Toyota Prius, test drive no Rio de Janeiro.

Fiz hoje um test-drive no Toyota Prius, o carro híbrido mais vendido no mundo. O Prius me surpreendeu como carro e me deixou com dúvidas como opção de compra. Mais tarde explico.

Foto do site (www.toyotaofelcajon.com)

Foto do site (www.toyotaofelcajon.com)

No BLOG antigo já publiquei um POST sobre o híbrido da Chevrolet, o Volt, que não é vendido por aqui (veja a matéria em http://carrosemduvida.blogspot.com.br/2011/12/o-chevrolet-volt-e-um-carro-eletrico-ou.html), mas vale a pena comentar um pouco sobre a nova experiência com o Prius (“Práius” para os norte-americanos).

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Posso dizer que as experiências marcante (e dinamicamente entediantes) do início dos anos 2000, quando dirigi os futuristas e recém lançados Honda Insight e Toyota Prius, de suas primeiras gerações comerciais, foram completamente superadas pela experiência de hoje com o Prius. Ele é um hatch normal, e isto é um elogio. Tem várias opções de condução e, por boa parte do tempo, se comporta como um hatch de luxo, com baixo nível de ruído interno.

O espaço interno é compatível com o de um Nissan Tiida (um dos maiores entre os hatchs). E o porta-malas é  bem espaçoso, visualmente maior que de qualquer hatch à venda no Brasil. O acabamento segue o padrão da marca, beira o espartano na aparência, mas com todas as amenidades  modernas. Exceção ao painel, mais que completo e com toques futuristas. As funções básicas podem ser projetas no pára-brisas, bem a frente do motorista.

Destaque para o ar-condicionado de acionamento elétrico (no seu carro o compressor é acionado por uma polia ligada por correia ao motor), que funciona mesmo com o carro parado e motores desligados.

A concepção que coloca o motor/gerador elétrico no mesmo “eixo” que o motor à combustão, faz com que o Prius tenha comportamento similar ao de um carro convencional, com câmbio automático CVT. Na opção “POWER” o sistema mantém o motor a combustão ligado (1.8 do ciclo Atckings) que oferece grande eficiência energética (teórica).

Nesta condição e com carga nas baterias, o motor elétrico entra e o “powertrain” dsponibiliza mais de 130 HP para a caixa CVT. Tudo controlado e otimizado por computadores.

Como resultado, o carro roda suave e agradavelmente e também responde rápido ao acelerador. Longe de ser um esportivo, mas o Prius não decepciona em performance.

Na cidade o carro faz 15,7 km/l, segundo a Toyota. O técnico que me acompanhou falou em 30 km/l. Na estrada a média da Toyota é de 14,3 km/l. Não é um contra senso, na cidade o sistema de regeneração de energia atua a cada vez que se reduz a velocidade ou se freia o Prius. Na estrada a capacidade de regeneração diminui, pois se freia menos.

Se você estiver em dúvida sobre comprar ou não um, faça um test-drive, pode te ajudar a decidir, já que ele é mais parecido com o carro que você dirige hoje do que você possa imaginar.

Se você quer saber se eu compraria um…a resposta é não!

No próximo POST eu explico as razões.