Na Europa o Opel Kuga é a versão europeia do Chevrolet Tracker, agora com carrocerias completamente diferentes, mas mecânica similares. Na versão anterior, o Tracker brasileiro e o Kuga europeu usavam a mesma carroceria. Dito isto, vamos à avaliação.

O Kuga que recebi da locadora, para me deslocar de Bruxelas (Bélgica) até Paris (França) era da versão topo de linha, com quase todas as muitas facilidades embarcadas, incluindo câmbio automático, motor 1.2 turbo a gasolina, sistema de controle de velocidade automático adaptativo, sistema de monitoramento e manutenção de faixa ativo e “parking assistance” (que acabei não usando). Não estava no pacote o teto de vidro, muito interessante para quem está fazendo turismo.

Achei o interior bem acabado, com materiais de boa qualidade, mas os bancos dianteiros são desconfortáveis. A parte central dos bancos em couro Alcântara passa imagem de sofisticação, mas não ajuda no conforto.



Nos percursos mais longos os ocupantes da frente sentem rapidamente a ergonomia mal projetada dos bancos e o cansaço aparece logo. O espaço interno é acanhado, e o porta malas pequeno. Tive dificuldades para acomodar três malas pequenas (aquelas de bordo) no porta malas, ficando a tampa (bagagito) levemente elevada para as três viajarem no compartimento.

O consumo é baixo nas estradas, superando facilmente os 15 km/l, andando em estradas planas no entorno dos 110 km/h de velocidade de cruzeiro. O interior é silencioso e não há ruidos significativos do vento. A qualidade do som é razoável e a conexão com o celular fácil.



O painel digital é muito completo e prático, colocando os detalhes do GPS na frente do motorista, facilitando a navegação.

No geral o carro é bem equipado, bem acabado, econômico, mas não me agradou no conforto e na performance do conjunto motor/câmbio.