Já que falamos em híbridos, vamos esclarecer sobre os principais tipos de carros híbridos que estão à venda no Brasil.

O híbrido mais frequente é o “full hybrid”, que tem um motor a combustão que participa da tração do veículo (movimento) e também aciona um gerador que carrega as baterias de tração, estas (um grande conjunto) aciona um motor elétrico, capaz de movimentar sozinho o carro, quando as baterias estão carregadas. Os tecnicamente mais evoluidos são capazes de gerenciar a força dos dois motores (combustão e elétrico) para, em conjunto, otimizarem a performance ou a economia do carro. Nestes carros a energia das frenagens é convertida em carga elétrica para as baterias, otimizando a condução destes híbridos principalmente no trânsito urbano.

Um passo adiante dos “full hybrid” está o “full hybrid plug-in”, que também tem um motor a combustão que participa da tração do veículo (movimento) e também aciona um gerador que carrega as baterias de tração, estas (também um grande conjunto) aciona um motor elétrico, capaz de movimentar sozinho o carro, quando as baterias estão carregadas, mas neste caso a carga pode ser dada na tomada, quando o carro está parado, aumentando a possibilidade de se rodar somente com eletricidade. Neste caso quase todos são capazes de gerenciar a força dos dois motores (combustão e elétrico) para, em conjunto, otimizarem a performance ou a economia do carro. Também neste caso a frenagem é regenerativa, ou seja, a energia cinética é convertida em energia elétrica para carregar as baterias de tração.

O terceiro híbrido mais comum é o “mild hybrid”, ou em tradução livre, híbrido leve. Neste caso não há um motor de tração que movimente sozinho o carro, o motor elétrico, ligado “em série” com o motor de combustão, é capaz apenas de ajudar o motor de combustão nos momentos de maior esforço (partidas do zero ou ladeiras íngremes, por exemplo). Esta “ajuda” de curto prazo representa economia, com menos combustível queimado. Por ser menor e usado em períodos curtos, precisa de menos energia e, portanto, baterias muito menores (entre 15 e 20 quilos, uma fração do peso de um conjunto de um full hybrid). A energia das frenagens também é convertida em carga desta bateria de (que é de 48V).

Segundo os fabricantes, o pequeno acréscimo de peso e a menor complexidade dos sistemas, torna os mild hybrid atraentes para o comprador, pois não são muito mais caros que os modelos convencionais e podem representar até 20% de economia de combustível em trânsito urbano.

Os fabricantes apostam que eles servem também como quebra de paradígma para quem nunca teve um híbrido. O tempo dirá…