FIAT ARGO, 2025 , DRIVE, MANUAL, 1.0 FLEX

Recebi o ARGO da locadora como carro reserva (contrato de assinatura), enquanto o Jeep Renegade estava na revisão de dois anos (programada e com vários problemas a serem corrigidos).

O ARGO ocupou o lugar do Palio, mas é bem maior, com bom espaço interno e conforto razoável, passou a se equiparar ao Sandero, da Renault, mas com materiais de acabamento de aparência superior. Para um modelo de entrada, alguns itens surpreendem, como a tela do sistema multimídia, a boa qualidade do som, a direção eletricamente assistida, o travamento automático das portas, replicadores de seta nos retrovisores, o computador de bordo com múltiplas funções e o volante com diversos controles. O espelhamento do celular é feito pelo cabo USB.

O sistema analógico de ar condicionado gela o interior do ARGO rapidamente, mesmo sem película nos vidros.

Por outro lado, os faróis são fracos, os retrovisores externos só têm controle interno manual, não há vidros elétricos na portas traseiras, o banco traseiro rebatível é inteiriço, não há luz no teto sobre o banco traseiro.

O motor 1.0 flex de 3 cilindros desempenha papel honesto para um carro urbano. Para o uso em estradas, deixa a desejar (nada que não seja coerente com um 1.0). O câmbio manual é curto, para ajudar o pequeno motor. Rodando a 100 km/h o conta-giros marca quase 4.000 rpm. O isolamento acústico impede que o barulho entre muito intensamente na cabine.

A carroceria é bem rígida e o ARGO tem boa estabilidade em curvas. Os pneus 185.60.15 me parecem exagerados para um carro com tão pouca potência (geram arrasto de rolagem maior que o necessário e diminuem a disponibilidade de potência, uma banda 165 seria mais coerente).

No console, além da tomada 12V, há também duas USB, uma dianteira e outra para os passageiros do banco traseiro (ideal para taxis e carros de aplicativo). O porta malas é coerente com a categoria, mas não há mágica num carro com bom espaço para as pernas e comprimento total de menos de quatro metros.

No console, além da tomada 12V, há também duas USB, uma dianteira e outra para os passageiros do banco traseiro (ideal para taxis e carros de aplicativo). O porta malas é coerente com a categoria, mas não há mágica num carro com bom espaço para as pernas e comprimento total de menos de quatro metros.

Como é o habito das locadoras, foi retirada a alavanca de abertura do capô do motor, o que me impediu de fotografar o cofre. Já pelo computador de bordo pude constatar o bom consumo de etanol (nos 641,8 km que andei com o ARGO, com velocidade média de 24,2 km/h e sempre com o ar condicionado ligado, o FIAT fez uma média de 9,2 km/l de etanol).

Em resumo, o ARGO Drive 1.0 atende ao uso urbano, com economia e espaço interno.