Mais uma tecnologia de carro híbrido chega ao Brasil.

Em novembro de 2021 publiquei aqui no Carro Sem Dúvida um post explicando os tipos de híbrido que já funcionavam no Brasil. Relembrando…

O híbrido mais frequente é o “full hybrid”, que tem um motor a combustão que participa da tração do veículo (movimento) e também aciona um gerador que carrega as baterias de tração, estas (um grande conjunto) aciona um motor elétrico, capaz de movimentar sozinho o carro, quando as baterias estão carregadas. Os carros híbridos tecnicamente mais evoluídos são capazes de gerenciar a força dos dois motores (combustão e elétrico) para, em conjunto, otimizarem a performance ou a economia do carro. Nestes carros a energia das frenagens é convertida em carga elétrica para as baterias, otimizando a condução destes híbridos principalmente no trânsito urbano.

Um passo adiante dos “full hybrid” está o “full hybrid plug-in”, que também tem um motor a combustão que participa da tração do veículo (movimento) e também aciona um gerador que carrega as baterias de tração, estas (também um grande conjunto) aciona um motor elétrico, capaz de movimentar sozinho o carro, quando as baterias estão carregadas, mas neste caso a carga pode ser dada na tomada, quando o carro está parado, aumentando a possibilidade de se rodar somente com eletricidade. Neste caso quase todos são capazes de gerenciar a força dos dois motores (combustão e elétrico) para, em conjunto, para otimizarem a performance ou a economia do carro. Também neste caso a frenagem é regenerativa, ou seja, a energia cinética é convertida em energia elétrica para carregar as baterias de tração.

O terceiro híbrido mais comum é o “mild hybrid”, ou em tradução livre, híbrido leve. Neste caso não há um motor de tração que movimente sozinho o carro, o motor elétrico, ligado “em série” com o motor de combustão, é capaz apenas de ajudar o motor de combustão nos momentos de maior esforço (partidas do zero ou ladeiras íngremes, por exemplo). Esta “ajuda” de curto prazo representa economia, com menos combustível queimado. Por ser menor e usado em períodos curtos, precisa de menos energia e, portanto, baterias muito menores (entre 15 e 20 quilos, uma fração do peso de um conjunto de um full hybrid). A energia das frenagens também é convertida em carga desta bateria de (que é de 48V).

Segundo os fabricantes, o pequeno acréscimo de peso e a menor complexidade dos sistemas, torna os mild hybrid atraentes para o comprador, pois não são muito mais caros que os modelos convencionais e podem representar até 20% de economia de combustível em trânsito urbano.

Agora chega ao Brasil (em testes finais) o primeiro carro EREV, sigla para “Extended-Range Electric Vehicle“, traduzindo seria Veículo Elétrico com Autonomia Estendida. Neste caso um motor a combustão não participa da tração, apenas carrega as baterias, que acionam os motores elétricos de tração. A tecnologia não é nova, locomotivas usam a mesma solução há décadas, também há uma fábrica de ônibus urbanos no Brasil que já fabricam ônibus híbridos (ELETRA) nesta configuração. A novidade fica por conta da Leapmotor (da China) estar lançando um SUV (C10) com esta tecnologia no Brasil.