MINI COOPER, Countryman, 2025, diesel, 2.0, biturbo.

Aluguei este MINI em Portugal, e o agente me recomendou a escolha, pois eu faria uma longa viagem, do Porto até a França, retornando ao Porto, num total de mais de 3.500 km e esta versão era muito econômica, o que de fato constatei. No percurso total, andando em estradas dentro dos limites (120 km/h na maioria) e com porta-malas cheio e três pessoas a bordo, o Mini fez inacreditáveis 20,4 km/l de média.

O sistema MILD HYBRID, ou híbrido leve no Brasil (a Fiat já adota em seus carros nacionais), tem uma bateria de 48V que cuida de recuperar energia de frenagens e descidas e ajuda o motor de combustão interna em momentos de maior demanda de potência/torque. Na prática, pesa pouco em estradas planas e ajuda muito no para-e-anda do trânsito nas cidades. O resultado é baixo e estável consumo de combustível em todos os cenários.

O motor diesel, de 163 HP e 40 Nm de torque, faz o MINI atingir 100 km/h em 8,5 segundos (similar a um Renegade brasileiro com o 1.3 turbo). A velocidade máxima supera os 210 km/h e o silêncio a bordo permite andar a 120 km/h e continuar ouvindo o bom sistema de som baixinho. O amplo teto panorâmico (com sun shade) é um opcional interessante, mas aumenta o ruido interno sob chuva.

O painel central é uma curiosidade, mas não é prático, apesar de grande, requer treino do motorista, por outro lado, permite ao passageiro agir em quase todas as funções do carro, controladas na tela. Na frente do motorista, um pequeno display é projetado com as informações principais, como velocidade e navegação do GPS (nativo e suportado por chip do carro).

A tração dianteira, com controle eletrônico sofreu com os pneus gastos (já no TWI) que só percebi quando rodei na neve e sob chuva forte. Passei por situações de muito risco nestas condições e só não troquei o carro pois vi que o clima ia estabilizar e não pegaria mais chuva ou neve no trajeto de retorno.

O espaço interno é bom, mas os bancos dianteiros não são confortáveis para longas viagens. Os bancos traseiros têm trilhos, o que permite aumentar o espaço do porta-malas, sem deixar os passageiros apertados (tive que adiantar os bancos para colocar três malas médias).

A caixa de marchas de dupla embreagem é precisa, mas não conta com trocas manuais, nem no volante, nem no painel (não há alavanca, apenas uma tecla debaixo da tela central (P, N, D e D-low). Os alertas de carros em ponto cego, é uma auxílio importante para a segurança, já o sistema de estacionamento autônomo não funcionou muito bem nas duas situações que tentei usar.

O acabamento é cuidadoso e os materiais de boa qualidade. A customização de cores da iluminação interna é um charme a parte e a iluminação do piso interno, muito conveniente. Ao abrir as portas, a logo da MINI se projeta no chão.

O MINI, já com mais de 30 mil km rodados, continuava justo e sem ruídos na suspensão ou nos acabamentos internos.