Embreagem nos carros de câmbio manual. Usar bem evita despesas desnecessárias.

Em 2014 abordei o tema embreagem no post https://carrosemduvida.com/2014/12/10/mitos-e-verdades-da-internet-1-manter-o-pe-na-embreagem/ tratando de mitos que estavam sendo divulgados na Internet. No post confirmei que a prática de deixar o pé sobre o pedal da embreagem é nociva ao sistema e que deve ser evitada.

Desta vez venho alertar que, ainda mais nocivo para a embreagem, é “segurar” o carro numa ladeira usando o acelerador e a embreagem. Nestes casos, o carro fica parado na ladeira já que o motorista vai modulando os pedais do acelerador e da embreagem, fazendo com que o disco e o platô de embreagem deslizem e aqueçam de forma inadequada, causando danos às duas superfícies, com desgaste prematuro, e, consequentemente, despesas extras de manutenção.

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Jeep Renegade Longitude, T270, flex, automático, seis marchas, chega aos 20 mil km e dois anos de uso.

O Jeep chega aos dois anos de uso e foi para a revisão com uma lista de problemas. Como o carro é contratado por assinatura de 36 meses, entreguei a seguinte lista para a locadora:

Serviços necessários:

  • barulho de peça solta na coluna de direção, na altura do volante, requer verificação e reparo
  • barulho na suspensão dianteira, requer verificação e aperto
  • instabilidade do motor/câmbio em redução para baixas velocidades, quando usando etanol o problema se agrava
  • grande dificuldade de ligar o motor quando ele está frio, quando usando etanol o problema se agrava, mas também ocorre com gasolina (abasteço sempre em postos grandes, conhecidos e confiáveis, de todos sou cliente há anos
  • palhetas do limpador de para-brisa desgastadas, requerem substituição
  • alinhamento da direção
  • barulho na forração da porta do motorista, ao andar com o carro e encostar a perna na forração

O Renegade voltou sem que nenhum problema grave fosse resolvido. Verdade seja dita, a locadora Localiza Meoo optou (novamente) em mandar o carro para uma oficina parceira, um verdadeiro “fundo de quintal” onde não deixaria para a revisão nem minha bicicleta….

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FIAT ARGO, 2025 , DRIVE, MANUAL, 1.0 FLEX

Recebi o ARGO da locadora como carro reserva (contrato de assinatura), enquanto o Jeep Renegade estava na revisão de dois anos (programada e com vários problemas a serem corrigidos).

O ARGO ocupou o lugar do Palio, mas é bem maior, com bom espaço interno e conforto razoável, passou a se equiparar ao Sandero, da Renault, mas com materiais de acabamento de aparência superior. Para um modelo de entrada, alguns itens surpreendem, como a tela do sistema multimídia, a boa qualidade do som, a direção eletricamente assistida, o travamento automático das portas, replicadores de seta nos retrovisores, o computador de bordo com múltiplas funções e o volante com diversos controles. O espelhamento do celular é feito pelo cabo USB.

O sistema analógico de ar condicionado gela o interior do ARGO rapidamente, mesmo sem película nos vidros.

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Num carro automático, uso o pé esquerdo ou direito no freio?

Um dos influenciadores digitais da indústria automotiva, opinou num vídeo recente que devemos usar o pé direito no acelerador e o pé esquerdo no freio, quando estivermos dirigindo um carro automático (ou automatizado).

Disse ele “…afinal são dois pedais e dois pés, não é para usar o descanso que existe do lado esquerdo”.

DISCORDO DELE COMPLETAMENTE, e explico:

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Limpador no vidro traseiro, qual a razão de alguns modelos de carros não terem?

Numa conversa entre amigas, uma questionou a outra, por qual razão alguns carros não têm limpador no vidro traseiro e outros serem equipados com este “acessório”. A Fernanda, que é minha amiga e fez parte de conversa, me mandou a pergunta e respondo aqui, com razões econômicas e técnicas.

Por muitos anos, carros que precisavam de limpadores nos vidros traseiros não saiam de fábrica com este “acessório” por uma questão de economia. Em 1991 comprei um Uno Mille zero km, o carro mais barato do Brasil naquele ano, e o carrinho vermelho não tinha limpador no vidro traseiro (o vidro ficava opaco em estradas empoeiradas e em dias de chuva), era horrível dirigir nestas condições, não vendo nada para trás…

Mas há questões técnicas e práticas, os carros do tipo “hatch” (sem bunda, ou dois volumes) ao se deslocarem, formam na traseira um turbilhão de ar que arrasta poeira e água (na chuva) de volta para a carroceria do carro, ou seja, o turbilhão suja o vidro traseiro, daí a necessidade do limpador de “para-brisa” traseiro. Veja o diagrama na figura a seguir.


