Mais uma tecnologia de carro híbrido chega ao Brasil.

Em novembro de 2021 publiquei aqui no Carro Sem Dúvida um post explicando os tipos de híbrido que já funcionavam no Brasil. Relembrando…

O híbrido mais frequente é o “full hybrid”, que tem um motor a combustão que participa da tração do veículo (movimento) e também aciona um gerador que carrega as baterias de tração, estas (um grande conjunto) aciona um motor elétrico, capaz de movimentar sozinho o carro, quando as baterias estão carregadas. Os carros híbridos tecnicamente mais evoluídos são capazes de gerenciar a força dos dois motores (combustão e elétrico) para, em conjunto, otimizarem a performance ou a economia do carro. Nestes carros a energia das frenagens é convertida em carga elétrica para as baterias, otimizando a condução destes híbridos principalmente no trânsito urbano.

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Os carros, os vinhos, os preços e a ditadura dos especialistas (repostando, atualizado).

Publiquei este  POST em 2015 e há vários comentários sobre ele até hoje. Resolvi republicá-lo atualizado.

Em 1970 um conhecido meu, o Azevedo, voltou ao Brasil, vindo de missão diplomática na Alemanha. Trouxe de lá uma Mercedes 220, bege, linda. Numa época de taxas de câmbio e impostos de importação absurdos, importar uma Mercedes sem impostos era uma forma de fazer um “pé de meia” ao vender o carro aqui.

A estratégia do Azevedo falhou no modelo, era um 220. O mercado pedia os maiores, de 280 pra cima. Um 220 era visto como um “táxi da Europa” e não agradava os endinheirados daqui que, mesmo naquela época, já eram habituées por lá.

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Coeficiente aerodinâmico, o que é e como influencia na performance do seu carro?

Cx é o coeficiente de arrasto aerodinâmico e é determinado pelas formas da carroceria do carro. Descrição complicada? Mas é simples de entender…. (as figuras a seguir vão ajudar).

O Cx é medido por um número adimensional (não tem unidade de medida, como o centímetro ou o quilograma). Quanto menor este número, melhor o carro “rasga” o ar, o que permite que menos esforço do motor seja feito para o deslocamento do carro.

Já o arrasto aerodinâmico é a força de resistência que o ar impõe ao deslocamento de qualquer corpo na atmosfera.

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Carro submerso em enchente, pode não ser uma perda total !

Em Maio2024, diante das centenas de carros que foram apanhados pelas enchentes no Rio Grande do Sul, publiquei um post para dar orientações aos proprietários, para evitar danos maiores e não serem enganados por mecânicos inescrupulosos.

O post está no endereço https://carrosemduvida.com/2024/05/15/seu-carro-ficou-submerso-na-enchente-nem-tudo-pode-estar-perdido/#more-5175 e será bastante útil para os proprietários de carros que foram vitimados pelas enchentes de 2025. Leiam atentamente, as orientações podem “proteger” você de prejuízos maiores e “blindar” seu carro de ter a situação agravada depois de “boiar” numa enchente.

Boa sorte!

Carros elétricos, o irreversível processo que a Tesla ancorou e que hoje é dominado por fabricantes chineses…

Publiquei neste blog, em 2018, um post sobre o Tesla Model3, que dirigi no Canadá em Outubro de 2018, e o título nem trazia no nome do carro e sim, chamava atenção para o irreversível processo que estava consolidado pela Tesla (naquele momento o principal fabricante). Quem tiver curiosidade, pode ler em https://carrosemduvida.com/2018/10/12/a-nova-era-da-industria-automobilistica-ja-e-uma-realidade-hoje-e-e-espetacular/

Sete anos se passaram e a realidade hoje teve mudança de atores, não de tendência. A Tesla, líder em 2018, perdeu a hegemonia para fabricantes chineses (a principal a BYD). O quadro abaixo mostra a realidade dos elétricos globalmente:

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Como usar os faróis quando estiver trafegando sob neblina.

Nas viagens pelas serras do Rio de Janeiro e em outros estados, nesta época do ano, são comuns as situações com ocorrência de neblina. O uso correto dos faróis pode atenuar os riscos de seguir viagem nestas condições, mas a principal regra é EVITE viajar sob neblina. Quanto mais densa a neblina estiver, maiores serão os riscos.

