Visitando o Salão do Automóvel 2014

Para quem ainda não foi e pretende ir, seguem algumas dicas:

– chegue cedo (os portões abrem às 13 horas), o Salão estava lotado neste sábado;

– se houver disponibilidade, vá nos dias de semana;

– se chegar cedo, vá direto ao fundo, e venha voltando em zig-zag.

– sorvetes e sanduíches esgotaram antes das 17 horas neste sábado!

– beba muita água, o calor hoje estava insuportável dentro do Anhembi.

– compre os ingressos com antecedência, na internet ou pontos de venda.

Aproveite para ver  (entre muitos outros, que depois mostro em outro post):

DSCN0588[1]DSCN0577[1]

DSCN0811[1]DSCN0801[1]DSCN0664[1]DSCN0704[1]DSCN0757[1] DSCN0611[1]DSCN0654[1]DSCN0689[1]

Jeep Compass 2014, 2.0, CVT chega aos 5.000 km

Já publiquei neste minhas primeiras impressões sobre o Jeep Compass 2014 e também fiz um comparativo, entre ele e o Suzuki Grand Vitara. Agora, completados 5.000 km rodados, está na hora de uma avaliação mais completa.

DSCN0167

O silêncio a bordo continua me agradando. O para-brisa adotado nesta versão 2014 isola surpreendentemente os ruídos externos e do motor.

O acabamento é ótimo, com materiais agradáveis, de boa qualidade e aparência agradável, montados com encaixes perfeitos. Pequenos detalhes cromados dão ar sofisticado ao interior. A iluminação nos porta-copos são um detalhe funcional e charmoso. O tecido dos bancos é agradável ao toque. A qualidade do som é ótima, com alto-falantes grandes de alta performance. O sistema tem DVD, mas não tem tela nesta versão, mas é possível comprar telas para o encosto dos bancos de cabeça dos dianteiros. A luz de teto do porta-malas é, na realidade, uma lanterna de LED destacável. É bastante prática e pode ajudar muito numa troca de pneus à noite.

O câmbio CVT surpreende, faz o carro pular no sinal, com uma relação muito curta e resposta rápida ao acelerador. Por outro lado, andando a 100 km/h o motor gira a apenas 2000 rpm (uma relação bastante longa e conveniente para rodar em estradas). As seis marchas pré-determinadas podem ser trocadas de forma manual e muito rapidamente. O casamento do motor e do câmbio são bastante bons, melhor que o conjunto do Cherokee 2012 que fiz um “test-drive” e tinha motor V6 e câmbio automático de quatro marchas.

Subindo uma serra, dá para rodar no automático, mas a opção de trocas manuais deixa a subida bem mais agradável.

A suspensão é dura, mas não é desconfortável. O carro faz curvas com mais desenvoltura que a maioria dos sedans à venda no Brasil. Nada de tombar a carroceria. O comportamento é bem mais interessante do que de outros SUVs e Crossovers disponíveis no mercado.

O desenho da carroceria é marcante e imponente, aparentando ser maior do realmente é. Tem um “que” de “Blade Runner”, com pára-lamas proeminentes e grandes folgas entre peças.

Rodas de 18″ pintadas de preto compõem bem o visual “durão”. O desenho da dianteira remete às frentes dos Cherokees (queridinhos do mercado brasileiro). A pintura perolizada é muito bem feita. O porta-malas é espaçoso e coberto por cortina horizontal. O acesso é fácil pela porta que se abre para cima. O estepe (de 17″) fica por baixo.

DSCN0172

O Compass ainda está sendo vendido no Brasil, na Europa e nos EUA, mas não será mais produzido em 2015. A chegada do pequeno Jeep Renegade desmobilizou a produção.

Pontos fortes:

– Relação custo-benefício, preço de revenda, acabamento, status, espaço interno, desempenho, silêncio a bordo, câmbio CVT.

Pontos fracos:

– o porta-copos duplo no final do console central invade a área dos pés dos passageiros do banco traseiro.

– a luz do porta-luvas é fraquíssima, é um sinalizador da porta USB e só ilumina mesmo na escuridão total.

– a porta USB é mal posicionada;

– as rodas 18” pintadas de preto não agradam a todos (as mulheres odeiam…).

– a aparência das maçanetas externas das portas traseiras (instaladas altura da coluna C) denotam baixa qualidade (espero que não o sejam).

– o sistema de reconhecimento de voz (que controla o som e a conexão do celular) é precário (eles deveriam aprender com a FIAT, empresa do mesmo grupo, que tem um sistema excelente instalado em seus simpáticos 500).

– computador de bordo com poucas funções.

Continuar lendo

Desenvolvimento do câmbio CVT

Um amigo me perguntou sobre o câmbio CVT (do inglês:Transmissão Continuamente Variável) e seu atual estágio de desenvolvimento e confiabilidade.

Respondi que tenho experiência própria com o câmbio CVT, já dirigi alguns carros e um dos meus carros atualmente é um Jeep Compass, com câmbio CVT (post neste BLOG).
Tenho ele há dois meses e posso dizer que estou satisfeito com o resultado. Já tinha dirigido outros carros com CVT (Honda Fit, Nissan Altima, Nissan Sentra, etc) e posso testemunhar que nenhum Continuar lendo

Mais um pouco sobre diferenciais…

O atento leitor Alexandre me deu o feedback ao ler o artigo sobre diferencial central (https://carrosemduvida.com/2014/09/18/caixa-de-transferencia-x-diferencial-central/).

Faltou dizer que o diferencial central faz o mesmo papel entre os eixos dianteiro e traseiro que qualquer diferencial faz entre as rodas esquerda e direita numa curva, permitindo que cada roda rode num raio de curva diferente e, portanto, numa velocidade diferente.

Agradeço o alerta do Alexandre, que facilita o entendimento do POST acima citado.

Suzuki Grand Vitara 2000, perda de potência.

O leitor Mauro me escreveu:

“Tenho uma Grand Vitara ano 2000, automática 2.0, está com 110.000 km, troquei a corrente de comando e ela perdeu a potencia e não consigo solucionar o problema! O que vc acha que eu devo fazer ?”

Mauro, se o único serviço feito foi trocar a corrente de comando, é provável que ela tenha sido montada numa posição errada, próxima da correta, mas fora do “timming” exato, o que faz o carro funcionar, mas não da sua melhor forma. Neste caso, você precisa voltar à Continuar lendo

Porsche Macan chega ao Brasil.

Uns poucos já podem ser vistos no Brasil, mas o sucesso deste novo SUV compacto da Porsche é inquestionável em Londres, é incrível a quantidade que já se pode ver, apesar do pouco tempo de lançamento.

A beleza é um forte fator, a marca outro, a praticidade do tamanho idem. E ainda deve ser ótimo de dirigir…

DSCN0228

DSCN0227

DSCN0226

Com 4,70 m de comprimento e menos de 1700 kg, o Macan é bem menor que sua irmã mais velha, a Cayenne. No Brasil os preços começam em R$ 399 mil (mais do que o dobro do que custa em Londres)! Prazer para poucos…

Caixa de transferência X diferencial central.

O Vitor me perguntou sobre as diferenças das trações 4×4 que adotam caixa de transferência e as que tem o diferencial central (ou intermediário).

A resposta é simples:

Os 4×4 que usam caixa de transferência rodam no asfalto em 4×2 Continuar lendo