Já nos carros sedã (três volumes, ou com bunda) o ar escoa por cima do porta malas e o turbilhão é menor e mais longe do vidro traseiro, e por isto não acumula muita sujeira ao andar na chuva ou na poeira, e pode prescindir do limpador traseiro. Veja o diagrama a seguir.

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Jeep Renegade T270 Longitude, chega aos 20 mil km.

Conforme publiquei aqui no BLOG, em agosto/2023 recebi o Renegade (2023/2024) no meu segundo contrato de assinatura, desta vez com a Localiza MEOO (que incorporou a Unidas Livre).

Ao completar dois anos, o Jeep está com 20 mil km, e já apresenta algumas falhas, que espero sejam resolvidas na revisão programada. São elas:

. Barulho na suspensão dianteira (nada que um aperto não resolva);

. Engasgos em reduções de velocidade, principalmente usando etanol (o conjunto motor/câmbio fica indeciso e o Jeep sacoleja…);

. Limpadores de para-brisa ineficientes (aparentemente borrachas ressecadas);

. Barulho na coluna de direção, na região do volante (acompanhando as irregularidades do asfalto);

. Dificuldade de partida com motor frio, quando usando etanol;

. Barulho e folga nos trilhos dos bancos dianteiros e barulho no painel interno da porta do motorista.

Outros pontos negativos a apontar, mas que são características do carro:

. Central multimídia não “conversa” bem com meus telefones com sistema Android (Motorola e Samsung);

. GPS nativo, mesmo atualizado na revisão de Ago/24, segue impreciso e pouco eficiente, o que me leva a preferir navegar via APP do celular,

No mais, o Jeep segue sólido, andando muito bem, consumindo coerentemente (cerca de 8 km/l de etanol para média horária de 24km/h) e ainda não requereu completar o nível de óleo do motor.

Peso, cargas e desempenho.

Um dos posts mais visitados no meu BLOG antigo é o que trata de Peso em Ordem de Marcha e de Peso Bruto de um veículo (veja em http://carrosemduvida.blogspot.com.br).

O tema voltou a mim recentemente numa conversa com conhecidos. Prometi atualiza e repostar, falando sobre a influência do peso e da carga no desempenho de um carro. Esta é uma dúvida recorrente, e antecipo, a influência é grande.

O desempenho de um carro depende de muitos fatores, os principais são:

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Mais uma tecnologia de carro híbrido chega ao Brasil.

Em novembro de 2021 publiquei aqui no Carro Sem Dúvida um post explicando os tipos de híbrido que já funcionavam no Brasil. Relembrando…

O híbrido mais frequente é o “full hybrid”, que tem um motor a combustão que participa da tração do veículo (movimento) e também aciona um gerador que carrega as baterias de tração, estas (um grande conjunto) aciona um motor elétrico, capaz de movimentar sozinho o carro, quando as baterias estão carregadas. Os carros híbridos tecnicamente mais evoluídos são capazes de gerenciar a força dos dois motores (combustão e elétrico) para, em conjunto, otimizarem a performance ou a economia do carro. Nestes carros a energia das frenagens é convertida em carga elétrica para as baterias, otimizando a condução destes híbridos principalmente no trânsito urbano.

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Os carros, os vinhos, os preços e a ditadura dos especialistas (repostando, atualizado).

Publiquei este  POST em 2015 e há vários comentários sobre ele até hoje. Resolvi republicá-lo atualizado.

Em 1970 um conhecido meu, o Azevedo, voltou ao Brasil, vindo de missão diplomática na Alemanha. Trouxe de lá uma Mercedes 220, bege, linda. Numa época de taxas de câmbio e impostos de importação absurdos, importar uma Mercedes sem impostos era uma forma de fazer um “pé de meia” ao vender o carro aqui.

A estratégia do Azevedo falhou no modelo, era um 220. O mercado pedia os maiores, de 280 pra cima. Um 220 era visto como um “táxi da Europa” e não agradava os endinheirados daqui que, mesmo naquela época, já eram habituées por lá.

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Coeficiente aerodinâmico, o que é e como influencia na performance do seu carro?

Cx é o coeficiente de arrasto aerodinâmico e é determinado pelas formas da carroceria do carro. Descrição complicada? Mas é simples de entender…. (as figuras a seguir vão ajudar).

O Cx é medido por um número adimensional (não tem unidade de medida, como o centímetro ou o quilograma). Quanto menor este número, melhor o carro “rasga” o ar, o que permite que menos esforço do motor seja feito para o deslocamento do carro.

Já o arrasto aerodinâmico é a força de resistência que o ar impõe ao deslocamento de qualquer corpo na atmosfera.

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