Caso a viagem for prosseguir, fique atento às regras:

NUNCA ligue o farol alto. O faixo alto dos faróis ilumina a neblina e a torna ainda mais opaca, reduzindo o alcance da visão (ou profundidade do campo visível, numa linguagem mais técnica).

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Comprar um carro 0km, requer atenção, conhecimento e racionalidade.

O ato de comprar um carro zero km envolve pelo menos três lados, o financeiro, o racional e o emocional. Para muitos o último acaba dominando e levando à uma compra da qual o proprietário pode se arrepender no médio e longo prazos.

Vamos analisar cada lado:

Financeiro – antes de decidir por qual carro comprar é preciso saber qual o orçamento disponível, estabelecendo um teto de gastos que seja compatível com a reserva financeira do comprador, a sua capacidade de pagar mensalidades (no caso de financiar) e os seus demais objetivos para o dinheiro que tem guardado. Não se pode esquecer que além do valor da compra (a vista) ou da entrada (financiamento) haverá outros gastos (como emplacamento, IPVA, seguro e acessórios), eles podem somar facilmente o equivalente a 10% do valor total do carro comprado (ou seja, num carro de 110 mil reais de preço, as despesas extras podem passar de 11 mil reais). É também importante saber o histórico de desvalorização do tipo de veículo escolhido, comparando o preço tabelado do carro 0km com o do mesmo modelo já com 3 a 5 anos de uso (uma depreciação mais acelerada vai impactar na hora de trocar por outro 0km daqui há algum tempo). Estimar os custos de manutenção ao longo dos anos é fator importante, assim como saber qual o valor do seguro para o seu perfil.

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Nova campanha no rádio incentiva o uso do etanol, ela é realista?

Mais uma vez entidades ligadas à indústria de cana-de-açúcar, principal (mas não o único) vegetal que dá origem ao etanol do Brasil, lançou recentemente uma campanha de incentivo ao uso de etanol nos veículos flex. Leitores ouviram a campanha no rádio e me perguntaram…

  1. O etanol faz o motor ficar mais potente?
  2. 100% do etanol consumido no Brasil é produzido aqui no país?
  3. O custo do quilômetro rodado com o etanol é menor do que usando gasolina?
  4. O etanol gera menos resíduos no motor que a gasolina?
  5. O etanol causava enferrujem (oxidação) interna nos motores a álcool da década de 1980, agora isso não acontece mais nos motores flex que usam etanol?
  6. O consumo (em km/l) do etanol é 30% maior que o consumo de gasolina?

Vamos às respostas:

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BMW X2, 2025, 2.0 turbo, gasolina, automático, 8 marchas.

O BMW X2 fabricado na Alemanha que aluguei, ano modelo 2025, batizado de xDrive28i, tem tração integral do tipo AWD (all wheel drive, ou em tradução livre, tração em todas as rodas), tem quatro portas e está mais para um hatch bombado do que para um SUV, como é categorizado no mercado americano e brasileiro. Os pneus são 245/45R H e o câmbio automático convencional é de 8 velocidades. A garantia de fábrica é de 48 meses nos EUA. Os materiais de acabamento do interior são de ótima qualidade, os bancos de couro e há filetes de led no painel e nas portas, o que dá charme e sofisticação ao habitáculo.

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Desgaste de pneus, como reconhecer?

Vou voltar ao assunto, pois é relevante e requer conhecimento, para não correr riscos ao rodar com um pneu desgastado além do seu limite (ou ser abordado por um fiscal ignorante ou desonesto).

Todo pneu deve ser trocado quando a banda de rodagem se nivela às marcas TWI (Tread Wear Indicator, ou em tradução livre, Indicador de Desgaste da Banda de Rodagem), mesmo que a marca tenha sido atingida apenas de um lado do pneu (o que denota desgaste assimétrico) levando à insegurança do pneu.

As marcas têm a finalidade de indicar visualmente que um pneu, mesmo com sulcos visíveis, não tem mais condições de drenar a água de um asfalto molhado. Quando não há drenagem adequada, o pneu “flutua” sobre a lâmina de água, causando a famosa e indesejável aquaplanagem.

Para reconhecer o estado dos seus pneus, procure a marcação no “ombro” do pneu, que indica o alinhamento dos marcadores TWI. Se você não sabe achar as marcas TWI, procure por esta indicação triangular no ombro do seu pneu (ou mesmo a sigla TWI), como no exemplo na foto a seguir:

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