Aluguei o TrailBlazer (TB) americano, que não tem nada em comum com o SUV gigante que foi vendido no Brasil. É um SUV compacto, um pouco maior que os nossos Trackers de gerações anteriores à atual.

Apesar da quilometragem elevada (23 mil milhas), o TB se mostrava sólido, suspensão justa, interior silencioso, e acabamentos integros, um feito para um carro usado por muitos motoristas, alguns sabidamente sem nenhum cuidado com o bem alheio…

As linhas da carroceria são agradáveis, o interior espaçoso, o porta-malas pequeno para um SUV, as luzes de posição são bem marcantes, mas os faróis medíocres. O TB já conta com central multi-mídia de bom tamanho, som de boa qualidade e fácil espelhamento do celular, sem GPS nativo, mas com wi-fi disponível (não usei).

Achei o casamento do motor três cilindros com o cambio CVT muito bem feito. O CVT, que não tem marchas pré programadas, e não permitindo trocas manuais, cumpre bem seu papel, já que o acerto permite uma condução adequada (não esportiva, mas também não chata) e o computador do carro se adapta bem ao estilo de condução de cada motorista.

Um sistema de frenagem de emergência em caso de colisão iminente e um sistema de manutenção de faixa de rolamento, são itens de segurança ativa muito bons, que não condizem com os faróis fracos, que mais parecem lanternas. Nem os faróis de neblina são capazes de ajudar.

Dirigir à noite em estradas sem iluminação é desagradável, mitigado por um sistema de sensoriamento da via que acende automaticamente os faróis altos (também fracos) quando a visibilidade é pouca, se não houver carros no sentido contrário. Ajuda, mas não resolve.

O que mais me impressionou no TrailBlazer foi o baixo consumo. A potência máxima de pouco mais de 130 HP são retirados do motor 1.5 de três cilindros com muito pouco combustível. Nos quase 1.300 km que rodei em 8 dias, o TB fez surpreendentes 16,8 km/l. Verdade que a maior parte em estradas entre Yonkers e Boston, mas com vários trechos urbanos em ambas.

O ar condicionado é digital, sem saída no banco traseiro e sem controle independente para motorista e passageiros. O desenho do painel é conservador, mas este TB era 2021…os novos já podem estar diferentes.