No post recente que falei do sistema inovador de tração 4×4 do híbrido Dacia (grupo Renault) Duster, não comentei que o câmbio automático era de dupla embreagem (EDC), ou seja, é um câmbio automatizado, não é automático.
Para quem não conhece e não leu o post aqui no blog sobre os tipos de câmbios automáticos (abril/2024) vale resumir:
- As caixas de dupla embreagem são câmbios automatizados (não são automáticos), com dois eixos primários, com uma embreagem para cada eixo, permitindo que a central eletrônica “entenda” a vontade do motorista e engate a próxima marcha a ser usada, resultado numa troca de marchas muito rápida e eficiente (na condução esportiva).
- Estas caixas não contam com o conversor de torque e, portanto, requerem os mesmos cuidados que as caixas manuais com embreagem de fricção (disco e platô), estes cuidados precisam ter observados em seu uso, para evitar desgaste prematuro dos elementos de fricção, tal como sustentar o carro parado numa ladeira sem o pé no freio, apenas pisando levemente no acelerador (prática imprópria também nos câmbios automáticos convencionais, mas com consequências diferentes e menos flagrantes).
Aqui no BLOG também publiquei um post informando como estes câmbios de dupla embreagem funcionam, com desenho esquemático que facilita o entendimento.
Voltando ao EDC adotado pelo grupo RENAULT, inclusive no Brasil, há relatos das qualidades deste tipo de câmbio e de sensibilidade ao uso pesado (tais como direção esportiva ou longos engarrafamentos), quando o câmbio esquenta e atrapalha seu funcionamento. Já em uso há mais de 10 anos na RENAULT/DACIA, o EDC (com embreagem seca ou em banho de óleo, como no moderno Dacia Duster) apresenta mais comentários positivos do que negativos por parte de usuários. Como nunca dirigi um da RENAULT / DACIA, não consigo opinar com rigor técnico.
Já usei câmbios de dupla embreagem da AUDI (Q3) do qual gostei muito e da FORD americana (Focus e Fiesta) dos quais não gostei. As avaliações estão aqui no BLOG.