Piloto automático?

Desde os anos 1980 alguns carros de luxo já contavam com o “piloto automático” (como ficou conhecido aqui no Brasil). Os primeiros sistemas eram controles de velocidade de cruzeiro (cruise control, no jargão automobilístico americano). Sua adoção chegou aos carros de classe intermediária na década de 1990 e se popularizaram nos anos 2000 (nos EUA é difícil encontrar um modelo de carro novo que não conte com o sistema).

A nomenclatura brasileira pode enganar os desavisados, piloto automático de verdade seria o sistema que dirige o veículo de forma autônoma (já presentes nos sedãs da Tesla há mais de 10 anos). Estes estão cada vez mais aprimorados, com a incorporação de sistemas de reconhecimento de imagem mais precisos e algorítmicos de tomada de decisão baseados em IA (com computadores embarcados cada vez mais rápidos). Em alguns países, taxis com direção autônoma já prescindem da presença de um motorista.

No meio do caminho estão os sistemas de controle de velocidade adaptativos (ou piloto automático adaptativo), neste caso o sistema é capaz de, escolhida uma velocidade pelo motorista, os sensores ajustarem a velocidade do carro em função do fluxo do trânsito a frente, caso haja redução de velocidade, retomando a velocidade escolhida pelo motorista tão logo o trânsito melhore.

Este sistema aumenta o conforto do motorista e não requer atuação frequente para retomar a velocidade depois da redução. Os sensores detectam a redução de velocidade do veículo à sua frente, o sistema reduz a do seu carro e, em seguida retoma a velocidade escolhida pelo motorista, quando o sistema perceber que a velocidade do carro à frente tiver aumentado.

Para os mais atentos, o piloto automático não deve ser confundido com o sistema de manutenção de faixa, no qual os sensores de imagem detectam uma mudança de faixa involuntária (se ser ligada a seta) e faz o volante vibrar e em seguida um movimento suave de retomada do centro da faixa. Muto útil para motoristas sonolentos ou distraídos.