Chrysler Pacifica V6, automática, 9 marchas.

Publiquei um Post no Blog antigo há alguns anos, sobre o crossover Chrysler Pacifica, que dirigi nos EUA (www.carrosemduvida.blogspot.com). Sua pegada esportiva me impressionou positivamente. Depois de vários anos fora do mercado, a Chrysler retomou a prestigiosa marca Pacifica, agora reencarnada numa minivan.

Não gostei da ideia, pois estariam deturpando a natureza do crossover num carro eminentemente familiar. Estava errado.

Naturalmente a pegada esportiva se foi (uma pena), mas as qualidades da nova geração da Pacifica são tantas, que não posso dizer que a Chrysler esteja errada.

A minivan enorme é bem bonita e foge das “mesmisses” de suas rivais.

O acabamento é primoroso, com materiais de ótima qualidade e encaixes perfeitos. Esta que dirigi tinha configuração de sete lugares (quatro poltronas e um banco de três passageiros na última fila), com teto solar panorâmico e móvel para as duas linhas dianteiras de bancos e um teto solar fixo na terceira. A sensação de espaço, conforto e segurança é enorme.

Telas de vídeo instaladas na traseira dos encostos de cabeça da primeira fila, podem passar filmes diferentes em cada lado, fones de ouvido podem garantir a individualidade de cada passageiro.

O controle de temperatura é de três zonas e um painel sobre a porta traseira de abertura elétrica facilita o ajuste da temperatura nos bancos das segunda e terceira filas, os quais têm saidas individuais de ar. O aparelho de som e imagem é excelente e o sistema multi-mídia conta com jogos, que podem distrair crianças (e adultos) em viagens mais longas. Cortinas que sobem junto aos vidros laterais aumentam o conforto quando o Sol está baixo e invade as grandes janelas lateriais.

O painel é completo e configurável. Um ponto estranho (e negativo) é o seletor de marchas, um botão eletrônico, que não permite nenhuma ação personalizada (como trocas manuais, por exemplo).

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O painel é completo e configurável. Um ponto estranho (e negativo) é o seletor de marchas, um botão eletrônico, que não permite nenhuma ação personalizada (como trocas manuais, por exemplo).

O desempenho impressiona para o tamanho do carro. O câmbio de nove marchas é indeciso em determinadas situações, parece que pula marchas e fica indeciso de qual deve escolher para aquela situação, entretando, conduzindo normalmente, o conjunto se casa perfeitamente e a enorme minivan alia bom desempenho com baixo consumo de combustível (no uso cidade/estrada, sempre carregada, ficou perto dos 9 km/l).

Os sistemas de segurança passiva e ativa estão espalhados por todo o carro (alerta de ponto cego, frenagem automática na iminência de colisão, alerta de troca involuntária de faixa, etc, etc), tudo para ampliar a sensação de segurança dos usuários. Andando de ré contra o Sol baixo de uma manhã canadense, não vi um carro parado atrás da minivan, nem na camera de ré, o sistema de auto-frenagem me salvou de colidir com o carro estacionado.

O porta-malas é bem grande e a terceira linha de bancos rebate completamente e fica na altura do piso. Nesta posição, com quatro passageiros, ele “engole” qualquer bagagem familiar.

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Apesar de ser um carro inviável para o Brasil (na maioria das cidades), a Pacifica é uma opção interessante para quem tem muito dinheiro, família grande e gosta de pegar a estrada.

Espaço, conforto e desempenho são pontos altos, entre muitos outros. O botão de seleção do câmbio, a falta de opção de trocas manuais e a indecisão do câmbio são os poucos pontos negativos.