Esta pergunta preocupa alguns motoristas conhecidos e resolvi publicar um POST aqui para esclarecer e não deixar que se enganem ao lidar com o assunto.
Primeiro vamos aos fundamentos:
- os óleos lubrificantes de motores são hidrocarbonetos de cadeia longa (muitos carbonos) e na sua maioria são originados no refino de petróleo.
- o óleo refinado se transforma em lubrificante ao receber aditivos químicos desenvolvidos pelos fabricantes.
- depois de separada na torre de destilação da refinaria, a fração do petróleo que vai virar lubrificante, vai para o fabricante de óleo lubrificante, que incorpora seus aditivos, os quais dão as principais características de cada óleo.
- depois de usados num motor, os óleos lubrificantes, devidamente recolhidos no posto de troca, poderão ser reciclados, já que boa parte das moléculas de hidrocarbonetos que compõe os lubrificantes permanecem inalteradas com o uso.
Em seguida aos fatos:
- durante o uso do lubrificante num motor, uma parcela de suas moléculas longas é quebrada pela alta temperatura do motor.
- ao óleo lubrificante usado são incorporadas partículas sólidas, na sua maioria originada na queima dos combustíveis, mas também podem ser resultado da fricção entre as partes metálicas do motor.
- mais de 70% do óleo lubrificante usado no Brasil é reaproveitado, sendo purificado em plantas industriais específicas, que retiram os aditivos originais, as moléculas “quebradas” pela temperatura do motor, as impurezas (partículas oriundas da queima dos combustíveis) e outras frações não aproveitáveis como óleo lubrificante.
- esta fração de óleo purificado é misturada com óleo “virgem” vindo do refinador de petróleo, e então recebe os aditivos que lhe darão as características finais.
- todos as boas marcas de óleo usam este processo, como forma de reduzir o descarte dos óleos lubrificantes e os impactos ao meio ambiente, seja no descarte ou na produção de petróleo “virgem”.
- os resíduos dos aditivos e das cadeias quebradas, são transformados em asfalto ou em combustível queimado na própria planta de reaproveiramento (o meio ambiente agradece).
Dito isto, não se preocupe se o seu óleo é virgem ou reaproveirado, pois é quase certo que você usará um do segundo tipo. Escolha um ponto de troca confiável, compre o óleo com a especificação do manual do seu veículo e observe a quilometragem prevista pelo fabricante do carro para a troca.