Carro a ar, mais uma vez o assunto volta à tona…

No BLOG antigo, já publiquei algumas matérias sobre o assunto (a última foi em http://carrosemduvida.blogspot.com.br/2012/04/carro-ar.html).

Sempre fui muito cético com relação a este tema, não por conta da viabilidade técnica, mas sim pelo balanço energético (e, consequentemente, o econômico).

Hoje, no Jornal O GLOBO, do Rio de Janeiro, foi publicada uma matéria sobre um carro híbrido a ar. Este sistema, diferente do carro a ar francês, faz sentido do ponto de vista técnico e econômico.

Como também publiquei no BLOG antigo, os veículos híbridos atuais misturam propulsão mecânica e elétrica, recuperando energia das frenagens e das descidas através de geradores, os quais carregam baterias, as quais alimentam motores elétricos de propulsão.

Na matéria de hoje está descrito um híbrido diferente, que carrega um sistema pneumático/hidráulico, que comprime gás nitrogênio (nas frenagens e descidas) e usa o gás comprimido para acionar um motor hidráulico de propulsão.

Assim como os híbridos eletro/mecânicos, esta nova proposta de híbrido pneumático/mecânico, também faz sentido. Ela é a união de uma série de tecnologias maduras (dominadas e usadas em sistemas corriqueiros), as quais são reunidas neste híbrido por um sistema de gerenciamento de oferta e demanda de energia, também bastante trivial nos dias de hoje.

Em tese, o sistema tem tudo para funcionar, ser ecologicamente ainda mais adequado que os híbridos que usam bateriais e tem potencial de ser bem mais baratos que os sistemas híbridos de hoje.

Cabe apenas uma observação: a quantidade de energia acumulada neste novo sistema deverá permitir apenas pequenos trechos de deslocamento sem o uso do motor a combustão, mas este é um passo importante no sentido dos veículos mais eficientes energética e ecologicamente falando.

Nossos filhos e netos agradecerão!