Gasolina Podium, mais um pouco de informação, desta vez diretamente da fonte…

Como ainda pairavam algumas dúvidas sobre as características e processos de produção da Podium, consultei o SAC da Petrobras, que gentilmente me respondeu. Transcrevo aqui a resposta completa:

Prezado Sr. Ronaldo Martins

Agradecemos o seu contato com a Petrobras. Inicialmente cabe destacar que a produção de gasolina nas refinarias da Petrobras é realizada por meio de mistura de diversas correntes (ou frações) de hidrocarbonetos, as quais são produzidas nas próprias unidades de processamento do parque de refino da Petrobras (destilação direta, craqueamento catalítico, reforma, isomerização, etc). Os percentuais de cada corrente (ou fração) de hidrocarbonetos na mistura podem variar em função da refinaria, do tipo de petróleo processado e das condições operacionais; tais percentuais são calculados e ajustados de maneira que todas as propriedades físico-químicas da gasolina (densidade, octanagem, teor de enxofre, teor de aromáticos etc) atendam aos requisitos técnicos exigidos pela ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gas Natural e Biocombustíveis); esses requisitos são estabelecidos pela Resolução ANP 807 de 2020 que pode ser consultada no seguinte endereço eletrônico: 

Continuar lendo

Gasolina Podium e gasolina Grid dos postos Petrobras, qual diferença entre elas?

Meu xará Ronaldo me fez esta pergunta e prometi responder aqui.

Logo que foi lançada, meu amigo Franco, dono de uma BMW 135i, me fez pergunta semelhante, mas já lá se vão mais de 20 anos….

Ele queria saber qual a octanagem da nova gasolina lançada pela Petrobras (a GRID) e as diferenças dela para a gasolina Aditivada que esteve disponível nos postos até há pouco antes (2014).

Respondi que gasolina GRID tinha octanagem de 87, a mesma da gasolina comum vendida pela Petrobras, mas contava com aditivos detergentes (já presentes na antiga Aditivada) e outros com função de redutores de atrito. Ela tinha um teor máximo de 50 ppm (partes por milhão) de enxofre.

Já a gasolina PODIUM tinha 95 de octanagem (hoje tem RON mínimo de 102), com máximo de 30 ppm de enxofre, mas como é sabido, elas são obtidas por processos petroquímicos diferentes e resultam em produtos muito distintos. A Podium não é uma gasolina aditivada. No BMW 135i do Franco, que tinha um motor de alta performance, com taxa de compressão bem alta, sugeri continuar usando a PODIUM (ainda que bem mais cara).

Já a gasolina GRID, segundo a Petrobras:

  • tem “aditivos detergentes e dispersantes, responsáveis por manter sempre limpo o sistema de alimentação de combustível.”
  • tem “aditivo redutor de atrito, que aumenta a lubricidade do motor e reduz o desgaste das peças.”
  • tem “coloração esverdeada exclusiva, que facilita a identificação e diferencia Petrobras Grid dos outros combustíveis.”
  • tem “baixo teor de enxofre, que reduz a emissão de poluentes e atende aos requisitos da ANP.”

Por outro lado, há muitos anos, tive um Fiat 1.0 16V 2001 movido a gasolina, motor pequeno, bem acertado, com alta taxa de compressão. Nele a PODIUM fazia diferença bastante sensível de performance e economia por km rodado (quase equilibrando o custo do km rodado ao comparar com a gasolina comum). Em tempo, no meu Opala 1978, com motor “levemente mexido” a Podium também faz diferença positiva, apesar da taxa de compressão baixa, mas com ajuste adequado do ponto de ignição e da carburação dupla.

Continuar lendo