Opala 2500, 4 cilindros, 4 marchas, 2 portas, 1978.

Este post é para os leitores que gostam de carros antigos, como o pessoal do Veteran Car, do Celta Clube do RJ, do Opala Clube do RJ, assim como muitos outros espalhados pelo Rio e outros estados do Brasil.

Já tinha publicado um post quando ano passado eu e o meu filho acabamos de reformar o nosso Opala 1978. O carro que tivemos a sorte de encontrar, estava com a carroceria bem íntegra e a mecânica pouco rodada, mas parado há anos…o que requereu muito trabalho para deixá-lo “nos trinques” novamente.

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Alguns leitores cobraram uma avaliação da dinâmica “da maconha” (apelido dos velinhos no Celta Clube). Pago neste post a dívida com eles.

O volante de madeira de menor diâmetro, os pneus radiais bem mais largos (em rodas de 17″) não ajudam na leveza da direção ao manobrar, mas andando o peso e a dirigibilidade ficaram ótimas. Os pneus também ajudam na estabilidade, ponto fraco de todos os Opalas vazios.

O motor surpreende, com potência abaixo de 100 HP ele empurra o grandalhão com desenvoltura. O câmbio de quatro marchas é bem escalonado e o ótimo torque torna a condução bastante prazerosa. O consumo é alto e é difícil fazer mais de 7 km por litro na cidade.

Costumam me perguntar como um carro tão grande, com motor com potência de menos de 100 HP anda tão bem. Respondo que bom desempenho não é feito com mágica e sim com números. Se a cavalaria não é das maiores, o torque é generoso (cerca de 20 kgm) e o peso é baixo (menos de 1100 kg). Ou seja, o Opala tem tamanho de Accord e peso de Pálio. Esta boa relação peso/potência aliada ao ótimo torque e à caixa de marchas bem escalonada, faz o Opala fazer bonito na frente de muitos moderninhos bombados…

Dinamicamente, o rodar é macio e a suspensão privilegia o conforto, deixando o Opala meio solto nas curvas. As estradas retas e as de curvas largas são o cenário perfeito para o Opala.

Com as quatro janelas abertas o carro encontra seu melhor momento, dando ao motorista e passageiros uma grande sensação de liberdade (pela falta da coluna B, veja as fotos a seguir).

O grande porta-malas tem uso restrito pela pequena tampa de acesso, característica dos projetos da década de 1960. Aliás, seria covardia compará-lo aos carros atuais. A ergonomia (de comandos e alavancas) é imprópria, mas era a escola daquele tempo…

O acabamento é muito bom e não há rebarbas ou peças com encaixes imprecisos. Tudo foi bem escolhido e bem fabricado. Os materiais são de ótima qualidade, a ponto de a forração dos bancos e laterais ainda serem as originais de fábrica.

Para completar, você pode conferir o resultado do trabalho dedicado nas fotos a seguir, pelas lentes de Vitor Lopes Martins:

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