam a desconfiança do mercado brasileiro, que se habituou com os motores de 4, 5, 6 e 8 (ou mais) cilindros.

Não há nenhuma barreira técnica para balancear estes motores. A ordem de ignição deve ser a 1-3-2.

Chrysler Stratus com luz de óleo acendendo…

Um leitor escreveu:

“…tenho um Chrysler Stratus 2.5 V6, o mesmo começou a acender a luz de óleo na marcha lenta, mas somente depois de quente. então mandei no mecânico que tirou o cárter, fez limpeza, trocou o óleo e mesmo assim a luz continua acendendo quando o carro esta quente e em marcha lenta, então trocamos a bomba de óleo, e o defeito continua. o que fazer?”

Se você já trocou a bomba de óleo e o óleo dentro das especificações do fabricante, a continuidade da Continuar lendo

Kia Rio, sedã, 1.6, 4 cilindros, 6 marchas, automático.

O Kia Rio não é vendido no Brasil. Ele é um sedã pequeno, do porte do Ford Fiesta. Tem motor 1.6 com injeção direta e quatro cilindros, com câmbio de seis marchas, automático.

O espaço interno é grande para o tamanho do carro e o porta-malas é espaçoso. O acabamento é bom, mas os materiais tem aparência pobre, no nível do Renault Logan. O som é de boa qualidade, mas sem multi-mídia. O painel é completo e tem desenho agradável.

A direção assistida é leve. O câmbio é preciso, mas o conjunto Continuar lendo

Sedãs brasileiros de entrada. Qual comprar?

Esta foi a pergunta feita por alguns leitores. A resposta é difícil, pois as opções são muitas.

Os valores aqui apresentados são os encontrados num site de vendas (www.webmotors.com.br).

O Chevrolet Classic mostra o peso da idade (projeto do início da década de 90), com muitos carros 2014/2015 à venda em lojas de vários estados. Os preços vão de Continuar lendo

Toyota Prius, comprar ou não comprar? Eis a questão…

Depois de dirigir o Toyota Prius (veja o POST anterior) num test-drive, e ter gostado, finalizei o texto dizendo que não compraria o carro. Aqui explico as razões.

Para começar é bom informar que o Prius está sendo vendido no Rio de Janeiro por R$ 107 mil. A Toyota declara que ele faz 15,7 km/l na cidade e 14,3 km/l na cidade. Deste ponto analiso:

Se estou buscando um hatch bem acabado e com Continuar lendo

Ignorando as Leis da Física…

Não é de hoje que locutores de TV tentam ignorar as Leis básicas da cinemática, coisa que incomoda muita gente, inclusive a mim. Vários comentários já foram feitos, mas parece que as aulas de Física não fizeram parte dos currículos escolares do time da Rede Globo que transmite a Formula 1.

Hoje, durante a corrida, quando Massa estava logo à frente de Bottas, seu companheiro de equipe, o locutor disparou a pérola: nas curvas Bottas se aproxima, nas retas Massa abre bastante…”.

Quem acompanha as transmissões na Formula 1 na Globo já ouviu comentários iguais a este, quase sempre errados, que bem se diga…

É fácil (para todos, menos para eles) entender, nas curvas os carros andam mais devagar que nas retas, ou seja, no mesmo espaço de tempo, andam distâncias menores (ficam, portanto, mais próximos). Quando chegam às retas, as velocidades aumentam, percorrendo maiores distâncias nos mesmos espaços de tempo (ficam mais afastados).

Este efeito “sanfona” na distância entre os carros é ainda ajudado pelo início das acelerações depois das curvas e pelas frenagens antes delas, mas parece que estes FATOS são ignorados pelo time de transmissão e o locutor dispara a besteira, a qual é invariavelmente endossada pelos comentaristas.

Para eles faço questão de lembrar o básico: velocidade é a razão entre o espaço percorrido e o tempo para percorrê-lo.

IGNORAR este fato é uma lástima….

Opala 2500, 4 cilindros, 4 marchas, 2 portas, 1978.

Este post é para os leitores que gostam de carros antigos, como o pessoal do Veteran Car, do Celta Clube do RJ, do Opala Clube do RJ, assim como muitos outros espalhados pelo Rio e outros estados do Brasil.

Já tinha publicado um post quando ano passado eu e o meu filho acabamos de reformar o nosso Opala 1978. O carro que tivemos a sorte de encontrar, estava com a carroceria bem íntegra e a mecânica pouco rodada, mas parado há anos…o que requereu muito trabalho para deixá-lo “nos trinques” novamente.

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Alguns leitores cobraram uma avaliação da dinâmica “da maconha” (apelido dos velinhos no Celta Clube). Pago neste post a dívida com eles.

O volante de madeira de menor diâmetro, os pneus radiais bem mais largos (em rodas de 17″) não ajudam na Continuar lendo

Os carros, os vinhos, os preços e a ditadura dos especialistas (atualizado).

Publiquei este  POST em 2011 (no BLOG antigo) e há vários comentários sobre ele até hoje. Resolvi republicá-lo atualizado.

Em 1970 um conhecido meu, o Azevedo, voltou ao Brasil, vindo de missão diplomática na Alemanha. Trouxe de lá uma Mercedes 220, bege, linda. Numa época de taxas de câmbio e impostos de importação absurdos, importar uma Mercedes sem impostos era uma forma de fazer um “pé de meia” ao vender o carro aqui.

A estratégia do Azevedo falhou no modelo, um 220. O mercado pedia os maiores, de 280 pra cima. Um 220 era visto como um “táxi da Europa” e não agradava os endinheirados daqui que, mesmo naquela época, já eram habituées por lá.

O carro encalhou e o Azevedo resolveu ficar com ele. Os amigos de Azevedo, todos da classe média, se assustaram, afinal, manter um carro daqueles aqui era tarefa para os ricos.

Aos poucos ele (e nós, os amigos) descobriu que o carro era barato de manter, pois não dava manutenção, não precisava Continuar lendo