Depois de fazer um test-drive na versão S do Renegade (o atual topo da linha), negociar a compra do Longitude com a concessionária Jeep, acabei por voltar a negociar com a locadora, que melhorou as condições do contrato de aluguel por 36 meses. Peguei o Jeep alugado há dois meses e meio e já rodei quase 1.500 km.
Como esta nova versão tem MUITAS diferenças da anterior, que havia alugado em Fev/2020, vou fazendo a avaliação em alguns posts, para a leitura não ficar cansativa. Neste primeiro, vou me concentrar no novo motor e na suspensão.
O motor é um salto tecnológico comparado com o robusto, durável e sonolento 1.8 (de origem FIAT) que equipava o 2020 (vide posts aqui no blog). è um 4 cilindros, 1.334 cm3, com 4 válvulas por cilindro, e turbo comprimido com turbina de geometria variável. Um milagre da engenharia que extrai inacreditáveis 185 HP de um motor tão pequeno, com torque de 27,5 kgf/m que aparecem desde as 1.850 rpm (também de origem FIAT, os Stellantis).
Em que pesem as inúmeras reclamações sobre a durabilidade deste motor, sobre o consumo excessivo de óleo lubrificante e as explicações pouco plausíveis dadas pela Jeep sobre a solução do problema, dirigir o Renegade passou a ser uma experiência inusitada. O SUV de desempenho nada empolgante passou a fazer o 0 a 100 km/h em 8,7 segundos (mais rápido que os Audi Q3 e A3 que avaliei aqui no blog). A velocidade máxima chega aos 210 km/h, outra marca surpreendente para um SUV com aerodinâmica de “caixa de sapato”… dá pra classificar o desempenho como “furioso” (para um utilitário esportivo brasileiro).
Resolvi rodar os primeiros quilômetros apenas com etanol, e até o momento, a média registrada pelo computador de bordo (muito mais cheio de funções que o da versão anterior) é de 7,3 km/l, para uma média de velocidade de 23 km/h (a maioria na cidade do Rio de Janeiro).
Vale lembrar que publiquei sobre o 1.8: “…Nos últimos 1.800 km, ele fez a média de 7,2 km por litro de etanol, a uma velocidade média de 28,1 km/h…”, ou seja, há uma tendência deste motor ser também bem mais econômico que o anterior.
Já a suspensão, que foi elevada em 20 mm, parece mais frágil, transmitindo um barulho seco em situações onde a versão anterior (mais dura) absorvia bem a irregularidade. O tempo e a quilometragem dirão se ela perdeu em robustez, já que a da versão anterior chegou em boas condições aos quase 35 mil km que rodei com o Jeep.
Em tempo, medi o nível de óleo do motor aos 1.200 km e ele estava dentro da faixa normal. Vou monitorar com mais frequência que nos outros carros que já usei.
No próximo post vou comentar sobre os faróis de led, o painel digital, o sistema de alerta de colisão e frenagem autônoma e do sistema de alerta e manutenção de faixa de rolamento.